Another White Christmas
de Raven para Meri
Nota Explicativa: Como eu mencionei na abertura das fics de amigo oculto, tivemos um pequeno problema e fizemos dois sorteios, e, acabou que a Rav, que havia tirado me tirado no primeiro e tirado o Sat no segundo, só recebeu o primeiro sorteio e, no fim das contas, ganhei dois presentes.
Eis meu segundo Natal Branco...
Meridiana colocou de volta sobre a toalha de mesa festiva o belo Arcanjo que a enfeitava, e novamente não pôde deixar de sorrir ao vê-lo: em vez da tradicional espada, o anjo portava um sabre de luz em miniatura. Arrumação de seu pai, Nicholas Johnson.
Também fora arrumação dele, ainda que indiretamente, servir a ceia antes da meia-noite. Apesar de a sugestão ter sido de Meridiana, a verdadeira motivação foi o repetido beliscar travesso de Nicholas às travessas, e a ruiva não se incomodou em quebrar a tradição em favor da fome do pai. Combinaram apenas de manter a abertura dos presentes para o dia seguinte, mesmo porque vê-los embrulhados ao pé da árvore aguçava deliciosamente a curiosidade.
Meridiana fitou carinhosamente o pai. Ele a ajudara com a louça do jantar, e depois foi sentar-se no beiral da janela, observando a noite. A jovem sabia o quanto Nicholas ficava feliz por tê-la em casa no Natal, mas também sabia o quanto ele sentia falta de Elizabeth Johnson, principalmente nessas datas. Provavelmente era na mãe de Meri que ele pensava naquele momento.
Uma canção encheu o ar, vinda de alguma casa da vizinhança. Meridiana sorriu de leve ao ver o pai fechar os olhos e cantá-la num tom levemente desafinado:
Just like the ones I used to know
Where the tree tops glisten
And children listen
To hear sleigh bells in the snow
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all
Your Christmases be white
Meri caminhou até a janela e sentou-se do outro lado do peitoril; Nicholas abriu os olhos e sorriu ao vê-la. Continuaram, juntos, a canção:
Just like the ones I used to know
Where the tree tops glisten
And children listen
To hear sleigh bells in the snow
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all your Christmases
May all your Christmases
May all your Christmases
May all your Christmases be white
Christmas with you
Jingle Bells
All the way, all the way
- Obrigado, Pimentinha, por me ajudar com a música – disse Nicholas, com um brilho divertido no olhar – Afinação nunca foi o meu forte... Aliás, sua mãe costumava dizer que se eu escrevesse como eu canto, estaria perdido.
- Que exagero, pai - comentou Meridiana, rindo.
- Sabe, Meri, sua mãe adorava canções de Natal trouxas. Sabia todas, algumas até que nem eu conhecia. Essa que cantamos era a sua predileta; era ao som dela que Elizabeth gostava de pendurar os enfeites e as luzes na árvore – lembrou Nicholas.
- Como vocês comemoravam o Natal, pai? – perguntou Meridiana, aproveitando as memórias de Nicholas.
- Geralmente aqui no mundo trouxa, mesmo, já que um Natal em família com os Black-Thorne estava definitivamente fora de cogitação... Porém, Elizabeth quebrava um pouco as regras e me levava para ver a decoração de Natal das lojas do Beco Diagonal. A propósito, até hoje não sou capaz de compreender como vocês conseguem se orientar naquele espaço tão pequeno e tão lotado!
- Com o tempo a gente acostuma e passa a achar muito divertido – comentou Meri.
- Imagino... Mas, como eu dizia, eu e Elizabeth geralmente passávamos o Natal em casa, como passamos hoje. Não era preciso muita coisa para que nos sentíssemos felizes.
Ele olhou para a noite estrelada e ainda iluminada por alguns fogos de artifício, e um sorriso deslizou por seus lábios.
- Houve uma vez em que fizemos algo diferente – ele retomou, sem deixar de sorrir – Sabe aquele pequeno parque que tem aqui pertinho, que você chama de Jardim Secreto? Lá tem um pequeno lago que sempre fica congelado nessa época do ano.
Meridiana anuiu.
- Pois houve uma noite de Natal em que Elizabeth cismou que a ocasião merecia uma forma diferente de celebração: precisávamos ir até lá e patinar.
- Patinar? Na noite de Natal? - duvidou Meri, divertida.
- Sim, Pimentinha, pois a noite estava linda, sem neve, exatamente como hoje... E, por acaso, os patins ainda estão guardados dentro da parte de cima do meu armário – emendou Nicholas, com um brilho irresistível no olhar que dirigiu à Meridiana.
- Hm, pai, tem certeza disso? Patinação não é bem o meu forte... – começou Meri.
- Jovem Padawan, o que isso é? De si não duvide, tenha na Força fé e tudo o que desejar você de fazer será capaz – Nicholas pronunciou, com ar solene, fazendo Meridiana rir – Além do mais, jovem Princesa, que risco você correrá sob a proteção de seu Cavaleiro Particular?
A ruiva cruzou os braços, deitou a cabeça um pouco de lado e fitou o pai com uma sobrancelha erguida.
- Me dê só um minuto – pediu Nicholas, saltando do parapeito e sumindo corredor adentro. Poucos minutos depois retornou com os dois pares de patins pendurados no ombro e com casacos, gorros e luvas para si e para sua filha.
- E então? Vamos? – chamou, sorridente, estendendo as roupas para Meri e pegando a chave do carro.
Meridiana anuiu, e em pouco tempo chegaram ao lago congelado. Estava tudo muito calmo e silencioso, como se fosse um cenário de sonho que se desenhara apenas para eles. Pai e filha calçaram os patins e Nicholas, segurando firme as mãos de Meri, deslizou com ela pela superfície gelada.
- Vamos lá, Pimentinha! Afinal de contas, por que só Papai Noel tem o direito de deslizar por aí na noite de Natal? – brincou, divertido. E, em pouco tempo, pai e filha patinavam à vontade, equilibrando e desequilibrando-se numa coreografia estranha, posto divertida.
De repente, a neve começou a cair suavemente, em macios flocos algodoados.
- Hm, neve não estava prevista no roteiro – comentou Nicholas, entendendo a mão enluvada para capturar alguns flocos.
- Bem, pai, talvez desta vez haja neve por ser a nossa versão da história – comentou Meri, em meio a um sorriso.
- Sim, Pimentinha, você tem razão... E nessa nova história há espaço no roteiro para incríveis batalhas de bolas de neve? – perguntou Nicholas, simulando um ar sério e profissional.
Meridiana virou os olhos. Nicholas riu.
- Como quiser, pai – ela respondeu, sorridente. Porém, eu faço questão de manter a trilha sonora.
- Perfeitamente, senhorita. Podemos ensaiá-la, enquanto a batalha não começa?
Meridiana anuiu e, deslizando juntos pelo gelo, de mãos dadas, pai e filha retomaram a canção de Natal preferida de Elizabeth Johnson – e, por que não, deles também:
Just like the ones I used to know
Where the tree tops glisten
And children listen
To hear sleigh bells in the snow
I'm dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all
Your Christmases be white
I'm dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all your Christmases
May all your Christmases
May all your Christmases
May all your Christmases be white
I'm dreaming of a white
Christmas with you
Jingle Bells
All the way, all the way
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