feeds expresso hogwarts
Monday, December 06, 2010
- Eu sei, Sat, mas eu temo por ele! O Cenoura estava falando sério e acredito quando ele disse, mesmo que veladamente, que é capaz de fazer mal ao Luke de propósito!
- Rav, Carrow & Sua Turma não gostam do Luke por ele ser cigano, não por ele ser lufano, ou nosso amigo. Para eles tanto faz isso, o problema é outro. Casa contrária ou amizade são meras desculpas.
- Então, na verdade, o que você quer dizer é que antes a gente por perto para vigiar o Luke do que nos afastarmos para protegê-lo?
- Muito bem, Moça Corvo, você captou a coisa.
- É, Sat, você tem razão... Por favor, conte para o pessoal da Armada essa conversa fiada do Cenoura. Deve haver outros ciganos em Hogwarts, seria bom eles ficarem alertas. E converse com o Luke, também, veja se consegue colocar algum juízo naquela cabeça dura. Eu me sentirei muito mal se algo de ruim acontecer com ele... E posso saber por que você está sorrindo desse jeito?...
Essa minha conversa com Satanio, depois que deixei correndo a sala de Arte das Trevas, sempre voltava à minha mente de uma forma incômoda. Aquela situação me confundia: ao mesmo tempo em que estava determinada a afrontar o Cenoura, me pelava de medo de que essa atitude de ar heróico acabasse se transformando numa ameaça concreta ao meu amigo Lucas Hunter.
Ainda presa de estranho torpor, contemplei as montanhas e a floresta que cercavam a escola; e, curiosamente, de protetoras outrora, agora elas me pareciam sufocantes, como se também estivessem a serviço dos Comensais da Morte com o objetivo de nos manter cativos em um espaço de fácil captura; e o vento, que balançava levemente meus cabelos, agora me parecia um espião que captava minhas idéias e reflexões e as ia sussurrar diretamente nos ouvidos de Amycus Carrow.
Olá, Raven, como vai? Sou eu, Paranóia, querendo conhecer você melhor...
Balancei a cabeça com firmeza e pisquei os olhos, a fim de afastar essa visitante indesejável; já que era para enfrentar um inimigo poderoso, nada melhor e mais necessário do que lucidez e lógica. Olhei ao meu redor, focando e reconhecendo meus livros e pergaminhos espalhados sobre a grama, minha calça jeans desbotada, meu livro aberto em meu colo, minha blusa listrada, o braço de Luke passado em volta de minha cintura...
Hã? Como assim, o braço de Luke em volta de minha cintura?
Só então me lembrei de que havíamos nos sentado sob uma árvore, num canto do jardim, para estudar Arte das Trevas. Luke tem sérios problemas com essa matéria – na verdade, ele tem problema com tudo o que se refira ao assunto – e me pediu ajuda para pelo menos conseguir entender o que anotava, de muita má-vontade, nos pergaminhos. Porém, não me lembro em que ponto me desconcentrei da realidade e mergulhei na lembrança de minha conversa com Satanio... e nem quando, nesse período, cheguei a ficar tão absorta que até virei as costas a Luke.
Vermelha de vergonha, me virei aos poucos e me recostei na árvore, ao lado do ruivo. Ele, por sua vez, retirou seu braço de minha cintura, largou na grama o livro que estivera lendo e me cumprimentou, solene:
- Bem vinda de volta ao Planeta Terra, Senhorita Sinclair. Espero que tenha feito uma boa viagem.
- Desculpe, Luke, não fiz por mal, eu me distraí... – respondi, corando – Mas isso não era desculpa para você se aproveitar da situação.
Foi a vez de ele corar.
- Fique a senhorita sabendo que eu não estava me aproveitando de situação nenhuma. É que você foi ficando tão distraída, mas tão distraída, que a certa altura achei que iria levantar vôo. Por isso resolvi segurá-la.
Não pude deixar de sorrir.
- Só espero que o motivo que fez você sonhar desse jeito não tenha sido... aquele sujeito. – comentou Luke, enchendo o final da frase de despeito.
Meu sorriso sumiu.
- Eu não estava sonhando com Severus Snape. Estava refletindo! Na verdade, Luke, eu estava era preocupada com você! – retruquei, irritada.
- Preocupada comigo?!? – exclamou Luke, verdadeiramente surpreso – Por quê?
- Satanio não contou nada para você, não?
O Ruivo meneou a cabeça em assentimento.
- Se for a conversa atravessada daquele pulha do Carrow, Rav, o Satanio me contou, sim. E a Armada também já está sabendo. Há outros ciganos aqui na escola, e já estamos em alerta para qualquer eventualidade desde quando tivemos certeza de que Você-Sabe-Quem havia retornado. Nossas famílias também estão em contato constante umas com as outras. Os Roma estão acostumados a ser perseguidos, mas dessa vez vamos nos unir para resistir a qualquer ataque contra nós.
- Os Roma?... – perguntei.
Luke sorriu.
- É o outro nome pelo qual são conhecidos os ciganos... Você não sabia?
- Não, não sabia, e talvez muita gente não saiba... Seu povo é cheio de segredos e mistérios – comentei, com um sorriso – Luke, fico aliviada em saber que vocês estão organizados assim, mas queria lhe pedir novamente, de coração, para não provocar o Cenoura ou aquelas figurinhas carimbadas da Sonserina. E, falando muito sério agora, ruivo, se for preciso você se afastar de minha companhia para evitar problemas, eu compreenderei perfeitamente...
- É isso que você quer? – cortou Luke, de cara amarrada, cruzando os braços.
- Não! Claro que não! Você sabe que não! Mas, se for preciso, eu estou disposta a...
- Ótimo. Eu não quero, você não quer, então o certo é deixar como está – cortou ele novamente, taxativo – E, a propósito, o que você vai fazer no Natal?
Sem entender coisa alguma, encarei Luke com cara de personagem de anime.
- Como assim, Ruivo? O que tem a ver o Natal com a nossa situação em Hogwarts??
- Não tem nada a ver. Mas, se você não tem nada programado para o seu Natal, eu gostaria de convidar você para passá-lo comigo e com minha família, na casa da minha avó. E o convite é para o Sr. Sinclair também; minha avó quer conhecê-lo desde que comentei com ela sobre o azar dele.
Arregalei os olhos, esperançosa.
- Sério, Ruivo?!? Oh, Merlin, será que sua avó conhece alguma cura para ele? Isso seria maravilhoso! Resolveria quase todos os problemas do Tio Augie! Por que você não me disse isso antes?
- Não tive oportunidade! Tudo o que conversamos ultimamente é sobre Cenouras indigestas e assuntos intragáveis como Arte das Trevas – respondeu Luke, pisando no livro-texto da matéria de Amycus Carrow – Estou cansado de ficar o tempo todo pensando nisso e de ver você tensa e com medo; precisamos aproveitar o tempo que ainda temos. Por isso, achei que seria uma idéia saudável para nós chamar você e seu tio para passar o Natal com minha família, em vez de ficarem sozinhos naquele galpão. Você aceita?
- É claro!! Tio Augie também vai adorar a idéia! Ah, Luke, muito obrigada! – exclamei, atirando os braços em torno do pescoço do meu amigo ruivo.
Tuesday, April 27, 2010
Horas se tinham passado desde que o outro grupo deixara a companhia deles para a missão daquela noite. Ele estava agora deitado em sua cama, os braços cruzados sob a cabeça, encarando o teto com um semblante melancólico.
Apesar de ter mantido o tom de sempre quando vira Sam mais cedo, ele não podia negar que reagira muito mais do que deveria à visão. A simples lembrança, na verdade, era o suficiente para fazer com que o sangue corresse mais rápido em suas veias.
Aquilo tudo era certamente uma ironia. Desde que ele lera os pensamentos dela, desde que ela se afastara dele...
Lusmore sentou-se na cama, cerrando ligeiramente os olhos. Aos poucos, uma incerteza ia se infiltrando em sua mente. Ele conhecia os sentimentos que estavam começando a correr em sua mente. Tinha-os experimentado uma vez. Mas, na primeira, a recíproca não fora verdadeira.
O bardo abriu ligeiramente a palma da mão, fazendo com que um pequeno halo de luz dourada surgisse sobre seus dedos. Outra pessoa tivesse visto a pequena chama dançando na palma dele, teria ficado encantada.
Ele, contudo, fez uma careta.
- Está instável. – ele observou em voz alta para si mesma.
Isso significava que não estava em pleno controle de seus sentimentos. Seu humor flutuava ao sabor de uma corrente que ele não tinha certeza se deveria seguir. De uma coisa, contudo, ele já tinha começado a ter consciência.
A afeição que tinha por Samantha Blair não era, nem de longe, fraterna. E, talvez pela primeira vez na vida, ele não sabia o que faria a seguir.
Monday, April 26, 2010
Enquanto se olhava no espelho, Sam se perguntava novamente por que fora escolhida para aquilo. E, principalmente, por que raios ela aceitara?
Uma pergunta para qual sabia a resposta. Ela era uma garota nova, bonita e que sabia se defender. Estava na Resistência há pouco tempo, mas levando em conta seu histórico de amizades e família, era considerada uma agente de confiança. E para o que precisava ser feito, ela era uma das poucas disponíveis e no perfil para cumprir aquela missão.
Puxou para baixo a saia preta que estava vestindo, re-arrumando mais uma vez a vestimenta que lhe foi passada. Mini-saia preta, meia-calça preta e blusa branca com gravatinha... Não entendia como poderia ser tudo tão fechado acima da cintura e abaixo ser aquilo. E como poderia andar com aquele salto alto finíssimo?
- Pois é, Dona Samantha... Hoje você vai ser tornar uma personagem de filme, uma espiã... Ficou até ruiva para tal... - Ela falou mais para se acalmar.
Apesar de ter aceitado a missão, no fundo estava nervosa com o que lhe fora passado. Godfrey a chamara em particular para explicar os detalhes, pois não seria algo simples. Ela teria que se disfarçar no meio das garçonetes de um bar onde um bruxo do alto-escalão do Ministério freqüentava e precisaria trocar a chave que ele carregava sem que ele percebesse.
Quando ouviu isso ela achou que não teria tantos problemas, até que ele mostrou uma foto do local e o uniforme usado pelas garçonetes. Na mesma hora Sam sentiu seu rosto arder ao se imaginar usando algo tão provocativo.
“Quem pensa em colocar um zíper passando por uma saia desse tamanho?”, ela pensou.
Godfrey perguntou se Sam conseguiria, se estava preparada para fazer aquilo. Explicou também algo que somente ela saberia, pois Michael e Troy só iriam estar por perto para cobertura, se precisasse. Eles não saberiam todos os detalhes. Ela estaria trocando a chave para uma caixa que a Resistência iria roubar na mesma noite. Já tinham descoberto quais feitiços protegiam os documentos e quais contra-azarações utilizar. Faltava a chave que abriria a caixa, pois tinham receio que se forçassem a abertura, poderiam perder todas as informações. Exatamente por isso as missões aconteceriam simultaneamente.
Ao saber que aqueles documentos eram para ajudar a descobrir sobre as azarações que estavam sendo criadas pelo Ministério, como a que atingira Sam nas costas, ela aceitou. Godfrey entregou a ela as roupas e alguns objetos que a ajudariam, para que se preparasse com antecedência.
Há uma semana ela treinava o uso daquele anel discreto que seria o principal para ter uma missão bem sucedida.
- Estou pronta e vou conseguir! - Sam falou com firmeza olhando mais uma vez seu reflexo no espelho.
Sem batidas para avisar, a porta do quarto de Sam se abriu mostrando um rapaz loiro que entrava sem se anunciar.
- Vamos Sam, está na... MINHA MÃE DO CÉU!! - Michael berrou.
A resposta de todos da casa foi imediata, Herman, Isaac, e Troy aparataram no quarto de Sam com as varinhas nas mãos. Lusmore chegou por último, correndo pelas escadas – ele, afinal, não aparatava.
Herman foi o primeiro a abaixar a varinha ao perceber que o grito de Michael se devia mais a um ataque de elogios que a um ataque comensal. O rapaz piscou algumas vezes antes de efetivamente reconhecer a "cunhada" por baixo daquela roupa excessivamente provocante na opinião dele.
Sam estava de fato realmente muito bonita, contudo, sabendo que a célula deles sairia em missão naquela noite, preocupava ao Mensageiro que tipo de ambiente a moça teria que freqüentar com aquele indumentária, que tipo de pessoa estaria à espera dela. Herman sabia que Samantha sabia tomar conta de si, mas não conseguia deixar de se preocupar, afinal, mais que uma amiga, ela se tornara praticamente "família".
Troy abriu e fechou a boca algumas vezes pensando se deveria falar algo, sair dali correndo ou... Na verdade o rapaz não sabia exatamente o que fazer, aquilo era totalmente inusitado. Desde que entrara naquela casa vira Sam somente como uma menina nova que deveria estar na escola com suas amigas. Ele parou para se perguntar se tinha algo a mais na missão que não sabia.
- Hamina hamina hamina...
Michael repetiu várias vezes enquanto andava até Sam que não sabia onde se enfiar naquele momento. Os olhos do loiro pareciam travados enquanto ele se aproximava da outra.
- Eu já descobri sua missão, Sam. - Lusmore observou com a face risonha - Você vai matar do coração um grupo de comensais. Uma idéia muito inteligente do tio August. Enfartar as bailarinas.
Isaac, que até então permanecera calado, de braços, cruzados, voltou-se para o bardo, franzindo a testa.
- Bailarinas?
- É, bailarinas da morte, estrelando O Fantasma da Ópera. Aquelas máscaras...
Sam olhou para os garotos em volta e sentiu seu rosto arder fortemente, ela estava muito, muito vermelha. Só com ela poderia acontecer algo assim. A garota pretendia sair com seu sobretudo e ser o mais discreta possível.
Sem saber o que fazer, Sam viu Michael andando de braços abertos para abraçá-la. Como reflexo ela estendeu o seu e o parou.
- Mais um passo e você não conseguirá sair de casa hoje.
Em resposta ele pegou a mão estendida e se ajoelhou diante da, agora, ruiva. Com o rosto sério ele virou para a garota que olhava aquela cena espantada.
- Samantha Blair, você aceita se casar comigo?
- Grande começo para uma difícil missão... - Sam puxou a mão com força. - Parem com isso e saiam daqui!
- Mas... mas... - o loiro falou com os olhos tristes. - E o meu coração?
- Vai sobreviver, tome um porre mais tarde. - Ela falou séria. - Se quiser, tomamos juntos para esquecer isso.
Sam pegou seu sobretudo e vestiu sem olhar diretamente para nenhum deles. Se segurava, mas não tinha como esconder o quão envergonhada estava.
- Está bem a missão primeiro, mas depois você não me escapa. - O loiro falou sorrindo marotamente para a garota.
Wednesday, December 23, 2009
Sometimes you think you'll be fine by yourselfCause a dream is a wish you make all aloneIt’s easy to feel like you don’t need helpBut it’s harder to walk on your own
De cabeça baixa, ela caminhava sozinha, perdida em seu próprio mundo – como de hábito. Com o canto dos olhos a outra grifinória observou a colega, perguntando-se o que fizera para merecer aquilo.
Lorelai suspirou. Com tantas pessoas na turma, Snape tinha que colocá-la justamente com alguém que não gostava dela?
Enquanto isso, Mina tentava organizar-se mentalmente. Seria impossível fazer aquela monografia sozinha; de uma maneira ou de outra, ela teria de depender um pouco de sua parceira, ainda que não gostasse muito disso.
Antes, contudo, que pudesse se aprofundar em suas conjecturas, sentiu um ligeiro esbarrão contra o ombro. Levantando os olhos, ela se deparou com outra garota – pelo uniforme, uma lufana.
A moça sorriu de leve.
- Desculpe.
Mina balançou a cabeça.
- Não foi nada.
You'll change insideWhen you realize
Ela chegou quase derrapando pela passagem, parando meio minuto para recuperar o fôlego, antes de emergir completamente no QG. Lorelai e Sam já estavam lá, acompanhadas de uma pilha de sanduíches, uma garrafa térmica com o chocolate quente que Sam prometera mais cedo, além de várias sacas de doces.
As duas estavam sentadas em seus sacos de dormir, tão concentradas no jogo de snap explosivo que sequer a perceberam entrar. Mina sorriu, largando-se em sua própria saca, chamando afinal a atenção das duas para ela.
- Desculpem o atraso. - ela disse, enquanto tirava o casaco, relaxando aos poucos - Eu estava...
- Na biblioteca. - Lore e Sam completaram ao mesmo tempo.
Mina suspirou, coçando a cabeça.
- Como vocês sabiam?
- Não é preciso ser um gênio para descobrir. - Sam respondeu.
- Qualquer um que conheça nossa generalíssima o suficiente saberia disso. - Lorelai afirmou.
A caçula das mafiosas apenas balançou a cabeça, sorrindo de leve.
- Ok... agora que estou aqui, o que temos planejado para nossa primeira e oficial noite do pijama no QG?
As outras duas se encararam entre si, sorrisos idênticos em seus rostos. Por um instante, Mina sentiu-se tentada a fugir da companhia das amigas, sabendo que aqueles olhares e sorriso só podiam significar uma coisa.
- Bem... - Lore começou - Nós vamos primeiro jantar nossos sanduíches, é claro...
- Enquanto pomos as fofocas da escola em dia... - Sam continou, os lhos brilhando quase malignamente - Falamos sobre garotos...
- Depois vamos ouvir você tocando violão, finalmente...
- E vamos cantar músicas bestas, enquanto bebemos chocolate quente e dançamos pela sala de pijamas...
- Vamos brincar no pula-pula...
- Até cansar...
- E, quando finalmente você estiver menos esperando...
- MONTINHO NA GENERALÍSSIMA! - as duas terminaram ao mesmo tempo, dissolvendo-se em risadas.
Mina revirou os olhos, embora o efeito não fosse o mesmo com sorriso que insistia em aparecer no canto da boca.
- Por que é que sempre sobra para mim?
The world comes to lifeand everything's alrightFrom beginning to endWhen you have a friendBy your sideThat help's you to findThe beauty of allWhen you'll open your heart andBelieve inThe gift of a friend
Ela terminou sua história sentindo-se como se tivesse corrido uma verdadeira maratona até ali. Os braços de Herman lhe propiciavam algum conforto, mas mesmo eles eram incapazes de afastar por completo todos os sentimentos que recontar o que acontecera tinham trazido à tona.
Lorelai levantou os olhos, notando pela primeira vez as reações que provocara nos amigos. Todos pareciam preocupados, conversando entre si... exceto por Samantha e Mina.
Nenhuma das duas tinha desviado o olhar dela nem por um instante desde que ela começara a falar. Sam parecia estar se segurando em seu lugar, os punhos cerrados, como se estivesse pronta para partir a cara de alguém – de qualquer um que ousasse machucar sua amiga. Mina, por sua vez, tinha o olhar triste, mas decidido e Lore não duvidava de que, naquele momento, a domadora estivesse pensando em estratégias para ajudá-la e protegê-la.
Cada uma delas tinha uma expressão diferente, mas ambas compartilhavam de um mesmo sentimento... e, subitamente, em meio à toda a dificuldade que fora reviver a cena das férias, Lorelai sentiu-se grata por saber que, não importasse o que acontecesse, ela teria as amigas ao seu lado.
Someone who knows when you’re lost and you’re scaredThere through the highs and the lowsSomeone you can count on, someone who caresBesides you where ever you go
Sam sorriu, orgulhosa, enquanto observava a amiga se aproximar do pequeno altar com os olhos fixos em Herman. Ela não podia estar mais feliz pela amiga e agradecida ao mensageiro por ser capaz de iluminar o olhar de sua irmã daquela maneira.
Com tudo o que estava acontecendo, era bom ter algo para comemorar. Depois de tantos dissabores, um pequeno raio de sol nos dias nublados que eles enfrentavam.
A moça desviou ligeiramente o olhar para o lado, soltando um pequeno suspiro. Havia uma única nota dissonante naquele dia; uma única ausência, mas que faria uma diferença enorme.
Era para Mina estar ali também, a dama de honra para sua madrinha, a chuva de arroz para sua cinta-liga. Era para ela estar ali e pegar o buquê para que depois pudessem provocá-la, perguntando quando Isaac iria propor. Para beberem juntas todo o champagne da festa, subirem no palco e contarem histórias da máfia, até que Lore se derretesse de vergonha.
Era para estarem juntas nos bons momentos como tinham estado nos maus.
Sam se perguntou quando, exatamente, ela tinha começado a identificar votos de casamento com votos de amizade. Mas quem se importava se ela estava ou não fazendo sentido? As únicas pessoas com quem poderia discutir aquilo ou não estava ali ou era a noiva...
Ela sorriu mais uma vez, imaginando a cara que Mina faria quando ela dissesse que a domadora teria que compensar sua ausência no casamento da fada prensada com o próprio casamento o mais rápido possível.
Ela quase podia sentir a amiga revirando os olhos, cruzando os braços e bufando um "porque sempre sobra para mim?". E, com isso, sentiu-se estranhamente mais leve.
Mina podia não estar ali presente fisicamente. Mas estava em seu coração. E, ela tinha certeza, estava no de Lorelai também. E, por hora, até que pudessem estar juntas de novo, aquilo bastaria.
You'll change insideWhen you realize
The world comes to lifeand everything's alrightFrom beginning to endWhen you have a friendBy your sideThat help's you to findThe beauty of allWhen you'll open your heart andBelieve inThe gift of a friend
Ela observou os pequenos pássaros até que eles sumissem no horizonte, levando com eles suas mensagens.
A jovem suspirou, deixando-se cair sentada junto à escrivaninha do quarto de hotel. Nunca fora uma particular fã de seu aniversário, já que nunca antes tivera realmente com quem comemorar...
Mas as coisas tinham mudado no ano anterior. Ela tinha mudado. E, mais do que nunca, Mina se descobriu ansiando pela presença das amigas, por uma noite de pijama regada a risadas, bolo e cerveja amanteigada.
Ela sentia falta das outras mafiosas.
And when the hope crashes downShattering to the groundYou'll, you'll feel all aloneWhen you don’t know which way to goAnd there's no such leading you onYou're not alone
Encostada à janela, ela observava a garoa que caía nos jardins da escola. Largados à frente dela, junto ao parapeito, estavam cadernos e cartas abertas; bilhetes rabiscados às pressas que a faziam lembrar de tempos em que parecia estar sempre se controlando para não cair na gargalhada, seguida imediatamente das outras duas mafiosas.
Quão diferente Lorelai se sentia agora entre as paredes de Hogwarts. Fazia realmente apenas um ano desde que ela tinha andando às escondidas pelo castelo, surrupiando comida da cozinha, encrencando com a irmã caçula, caindo de cabeça dentro de armários sem fundo?
A chuva também castigava Londres, carregando lixo pelas calçadas, dotando a paisagem de um ar desolado, enquanto Samantha caminhava apressada sob o guarda-chuva vermelho, de tempos em tempos olhando por cima do ombro.
O temor e a ansiedade não diminuíram mesmo ao dobrar a esquina, quando o lugar que chamava de casa naqueles últimos meses apareceu afinal em seu campo de visão. E, não pela primeira vez, ela se perguntava se as pessoas que amava estavam bem. Se estavam seguras.
Se aquilo que ela estava fazendo fazia alguma diferença para o mundo delas.
Não eram pensamentos diferentes daqueles que Mina tinha, enquanto açulava Finvara, cortando caminho em meio à tempestade, tomando cuidado para não se aproximar demais das escarpas, enquanto os trovões ribombavam sobre sua cabeça.
As decisões que tinha tomado aquele dia poderiam influenciar enormemente o que estava acontecendo. Ela tomara a vida de alguém sob sua responsabilidade; tomara uma posição frente ao que estava acontecendo.
E aquele, talvez, fosse o primeiro passo para assegurar uma chance... um futuro... um reencontro...
The world comes to lifeand everything's alrightFrom beginning to endWhen you have a friendBy your sideThat help's you to findThe beauty of allWhen you'll open your heart andBelieve inWhen you believe inYou can believe in
A primeira coisa que ela percebeu – depois de ter se assegurado que Herman estava bem, estava vivo e estava ali – foi a maneira como Mina estava próxima ao Cão, de mãos dadas, com um ar ligeiramente conspiratório na expressão cansada, mas, ainda assim, sorridente.
Antes que ela pudesse dizer alguma coisa, contudo, a terceira mafiosa – a única que faltava para a cena estar completa – irrompeu à porta, com ninguém mais que Mahala a tiracolo.
Lorelai abriu e fechou a boca por um segundo, tentando entender em que diabos de dimensão alternativa ela tinha ido parar. Mas tudo isso deixou de ter importância quando Satanio começou a gargalhar do outro lado da enfermaria.
- E então? Onde está o montinho? Eu venho esperando isso faz meses!
Não foi preciso mais que isso. Em meio aos risos dos amigos e dos olhares confusos de todos os outros ocupantes do lugar, as três praticamente correram para cima ma das outras, num abraço coletivo que terminou com todas no chão, rindo e chorando como se não houvesse amanhã.
- Isso requer uma comemoração. – Sam riu.
- Uma noite do pijama. – Mina concordou.
- Eu sinto que temos toneladas de fofocas para colocar em dia. – Lore completou – E, agora, todo o tempo do mundo para fazê-lo.
- Nem tanto... Vocês terão que ajudar a organizar um casamento. – a voz de Isaac observou por trás delas.
O rosto da domadora adquiriu um peculiar tom de vermelho-quase-roxo, enquanto as outras duas observavam-na estupefata. A surpresa, contudo, demorou tempo suficiente apenas para que Sam recobrassem a presença de espírito.
- Isso! Montinho na generalíssima!
The gift of a friend
Friday, December 18, 2009
Chacina - Final
Chris observou a postura da companheira, antes de se voltar completamente para o outro rapaz caído no chão. Ele podia sentir a tensão da jovem Dashwood, a hesitação em terminar aquilo que tinham começado.
- Parece que ainda temos um aqui, não é verdade? - ele perguntou com a voz pungente de ironia, cravando os olhos verdes sobre ela - Temos que dar um jeito nisso, o que acha?
Ela não respondeu, ao invés disso preferiu esperar para descobrir o que o rapaz estava planejando. Embora continuasse tentando arduamente camuflar seus sentimentos contraditórios, Melinda realmente receava pela vida de Tristan. Desde o momento em que percebera a presença do amigo entre os membros da comitiva rebelde, ela fez o que estivera ao alcance dela – de forma que Morel não desconfiasse - para que McCloud sobrevivesse.
Para surpresa dela, o outro comensal veio postar-se às suas costas, uma mão insinuando-se sob o braço com que ela segurava a varinha, fechando a mão sobre seus dedos. O que ele estava pretendendo? Teria percebido? Estaria segurando-a para que ela não pudesse fugir?
Outro meio sorriso insinuou-se nos lábios de Christopher. Ele tinha razão, Dashwood não queria continuar. Talvez ela conhecesse aquele último sobrevivente... talvez ele fosse alguém importante para ela.
- Você tem dez segundos. - ele disse num murmúrio, encarando o rapaz moreno no chão - Dez segundos para correr por sua vida. Se não conseguir sair do meu campo de mira em dez segundos... Receio que terei de usar minha última flecha. Então... Um...
Tristan observou-o, incerto sobre o que o comensal dizia. Olhou de soslaio para a outra comensal, tentando descobrir algum indício sobre o que estava por trás daquilo tudo. Talvez fosse impressão de McCloud, mas ele notou um leve brilho de alívio nos orbes anis de mulher.
- Dois...
Aquela parecia ser, então, a única chance que tinha. Ainda que não desse as costas para eles, acabaria por morrer. E não podia morrer de maneira tão imbecil. Havia ainda muitas coisas a fazer, muito da vida que queria aproveitar. Não poderia deixar Selune sozinha no mundo, ele prometera que nunca iria abandoná-la, e não estava disposto a quebrar aquele juramento.
- Três...
Melinda observou, ansiosa, enquanto Tristan levantava-se. As pernas do amigo estavam tremendo, possivelmente era a primeira vez que ele se via cara a cara com a morte, contudo, a expressão de McCloud era nitidamente orgulhosa e desafiadora.
O moreno continuou a contar, observando o outro se afastar. Largando a mão da moça, ele voltou a erguer a besta, fazendo mira. Pouco se importava se sentira-se inicialmente misericordioso. Ele dera um prazo. Se o rapaz não era capaz de entender algo tão simples, então, não merecia viver. Era como todos os outros, apenas alguém que se deixava levar pelas ordens de seus superiores, sem questionar-se acerca da culpa ou inocência dos mesmos, sem escolha, sem consciência.
- Nove...
Tristan já tinha se afastado o suficiente. Melinda viu Chris colocar o dedo no gatilho.
- Dez.
Em desespero e sem refletir sobre o que fazia, ela empurrou o outro comensal para o lado, ao mesmo tempo em que a flecha partia da besta, zunindo e cortando o ar, enquanto Tristan aparatava para longe deles. Christopher deu alguns passos para trás, pouco antes de recuperar o equilíbrio. Estavam agora sozinhos no pequeno beco. Ele deixou o capuz cair para trás e retirou a máscara.
- Por que fez isso? – ele perguntou sem entonação.
- Ele costumava ser meu amigo. - ela respondeu, sincera, encarando-o friamente, apesar de uma sombra em seus olhos lhe traíssem. Ela temia a próxima reação de Morel, contudo, já roubara tantas coisas preciosas das pessoas que amava, pelo menos a vida deles ela não se permitiria saquear.
Christopher a observou em silêncio pela segunda vez. Ela não saberia precisar o que ele estava procurando, mas, aparentemente, ela passara no exame, pois, no segundo seguinte, ele lhe deu as costas, desaparatando, sem esperar por ela.
Melinda suspirou. Pelo menos já havia terminado, seus superiores dentro do exército do Lorde das Trevas tiveram o show que queriam. E agora não levaria muito tempo até que Londres inteira estivesse fervilhando diante da notícia daquele massacre.
Os remanescentes da ordem da Fênix, independente de qual facção pertencessem, saberiam que não havia clemência para aqueles que desafiavam os atuais donos do poder.
Tuesday, December 15, 2009
Chacina - Parte 1
O rapaz, caído no chão, encarou-a com um misto de ódio e terror, enquanto ela levantava a varinha em sua direção. Havia respingos de sangue na máscara dela. Os olhos azuis fixaram-se nos dele, demonstrando emoção alguma e parecendo mais escuros do que antes.
Tristan McCloud sabia que se travava de uma garota, pois o contorno que se insinuava por baixo das vestes negras a denunciava. Alguma coisa dentro dele parecia insistir em dar àquela estranha um ar de familiaridade. Mas a racionalidade dele insistia em dizer o contrário. Não poderia ser ela... Por mais errado que fosse o caminho que ela escolhera, duvidava que pudesse se envolver em tamanha carnificina.
O rapaz, incapaz de conseguir sair da mira da serva de Voldemort, tentou descobrir como as coisas haviam dado tão terrivelmente errado a ponto de ver praticamente todos os seus companheiros massacrados selvagemente diante seus olhos.
Já fazia mais de um mês que havia se juntado à resistência via os contatos que conseguira na escola de magistratura bruxa da Academia de Estudos Alquímicos, com o intuito de fazer frente ao comensais, mas também, de localizar a amiga perdida. Contudo até agora não conseguira descobrir absolutamente nada sobre Melinsa Dashwood. Nenhum alento para dar à família dela ou mesmo para a outra melhor amiga de ambos, Yvaine Lancaster, que, felizmente, estava do outro lado do mundo. Segura de todo aquele horror.
Agora, tudo indicava que não iria descobrir absolutamente nada. Morreria com a dúvida que aqueles olhos azuis que lhe encaravam emanavam.
Protegida sob a máscara, Melinda Dashwood desejava que Tristan não a reconhecesse, por vergonha de tudo o que ele acabara de testemunhar. Era verdade que grande parte daquela chacina havia sido feita por seu companheiro de horda das trevas, mas ela também ceifara alguns daqueles que estavam espalhados sob o chão.
Tinham recebido a informação de que um contingente significativo de membros da resistência se reuniria naquela tarde, e, para a sua própria surpresa, ela fora designada para o papel de ceifadora, justo ela, mais acostumada a agir de modo mais sutil.
Amargamente o destino ainda lhe presenteou com a ironia de que entre os rebeldes se encontrava Tristan McCloud. Um de seus melhores amigos, em alguns aspectos, praticamente um irmão mais velho.
Ela sabia que não conseguiria matá-lo, mas, ao mesmo tempo, não realizava como tirá-lo daquele pesadelo. Tudo o que conseguia fazer era manter-se como uma estátua diante dele.
Um último clamor de piedade foi ouvido mais adiante, antes que o segundo comensal terminasse seu serviço. Já não havia mais ninguém. Tristan era o último sobrevivente. E, pelo olhar da comensal, essa situação não demoraria a mudar.
Foi nesse instante que o outro se aproximou. Ao contrário da moça, ele usava a máscara que lhe ocultava apenas a parte de cima do rosto. Havia um meio sorriso nos lábios dele e as mãos, envoltas por luvas brancas, encontravam-se agora cheias de respingos de sangue. A espada que ele usara voltara a ser embainhada e ele apenas segurava a pequena besta negra, onde uma flecha ainda resistia, esperando por seu alvo.
Melinda, quase automaticamente, olhou de soslaio para Christopher Morel. Ela já havia visto Ian realizar suas missões de extermínio, contudo, mesmo com a mente retorcida após o acidente nas Hébridas que deformara parte do rosto do rapaz, o namorado dela nunca chegara a uma selvageria tão intensa quanto àquela que, pela primeira vez trabalhando ao lado de Morel em algo do gênero, ela vira o domador desempenhar.
Parecia que por trás da expressão carrancuda e gélida do moreno se escondia um demônio, ou, pelo menos, alguém tão dominado pelo ódio que seria incapaz de refrear a fúria assassina de destruir tudo e todos ao seu redor.
Mel olhou novamente para Tristan, temendo sobre o destino do rapaz, e, talvez o dela própria, pois, não conseguia prever qual seria a sua reação quando Christopher decidisse agir.
Nota: Avisando aos nossos amados e queridos leitores que os arquivos foram atualizados e vocês já podem ler nossas fics antingas mais recentes e se atualizar nas aventuras do pessoal do Expresso
Sunday, September 27, 2009
Era para o Senhor Lemony Snicket, renomado autor de Desventuras em Série, após explanar os trágicos sofrimentos dos irmãos Baudelaire, se debruçar sobre as minhas desventuras. Eu própria iria interrompe-lo, e tomar as rédeas da situação. Afinal, ele iria pedir para que vocês não lessem (como ele costumava fazer com os Baudelaire) enquanto eu iria argumentar que eu precisava que vocês lessem.
Iria rolar até uma referência completamente nonsense sobre Bob Esponja e Siriguejo (não me perguntem. :P)
Mas, não consegui fazer isso... Tico e teco (os neurônios chefes do meu cérebro) andam mais que entorpecidos...
Enfim, o texto não vai sair exatamente como eu quero, mas senti necessidade de uma palavrinha com vocês...
Até porque, aparentemente, os sites parecem abandonados, mas não estão. Pelo menos não de todo.
A primeira parte de todas essas idas e vindas são por questões realmente técnicas... Primeiro o freewebs simplesmente parou de funcionar...depois sabe-se lá porque o Blogger.com e o nosso servidor parecem não se reconhecer...meu PC morreu e eu perdi praticamente TODOS os meus arquivos de fics antigas e futuras.
Algumas eu recuperei por back ups virtuais antigos, outras graças à Lulu e Juju.
Agora que tudo parecia estar indo bem, quando eu decidi voltar para o Blogger Brasil para quebrar o galho enquanto a Mel, amiga de longa data da Regis, está nos fazendo o favor de mudar para outro servidor, a mãe da Juju decidiu parar de pagar a Globo.com e a Juju ainda não teve tempo ela mesma de pagar pelo menos para dar tempo de a Mel arrumar o servidor novo.
Se a Juju não conseguir pagar até quarta, tento a minha terceira gambiarra, voltar a usar o blogger normal, mas com blogs mesmo (e aquela barra do blogger desarmonizado o layout dos sites). :P
Tem horas que eu acho que alguém jogou uma urucubaca em cima da gente, por que só está acontecendo pepino atrás de pepino...
A segunda parte dessas trancos e barrancos é de cunho pessoal... bem, parece que o universo conspirou para que até os membros mais ativos do grupo se enrolassem total e completamente.
Quem lê o Coruja em teto de zinco quente sabe que a Lulu (Mina) está às voltas com prova da OAB, estágios, pós-graduação e trocentas outras coisas.
A Juju (Samantha) está trabalhando quase dobrando todos os dias, de sair mais de 11 da noite do trabalho, sem falar que está às voltas com os preparativos do casamento dela.
A Lucilla (Adhara) nem no MSN consigo encontrar, ela está com dois estágios, uma faculdade e um namorado para se dividir...
A Regis (Raven) ficou quase um mês sem PC e ocupada com educacenso da escola onde ela trabalha.
Quanto a mim, não é que as coisas estejam mais complicadas que as das meninas, apenas posso dar mais detalhes pois dizem respeito à mim.
Desde que eu voltei de férias em meados de julho, me parece que eu estou na borda de um furação, rodopiando incessantemente. Algumas coisas boas aconteceram, claro, como meu namorado, a casa nova da minha mãe, meu aniversário, aniversários de amigos (setembro tem gente demais fazendo aniversários, os tais “filhos do ano-novo)...
Mas outras nem tão boas. Agosto foi basicamente infernal. Meu coordenador estava de férias e eu que assumi as tarefas dele, a moça que trabalhava comigo estava prestes a ganhar bebê, ou seja, estava fazendo o trabalho de duas pessoas e meia. Sem falar que meu chefe estava com um mau humor fora do normal, possivelmente com algum problema muito sério...
A coisa estava tão dificil que tinha dias que eu voltava chorando para casa...
E, no meio do caminho, uma tia minha morreu...
Setembro chegou e as coisas melhoraram um pouco...na verdade, melhoraram bastante. Tive algumas outras reviravoltas estressantes, mas daquelas que te ajudam de algum modo apesar dos pesares...
Só que, com a proximidade do Festival Internacional de Quadrinhos e do Anime Festival BH, eu estou trabalhando tanto que quando chego em casa, basicamente só consigo dormir ou fazer algo que não precise de cérebro ativado...
E eu estou com tantos planos para os sites... tem fics da Meri e do Kyle para escrever, um update na seção de scans do Amaterasu (estou querendo disponibilizar Perfect Girl Evolution para vocês e talvez coisas do Clamp), matérias para o Tsuru, capítulos novos de New Dawn.
Aliás, New Dawn é um caso a parte. A Luzinha e a De meio que estão off do projeto no momento e eu, com a permissão delas, daria continuidade quinzenal...
Mas, confesso que a minha mente anda seca e meus personagens todos calados. Não apenas a Bella e Edward... mas todos os outros também. Desde metade de julho que não consigo escrever absolutamente nada. Vocês não tem idéia do quando isso é frustrante...
Ás vezes as imagens surgem, sento na frente do PC e não consigo colocar nada na tela em branco...
I'm really sorry, folks.
Eu estou, na verdade, nós estamos nos esforçando para sairmos dessa névoa estranha que está nos envolvendo...
Não sei se acreditam nisso, mas estamos precisando que vocês nos mandem toda a energia positiva que puderem para ver se consegumos quebrar essa estranha maldição que parece ter recaído sobre nós.
Beijos esperançosos,
Katchiannya
(ouvindo Beatles até enjoar)
TWITTER: http://twitter.com/crimsonmark
Thursday, September 17, 2009
O Dia Seguinte ~ Parte 1
O dia amanhecera mais rápido do que Herman desejara. As últimas noites haviam sido mal dormidas e repletas de pensamentos frustrados, um sentimento que parecia reverberar por quase todos os integrantes da casa.
Contudo, ele havia combinado com Lusmore de começarem a treinar logo cedo, havia muito o que aprender, muito o que aprimorar. Se ele quisesse ver novamente sua família, se ele desejasse novamente ter Lorelai entre seus braços, ele deveria se esforçar para ajudar a terminar aquela guerra o mais rápido possível.
Herman espreguiçou-se, erguendo os braços à frente do corpo. Os olhos se fixarem na aliança dourada, um sorriso triste de saudades passou por seus lábios e ele pensou consigo o quanto ansiava que Lore estivesse bem em Hogwarts.
Sem mais delongas, ele se levantou, vestindo-se rapidamente, dirigindo-se para a saída do quarto. No corredor, acabou por encontrar Lusmore que, apesar da hora, parecia muito bem disposto.
- Bom dia, Mercury. Já decidiu por onde vamos começar o treino?
- Uáaaa – o grifinório bocejou – Bom dia, Mahala... ainda não pensei nisso... na verdade, minha primeira resolução do dia é tomar uma xícara de café preto para despertar direito... depois disso, podemos ver juntos por onde começar.
O bardo assentiu enquanto os dois cruzavam os umbrais que davam acesso à sala de estar, por onde precisavam passar antes de ir para a cozinha. Herman deu mais um bocejo antes de perceber que o outro rapaz havia cessado de caminhar. Demorou um pouco para ele perceber o que levara Lusmore a parar.
Mercury piscou algumas vezes antes de discernir completamente as duas figuras que repousavam no sofá da sala. Isaac estava com a cabeça recostada no braço do sofá, enquanto uma das gêmeas, que Herman desconfiou ser Clio, dormia encostada no peito de Cyan.
Ele se voltou brevemente para o bardo, notando a expressão sombria que o outro usava. Lusmore, contudo, não disse nada, apenas deu as costas à cena, voltando-se para a porta.
- Eu vou dar uma caminhada enquanto você toma seu café, Mercury.
Havia qualquer coisa de dura no tom com que o bardo falara, diferente da maneira geralmente tranqüila e bem-humorada de Lusmore. Sem esperar uma resposta, o rapaz deixou a casa, batendo ligeiramente a porta, mas não forte o suficiente para acordar o casal no sofá.
Herman dirigiu-se para a cozinha, para preparar o café para si, precisava estar um pouco mais desperto antes de tomar qualquer atitude. Pelo comportamento de Mahala, ele intuiu que não deveria esperar uma reação muito agradável por parte de Sam também, afinal, Mina era uma das melhores amigas dela.
Ele, por outro lado, preferia conversar com Isaac antes de tomar qualquer posicionamento. Por mais que visse Mina quase como uma irmãzinha caçula, as coisas entre ela e Cyan sempre foram complicadas demais para que ele pudesse julgar sem nenhuma ressalva.
Herman colocou o líquido escuro e fumegante em uma caneca, sorvendo um gole revigorante da bebida. Ele dirigiu-se novamente até a sala, talvez fosse melhor que os demais membros da casa descobrissem sobre o que quer que estivesse acontecendo entre Isaac e Clio quando todos os envolvidos estivessem completamente despertos.
- Isaac. – ele cutucou de leve o rapaz adormecido – Melhor vocês acharem um lugar mais confortável para dormir, daqui a pouco vão todos acordar.
O loiro abriu os olhos devagar, Clio ainda completamente alheia ao resto do mundo contra seu peito. Piscando algumas vezes, ele observou o outro se aprumar em pé, antes de finalmente fazer sentido do que estava acontecendo.
Com extremo cuidado, ele se desenroscou da garota, depositando a cabeça dela sobre uma das almofadas, pondo-se em pé e esfregando os olhos por alguns instantes, antes de se voltar para Herman.
- Que horas são?
- São seis e meia. - Herman respondeu.
Isaac assentiu, encarando por alguns instantes a janela através da qual o sol começava a surgir.
- Talvez seja melhor transferirmos a conversa para a cozinha. – ele observou – A propósito, a luz queimou ontem de noite.
- Eu troco ela mais tarde. – o moreno respondeu, abrindo passagem para o outro rapaz.
Tuesday, September 15, 2009
Futuro e Presente ~ Parte 2
- Acho que vou pedir um emprego para você qualquer hora dessas. Mas agora que já pensamos sobre o futuro, vamos falar um pouco sobre o presente. Eu trouxe algumas coisinhas para você. Tinha pensado em começarmos nosso treinamento hoje, mas, já que você está de cama...
- Holly me disse que isso vai passar. Eu vou ter crises de vez em quando, mas não será sempre. Eu vou precisar me cuidar, fazer uma dieta, cortar coisas muito gordurosas do cardápio... – Mina suspirou – Lá se vão meus doces... Mas eu vou melhorar.
- Ótimo. – Elaine respondeu, levantando-se e se encaminhando até a porta, pescando do lado de fora um saco que deixara antes de entrar e voltando a se aproximar para despejar o conteúdo do saco diante da moça.
Mina arregalou ligeiramente os olhos, afastando-se minimamente na cama para não ser acertada por nada de potencialmente perigoso. E havia algumas coisas bem perigosas naquele saco.
- Em primeiro lugar... – Elaine continuou, separando as coisas e catando uma trouxa de roupas amarradas – Esse é seu uniforme como domadora. As calças e as blusas são de malha. E esse corpete... – ela puxou outra peça de roupa do monte de objetos – é de couro de dragão trabalhado. Vai protegê-la de muitas coisas. É quase como usar uma armadura, só que é bem mais leve que uma peça de metal.
- Possivelmente mais apertado também. – Mina suspirou – Porque um corpete e não uma capa?
- Porque o corpete é mais bonito. – Elaine sorriu, maliciosa – Agora, às armas. Sir Vincent me disse que você tinha tido o treino com arco. Então, vamos começar agora a lidar com bestas.
Foi Mina quem primeiro alcançou a arma, leve e fria, o metal negro, uma corda fina junto ao mecanismo de armar. Ela testou o fio. Era bem forte.
- As setas também são de metal? – Mina perguntou.
- São mais resistentes. E você não acha realmente que um gravetinho de madeira conseguiria penetrar no couro de dragão, não é? – Elaine respondeu – Mas tome cuidado com as flechas. E também com qualquer arma utilizada por um domador. Se você se ferir com uma delas, mesmo um pequeno arranhão, a ferida vai demorar para cicatrizar e deixará uma marca para o resto da vida.
Mina assentiu.
- Eu entendi. Vou tomar cuidado. – ela puxou uma longa espada, presa num cinto de couro, como o do corpete – Até onde tio Godfrey me ensinou, eu nunca ouvi falar de domadores usarem espadas.
- É simbólico. – Elaine respondeu – E fica bonito também.
A outra sentiu vontade de rir.
- Para quem? Até onde eu saiba, nunca ouvi falar de domadores capazes de seduzirem dragões...
- Eu nunca disse que era para ficar bonito para os dragões... – a loira retrucou, maliciosa.
Mina suspirou. Aparentemente, a prima era pior que Sam e Lore juntas. Onde ela fora se meter...
Sunday, September 13, 2009
Futuro e Presente ~ Parte 1
- Ei.
Mina levantou a cabeça, deparando-se com Elaine parada junto à porta. A garota se aprumou na cama, largando os joelhos, que, até então, estivera abraçando, ao mesmo tempo em que alisava os lençóis que a cobriam até a cintura.
A loira sentou-se na ponta da cama, observando a moça.
- Soube que você estava doente.
- É o que parece. – Mina respondeu, suspirando.
Elaine continuou a encará-la, pensativa, antes de continuar.
- Hiram, Holly e seu avô pareciam estar discutindo lá embaixo sobre o que fazer com você. Hiram queria que você tivesse repouso absoluto e fosse poupada de qualquer tipo de aborrecimento.
- Ele quer que eu definhe de tédio então. – Mina respondeu com a voz cansada.
Elaine suspirou.
- O que você tem, Mina? Digo, realmente, o que está sentindo?
Mina a encarou com os olhos sem brilho. Ainda se sentia ligeiramente zonza e enjoada, mas depois de um banho frio, seu corpo parecia começar a reagir. Ela estava pálida, os lábios quase sem cor; as mãos úmidas e o corpo dolorido. Ficar sentada pressionando a barriga era a única posição em que conseguia sentir algum alívio.
Mas não era aquilo que Elaine queria saber e Mina compreendera isso instantaneamente. Por alguns instante, a jovem apenas guardou silêncio, pensando em tudo o que acontecera nos dois últimos meses, na falta de notícias, na maneira como se sentia tão absolutamente...
- Inútil. – ela respondeu finalmente – Eu estou me sentindo uma inútil, presa aqui sem ter notícias de nenhuma das pessoas com quem me importo quando, na verdade, voltei do Japão exatamente por causa delas. Tio Godfrey sumiu, Lusmore foi embora, estamos completamente alheios ao que está acontecendo lá fora...
Elaine colocou uma mão sobre o ombro dela, sorrindo.
- Você não é uma inútil, Mina. Está indo muito bem ajudando na vila... E as pessoas precisam de você lá. Além disso, você não é a única que espera por notícias, por algum sinal de vida, qualquer coisa.
- Eu sei disso, mas...
- Ficar chafurdando na auto-comiseração não vai levar você a nada. – Elaine a interrompeu, séria – Em vez disso, porque em vez de ficar nesse estado lamentável, você não começa a imaginar e a planejar o que vai fazer quando estivermos livres de novo? – ela voltou a sorrir - Eu por exemplo, planejo tomar um porre homérico e, no dia seguinte, jogar uma mochila nas costas e passar os dois anos seguintes como andarilha, viajando pelo mundo todo.
Mina estreitou ligeiramente os olhos.
- Andarilha?
Elaine assentiu.
- Exatamente.
Um pequeno sorriso aflorou nos lábios da outra, enquanto ela refletia sobre as palavras de Elaine. A loira tinha razão. Assim, ela se esforçou para pensar em alguma coisa para responder.
- Eu... acho que vou começar fazendo uma grande festa. Tipo festa de arromba. Para virar a noite.
Elaine sorriu maliciosa.
- E daí vai beber todas, dançar até o sol raiar e arranjar alguém para dar uns amassos.
Mina olhou para a prima com um olhar desconfiado, o mesmo que, muitas vezes, usara com as amigas mafiosas.
- Nada de amassos.
- Hum... então, você é uma menina de respeito. – Elaine deu alguns tapinhas na cabeça dela – Muito bem. Então, nada de amassos. Mimi é para casar. Vamos arranjar um bom partido para você. Agora, continue.
- Eu preferiria que você não arranjasse nenhum bom partido para mim. – Mina respondeu.
- Então você prefere os bad guys?
- NÃO! – Mina meneou a cabeça veementemente – Eu só... Ah, deixa pra lá...
Elaine riu.
- Eu não sabia que era tão fácil deixar você sem graça. Isso é divertido.
- Você não é a única a pensar assim. – Mina respondeu, emburrada.
A loira sorriu, dessa vez mais gentil.
- Tudo bem... E depois da festa, o que você faria? Iria voltar para a escola? Viajaria comigo?
Mina meneou a cabeça.
- Eu não tinha pensado nisso, mas... Acho que eu não voltaria para Hogwarts. Eu ficaria aqui nas Hébridas. Continuaria meu treinamento. E, talvez... – o olhar dela caiu sobre a escrivaninha, onde alguns livros estavam amontoados – Acho que eu iria propor sociedade à Meri e ao Herman. Para abrirmos uma editora.
- Uma editora? – Elaine perguntou, surpresa.
Mina assentiu, mais segura agora.
- Sim. Eu abriria uma editora. Uma editora para poder começar um jornal. E ele iria se chamar “Olho do Grifo”.
- Parece que você já tinha seu futuro bem planejado. – Elaine observou.
A outra meneou a cabeça.
- Não. Eu me dei conta disso agora. Eu nunca tinha pensado muito a sério no que eu queria fazer... Mas eu gosto dessa idéia. Seria uma boa coisa para fazer.
Elaine assentiu, sorrindo.
Expresso no Scrap MTV
O Expresso Hogwarts apareceu no Scrap MTV. A estrela principal é o Robson Reis, autor do Crepusculinho, mas tem uma palhinha nossa por lá! Focalizando o layout com os desenhos da Dani.
Thursday, September 10, 2009
- Mina, o que aconteceu com...
Vincent interrompeu-se no meio da sentença, observando Kieran na cama, soluçante, iluminado pela luz que vinha do banheiro, de onde vinha um outro choro, mais baixo e dolorido, seguido pelos sons de alguém passando mal.
Com o coração palpitando, ele caminhou até lá, encontrando Mina debruçada sobre a pia, os cabelos pregados no rosto suado, onde não parecia haver uma gota de sangue – talvez porque o sangue dela estivesse, nesse instante, sobre a louça branca da bancada.
- Mina!
Ela se virou, encarando-o com os olhos embargados, mas, antes que pudesse falar alguma coisa, a ânsia voltou a engolfá-la. Assustado, o velho rapidamente voltou para o quarto, tateando até encontrar uma corda junto à cama.
Aquilo não era usado há muito tempo; ele não se lembrava de ter visto sequer seus pais utilizarem as campainhas que chamavam os empregados. Entretanto, quando ele puxou, pode ouvir o som estridente vindo do andar de baixo – o quarto de Mina, afinal, ficava exatamente em cima da cozinha.
Em seguida, ele voltou para o banheiro, puxando os cabelos da neta para trás com uma mão, e, com a outra, abraçando-a pela cintura. Pouco depois, passos irromperam à porta e ele ouviu a voz de Holly tentando acalmar Kieran antes de alcançá-los.
- O que aconteceu? – ela perguntou, com o menino no braço, aproximando-se – São duas e meia da manhã, o que vocês...
Os olhos claros da mulher se arregalaram ao ver o estado do banheiro e a palidez da garota. Vincent voltou-se para ela, enquanto Mina escorregava ligeiramente por entre seus braços, a cabeça agora encostada em seu ombro.
- Mi, mi, em! – Kieran soluçou, estendendo uma mãozinha na direção da irmã.
- Não, Kieran, Mina não está bem. – Vincent respondeu para o neto – Eu não sei o quê aconteceu, quando cheguei aqui, ela já estava assim.
Holly assentiu, antes de estender Kieran para ele, amparando Mina no momento em que o homem segurou a criança.
- Mina, o que houve? – ela perguntou baixinho, alisando os cabelos de sua menina – O que está sentindo? O que você comeu?
- Está doendo. – ela murmurou com a voz abafada contra o peito da mulher – Está doendo há dias, mas hoje... É como se estivesse queimando, como se o estômago estivesse em carne viva... E eu estou enjoada. Eu sei que não tem mais nada lá dentro... Mas...
Holly ficou em silêncio, refletindo. Há dias que Mina não estava comendo direito; até mesmo seus chocolates estavam sobrando na despensa, quando não teriam durado muito mais que o tempo da menina descobri-los.
- Venha, eu vou lhe dar alguma coisa para passar a dor e o enjôo. – ela guiou a jovem de volta para o quarto, sentando-a na cama. Vincent tinha saído com Kieran que continuava, impaciente, a balbuciar pela irmã – Agora que já colocou tudo pra fora de uma maneira ou de outra, vai se sentir um pouco melhor.
Mina apenas assentiu. Holly observou-a por alguns instantes, para em seguida deixar o quarto apressada. Vincent estava no corredor, tentando acalmar o neto mais novo.
- E então? – ele perguntou.
- Eu não acho que ela tenha comido nada estragado. Há dias que ela tem se queixado do estômago. Pode ser uma gastrite nervosa ou alguma coisa do tipo.
- Eu vou chamar Hiram amanhã para dar uma olhada nela. E não me olhe com essa cara, Holly. Eu confio em você, mas depois de ver minha neta vomitando sangue, eu dou um jeito até de interná-la no St. Mungus se for necessário.
- Vou procurar alguma coisa para fazê-la dormir agora. – Holly respondeu – Deixe Kieran com ela, ele vai se acalmar na presença da irmã, e talvez a acalme também.
Vincent suspirou, antes de assentir. Holly então sumiu na direção das escadarias, enquanto ele voltava para o quarto da neta. Mina estava encostada na cabeceira da cama, abraçando os joelhos, o rosto mergulhado contra os braços.
- Mia!
Ela só levantou a cabeça quando Kieran engatinhou na cama até alcançá-la, apoiando-se com algum esforço nas pernas dela para ficar em pé.
- Mia?
Os olhos claros do irmão a encaravam, curiosos. Mina deu um ligeiro sorriso, enquanto ele estendia a mãozinha, tentando alcançar o rosto dela. Voltou-se então para o avô, que se sentara na beirada do colchão, observando os netos, a preocupação visível em sua face.
- Eu vou ficar bem. – ela murmurou com a voz rouca.
Mina percebeu Vincent apenas assentir, antes de voltar-se para Kieran, que tentava chamar sua atenção. Mas, ainda que os olhos dela estivessem fixos no irmão, ela não o estava realmente enxergando naquele instante.
Alguma coisa acontecera aquela noite. E não era pela dor que sentia na barriga que sabia disso. E sim pela dor fina e aguda que atravessara seu coração no momento em que acordara e pulara da cama para o banheiro.
Alguma coisa acontecera aquela noite... alguma coisa se quebrara dentro dela em resposta... e, talvez, se quebrara para sempre
Wednesday, September 09, 2009
A sombra e a noite – parte 1
A parte mais estranha de uma insônia era quando, sem qualquer explicação aparente, abria os olhos em meio à escuridão, incerto se estava realmente acordado ou sonhando.
Por alguns minutos, ele permaneceu na mesma posição, observando o teto, enquanto ouvia a própria respiração, calma e ritmada em seu próprio compasso.
O sono não voltaria, por mais que ele quisesse. Há quase uma semana que não conseguia dormir direito, desde a noite em que tinham saído para resgatar os Hooper... e falhado.
A cena da família sendo levada pelos aurores ficara gravada em sua retina. A avó trouxa, os pais bruxos, as duas crianças e o bebê... E, enquanto eles eram trancados em um furgão negro, ele, Lusmore, Herman, Sam... Nenhum deles pudera fazer nada.
Detestava aquela sensação de impotência. E detestava ainda mais o fato de não poder fazer absolutamente nada sobre o assunto além de torcer para que, de alguma forma, aquela família estivesse bem.
Desistindo de continuar na cama, ele empurrou o lençol para o lado, puxando o roupão que estava sobre o estrado da cama e vestindo-o de qualquer jeito sobre o pijama, antes de alcançar o livro que estivera lendo mais cedo, guardado na gaveta da mesa de cabeceira.
Devagar, ele abriu a porta, passando para o corredor com os passos mais leves que podia fazer. Bastava um insone, não precisava sair acordando os outros – ainda que a idéia de ter alguma companhia não fosse de todo ruim.
Isaac seguiu então para a cozinha, colocando o livro sobre a mesa alta de cerâmica e voltando-se para a geladeira, quando uma voz fê-lo perceber que, ao final das contas, ele não era o único insone da casa.
- Olá, Cyan.
O rapaz estreitou ligeiramente os olhos, acendendo a luz e parando ao lado da geladeira. Apesar da lâmpada estar fraca – depois teria de ver com Herman para trocarem aquilo antes que ela queimasse – ele percebeu a figura de uma das gêmeas sentada sobre o banco alto na ponta da mesa.
Para tê-lo chamado de Cyan, aquela só poderia ser...
- Boa noite, Clio. – ele a cumprimentou de volta, abrindo a geladeira e puxando para fora a garrafa de água, depositando-a sobre a mesa – O que está fazendo por aqui às... – deu uma ligeira olhada no relógio sobre a porta - ...duas da manhã?
Ela deu um meio sorriso.
- Estava sem sono.
- E por isso você decidiu nos fazer uma visita no meio da madrugada? – ele questionou, puxando dois copos e servindo-os com água, antes de estender um para ela.
- Pensei que um de vocês pudesse estar acordado. – a loirinha deu de ombros – Lusmore, pelo menos, sempre foi de dormir quando o sol estava raiando.
- Aparentemente, então, ele mudou os hábitos. – Isaac retrucou, sentando-se à direita dela, começando a beber do seu copo.
Clio observou-o em silêncio por alguns segundos, antes de desviar o olhar para seu copo, os olhos escuros acompanhando os movimentos da borda de água contra o vidro. A luz piscou uma, duas, três vezes.
Os dois levantaram as cabeças para a lâmpada. Num último esforço, ela os mergulhou num brilho amarelado, para depois apagar completamente, deixando-os na companhia apenas do fraco luar que penetrava pelas janelas atrás deles.
- Cyan...
Ele voltou a atenção para ela, percebendo que Clio ainda brincava com seu copo, sem olhar diretamente para ele. A postura dela naquele momento estava muito diferente daquela com que eles tinham se habituado a enxergar as gêmeas – espertas, atrevidas e senhoras de si.
De certa maneira, aquilo o fazia se lembrar de uma outra jovem, numa outra época. Por mais clichê que pudesse soar, parecia fazer anos que tudo tinha acontecido... Numa outra vida, com outra pessoa, quem sabe?
- O que foi? – ele perguntou de uma maneira bem mais suave da que vinha tratando Clio desde que ela praticamente se jogara nos braços dele, duas semanas depois dele ter chegado ali.
- Eu sinto muito pela maneira como eu agi antes. – ela murmurou.
Foi a vez de Isaac desviar o olhar para seu próprio copo, um tanto incomodado pela sinceridade dela. Apesar disso, ele apenas meneou a cabeça, dando um ligeiro sorriso para Clio.
- Não se preocupe com isso.
Clio riu de leve, depositando o copo sobre o balcão e aninhando o rosto sobre as mãos postas em concha.
- Você se parece mais com ele do que eu pensei a princípio.
Voltando mais uma vez a fixar sua atenção sobre ela, Isaac estreitou ligeiramente os olhos.
- Ele?
O olhar de Clio perdeu-se em algum ponto além do companheiro, como se ela procurasse qualquer coisa, um resquício do passado, um sorriso, um breve lampejo de luz.
- Uma pessoa. – ela respondeu finalmente – Alguém que era importante para mim.
- Você não precisa dizer se não quiser. – Isaac observou, abaixando a cabeça. Os tempos que Clio usava estavam no passado e ele não tinha muita certeza se queria ouvir o que acontecera com a pessoa de quem ela falava – Eu sinto muito pela sua perda.
Ela riu de leve e, para surpresa de Isaac, colocou uma mão sobre a dele, encarando-o de maneira quase afetuosa.
- Ele era tão formal quanto você. Um pouco menos gentil, contudo. E bastante cabeça dura. Quando a guerra começou... ele disse que éramos muito diferentes. Que eu deveria deixar de procurá-lo porque estava me arriscando muito. Desde esse dia... – ela suspirou de leve, soltando-o – Embora eu saiba onde ele mora, embora às vezes freqüentemos os mesmos lugares, conversemos com as mesmas pessoas... Para ele, é como se eu não existisse.
- Ele é um idiota então. – Isaac se viu respondendo.
Clio voltou a colocar o rosto sobre as mãos, pensativa.
- Talvez. Ou talvez ele tenha razão. Nós somos mesmo diferentes... – ela deu um sorriso triste – São efeitos colaterais de uma guerra. Ela nos separa, nos machuca, nos enlouquece... Perdemos a sensação de certo e errado por não sabermos aonde nos levará o amanhã. E somos perseguidos por uma carência que nunca termina, por uma solidão que nunca diminui...
Isaac a encarou, sério.
- Você também me lembra uma pessoa. Só que, ao contrário da sua história, eu não tenho como vê-la, nem saber notícias dela. Não sei se ela está bem, se está comendo... – ele deu um ligeiro sorriso para si mesmo, abaixando a cabeça – E nunca pude saber o que ela sentia por mim.
- Bem, parece que a sua pessoa é mais idiota que a minha. – Clio observou, marota – Brincadeiras à parte, Cyan, você é do tipo que temos de agarrar e não soltar nunca mais.
Ele deu um meio sorriso, meneando a cabeça.
- Eu acho que ela não concordaria com você, Clio. Não exatamente por achar o contrário, mas por outros motivos... Em alguns pontos, ela é uma criança ainda. Em outros... Eu diria que é muito auto-suficiente. Apesar de tudo, eu não pude deixar de admirá-la.
- Deve ser uma garota muito especial. – Clio observou – Você realmente gosta dela, não?
- Eu não sei se vou voltar a encontrá-la algum dia. – foi a resposta dele.
Clio observou o rapaz se levantar, levando o copo vazio para a pia. Por algum tempo, os olhos dela se perderam na linha dos ombros de Isaac, até que ela mesma se levantasse, aproximando-se e parando logo atrás dele.
Isaac se virou devagar, encarando-a com uma face sem expressão, os olhos claros ligeiramente opacos. Com delicadeza, ela apoiou uma mão sobre o ombro dele, encostando a testa na dele.
Por um momento, as respirações de ambos se cruzaram, quentes e erráticas. Clio cerrou os olhos, esfregando a ponta do nariz bem de leve na dele. Isaac, por sua vez, estendeu as mãos, a princípio hesitantes, envolvendo a cintura dela.
Só então os lábios se encontraram, mornos e gentis, embora houvesse também por detrás daquelas sensações algo de desespero.
Foi ela quem primeiro se afastou, inspirando pesadamente. Diante do movimento dela, Isaac a soltou, antes de se deparar com os olhos escuros de Clio encarando-o com um brilho ligeiramente curioso.
- Clio, eu...
A loira não o deixou terminar, depositando um dedo sobre os lábios do rapaz enquanto meneava a cabeça.
- Nada de desculpas. Nem de promessas. Deixe as coisas acontecerem sozinhas. Mais tarde, quem sabe, pode ser que aqueles que realmente amamos percebam a burrada que fizeram. – ela sorriu, voltando a ficar na ponta dos pés, aproximando-se mais uma vez – E, até lá, ao menos teremos um ao outro.
As palavras dela ecoaram por algum tempo na mente de Isaac. O que Clio estava propondo não era exatamente certo do ponto de vista moral, nem de acordo com nada que ele aprendera. Apesar disso, naquele instante, ele não se importava realmente com isso.
- Como você queira então. – ele respondeu simplesmente, antes de voltar a beijá-la.
Nossa Volta, Níver do Amaterasu e Scrap MTV
Como prometido, estamos voltando a colocar os sites nos trilhos. Sei que deve demorar um pouco para todos voltarem a comentar, porque o problema demorou a ser sanado... Mas, esperamos que voltem logo a nos visitar.
Aproveitando a deixa, não deixem de passar no Amaterasu para comemorarmos dois anos do nosso site spin off!!!
E, claro, parabéns para mim, para a Lulu/Mina e para a Sel/Selune!!!!
E finalizando, sabiam que o Expresso Hogwarts apareceu no Scrap MTV em uma entrevista do Robson Reis (Crepusculinho). Pois é, mas colocaram a entrevista no dia errado. Por isso, também em apoio ao Robwan, vamos aderir à campanha: Reprisem o ScrapMTV

Wednesday, August 26, 2009
- Vamos dar uma volta. É melhor conversarmos a sós... - Ele falou.
Sem entender o que estava acontecendo Sam somente assentiu. Ela queria perguntar por que não conversariam na casa, mas ter um pretexto para sair era o que ela queria mesmo.
Os dois andaram um pouco em silêncio até que o rapaz decidiu falar.
- Eu... - Ele falou devagar, procurando as palavras. - Quando você desceu eu achei que o seu cansaço era pelo mesmo motivo que dos outros... Depois reparei que, como Mercury, você estava relaxando enquanto conversávamos. Mas assim que Mahala entrou o seu rosto mudou drasticamente.
Ao ouvir aqui Sam parou e encarou o rapaz tentando captar o que ele estava fazendo. Ela sentiu seu rosto esquentar, estava entendendo onde ele queria chegar só não viu o motivo.
- Melhor andarmos. - Ele voltou a falar serenamente. - Como eu disse, seu olhos se assustaram, como eu já observei em várias garotas antes. Mas o que me pareceu que deveria ser algo bom, estava te dando uma certa... dor...
Ele suspirou antes de continuar.
- Sabe, eu sempre fui muito bom em prestar atenção nos detalhes. Posso ignorar o que não quero ver, mas observo bastante coisa. Profº Flitwick falava que era um dom que eu tinha e até por isso os feitiços que escolhia eram os mais corretos para cada situação, mesmo tendo menos de um segundo para decidir o que fazer.
A morena ouvia tudo atentamente. Seu coração batia fortemente, ele estava deixando bem claro sobre o que estava falando. Sam colocou suas mãos nos bolsos e abaixou o rosto, não querendo olhar diretamente para Michael.
- Você já entendeu o que estou falando. Posso ser um pescador, como você diz, mas sou seu amigo. Afinal, se não me engano, fui a primeira pessoa que teve a honra de dar um cascudo na sua cabeça.
- Desnecessário o comentário... - Sam falou sorrindo ao ouvir aquilo.
- Ontem à noite Jon pediu para sair da Resistência. Ele me falou que não vai ter estrutura para isso e agora somos só eu e Troy. Posso pedir sua transferência para o meu grupo se quiser continuar perto de Mercury, mas não tão perto dele.
Michael parou e esperou a resposta de Sam. Ele estava com o rosto sereno, sem as brincadeiras de sempre. Ali ela entendeu o que ele estava fazendo naquela guerra, líder de uma célula, responsável por outras vidas. Que, como ela, ele também estava se tornando responsável por mais coisas que pessoas normalmente fariam naquela idade.
Carinhosamente Sam fez algo que estava precisando desde que sentiu seu coração se desesperar por um moreno de olhos azuis brilhantes. Ela abraçou o amigo, se deixando envolver pelos braços dele, como se pedisse colo.
- Sim, eu quero... Obrigada...
Sunday, August 02, 2009
O sol começava a despontar, mostrando que um novo dia se iniciava. O som de passos indicava que alguém já tinha acordado. O passo era leve, para não acordar os outros moradores da casa. Não querendo arriscar quem seria a pessoa, Samantha nem pensou em levantar também. Poderia ser justamente quem ela não queria e não iria encontrar.
Deitada na cama Sam olhava o teto do quarto, pensativa. Foram poucos os momentos em que conseguira fechar os olhos e os sonhos eram os mesmo, sempre com ele... Isso só fez a morena ter certeza que o que iria fazer era o mais correto. Era algo que não tinha outra opção.
Ela teria que mudar de célula.
O que não parava de vir a sua mente era se queria realmente sair da mesma casa da pessoa mais próxima de família que também estava lá. Achava os outros garotos legais, mas Herman era seu cunhado. Mesmo não contando todos os segredos do seu coração, saber que há alguém mais próximo no meio daquela guerra ajudava.
Sam se levantou sem saber ainda o que fazer. Achou que um banho poderia ajudá-la a limpar a mente, ver se era realmente aquilo que sentia e o quanto isso iria atrapalhar sua vida.
Deixou a água quente do chuveiro cair em sua nuca, massageando-a. Em sentido contrário, seu estômago gelou ao pensar em encontrar Lusmore naquela manhã. Sam passou a mão na barriga tentando se acalmar.
Não sabia como ia agir, o que ia falar se o visse. Era ainda uma jovem de 16 anos e não poderia dizer que tinha boas experiências de vida para se basear. A última marca em seu coração fora profunda e não queria mexer nisso novamente.
A morena se arrumou normalmente, não tinha porque ficar presa no quarto. Conhecia o instinto protetor dos outros garotos e eles provavelmente iriam perguntar se estava tudo bem com ela.
Esperou ouvir mais vozes até decidir que também iria para cozinha. Para a felicidade de Sam, lá estavam três rapazes conversando animadamente enquanto arrumavam a mesa.
Os pães frescos já tinham sido comprados e o suco estava sendo preparado por Michael enquanto Herman estava colocando ovos nos pratos deles. O cheirinho de café fresco era algo marcante quando Troy o fazia.
- Bom dia Sam! - Michael falou sorrindo. - Veio dar o toque feminino a nossa arrumação?
Ao contrário do loiro, Mercury percebeu que os olhos da amiga ainda estavam fechados. Ele foi até ela e a abraçou, trazendo-a para a mesa do café.
- Vocês realmente me mimam muito. - Sam falou, sorrindo.
- Nossa única princesa da casa, o que esperava? - Herman falou dando um beijo na cabeça da amiga. - Dormiu mal também?
A morena sorriu ao sentir o cheiro do café na sua frente. Sentiu-se aliviada ao pensar que os outros achavam que ela não dormira por causa da missão que fizeram dois dias antes.
Com os olhos semi-serrados, como uma criança, Sam deixou sua cabeça deitar no ombro de Herman, que sorriu ao ver aquilo.
Ele também estava com sono e volta e meia piscava mais lentamente do que o normal. O mensageiro até sorriu ao ver que conseguira fazer ovos sem queimar nada. Se quando não está com sono já é um desastre, achou que naquela manhã seria pior.
- Para não dizer que só eles estão de dando carinho e amor. - Michael falou colocando um prato com torradas e ovos estrelados para Sam. - Sempre aceitarei massagem nos pés como recompensa.
Como ela poderia deixar eles, Sam se perguntava. Parecia que aquilo tinha sido armado de manhã para que ela ficasse na dúvida e desistir de sair daquela casa.
Os quatro conversaram animadamente durante um tempo. Ninguém tinha pressa, naquela manhã não havia missões ou reuniões.
- Isso que vou contar deve ser mantido em segredo, mas ao mesmo tempo tem que ser contado. E lembrem-se que sou nascido trouxa... Cá estava eu no shopping comprando algumas roupas. - Para animar os amigos, Troy falava gesticulando mais ainda. - Terminei tudo e andei feliz e contente até o estacionamento. Andei, andei procurando meu carro e nada. Olhei em volta novamente e nada. Já comecei a ficar nervoso e liguei do meu celular para o meu pai. “Pai, roubaram o meu carro! Já andei uns 15 minutos nesse estacionamento e não acho o bendito!”. Para a minha surpresa meu pai falou calmamente do outro lado. “Mas meu filho, você foi de ônibus para o shopping”.
A risada deles foi abafada pela outra que vinha da porta. Lusmore já tinha acordado, mas preferiu não entrar enquanto ouvia o causo. Troy era famoso pelas boas piadas.
- Bom dia a todos. - O bardo abriu seu belo sorriso “animem seus dias, estou aqui”. - Cara, você é único! Espero que em campo não seja tão esquecido... - Ele falou dando uns tapas nas costas de Troy.
Ao ver Lusmore, Sam apertou a base da cadeira, se segurando. Por alguns minutos tinha esquecido essa sensação, mas agora ela voltara com força. A morena nunca reparara que de manhã cedo ele normalmente estava com o cabelo molhado, meio desarrumado e caindo no rosto e que isso fazia uma reação no seu coração que ela não sabia explicar de onde vinha.
Tentando disfarçar, ela desviou o olhar para a pessoa a sua frente. Para sua surpresa, Michael a olhava, examinando alguma coisa que ela não sabia dizer o que era. Sem saber o que fazer, ela desviou o olhar para o prato. Tentou não mostrar o que pensava pegando sua xícara de café e se concentrando no líquido quente.
Sam se sentiu uma criança escondendo algo errado que fizera. Ao olhar para a cadeira vazia ao seu lado ela gelou. Conhecendo bem Lusmore, seria ali que ele iria sentar.
“Podendo ficar ao lado de uma garota linda, por que eu ficaria ao lado de um marmanjo?”, ela já imaginava a fala.
- Sam? - A voz de Michael despertou a morena. - Posso falar com você na sala?
O loiro já estava se levantando ao terminar de falar, não dando chance da outra escolher. Não que quisesse ter a opção, aquilo era a desculpa que precisava para sair dali. Sem falar nada ela pegou sua xícara e foi para a sala atrás de Byrne, que estava parado ao lado da porta para rua, com dois casacos na mão.
- Vamos dar uma volta. É melhor conversarmos a sós... - Ele falou.
Friday, July 31, 2009
A noite estava em silêncio, dando a impressão que todos que estavam naquela casa estavam em sono profundo. Ao contrário dos amigos que descansavam, uma jovem de olhos cinzas encarava o teto do seu quarto, pensativa. Sam ficara acordada lendo, ou tentando ler, um dos vários livro que um dia começou e nunca terminou, mas sua mente escapava das letras e viajava para o rosto de uma pessoa de belos olhos azuis e sorriso sedutor. Ele aparecia em cada cena que lia, em cada pensamento que tinha e seu sorriso brilhava quando ela fechava os olhos.
Sailing in my head
You swim my secret oceans
Of coral blue and red
Desde que conhecera Lusmore, Sam somente o viu como o amigo da Mina. Não deixava de concordar quando falavam que ele era bonito, mas ele gostava da Mina e ela não estava nem pensando em ter algo com alguém tão cedo. Os dois tinham se tornado bons amigos desde então. Ela era uma das pessoas que ele se sentia a vontade para conversar e ela gostava das brincadeiras dele.
Quando decidira dar um tempo para seu coração, Sam não olhou nem pensou em nenhum rapaz. Não queria voltar a sentir a tristeza do ano anterior quando seu primeiro amor a magoara, mesmo sem querer. Esse era um dos motivos que Sam sempre conversou com Lusmore sem cair de amores e sem suspirar pelo moreno.
Your touch is silken yet
It reaches through my skin
Moving from within
Clutches at my breasts
Daquela vez tinha sido diferente. Ele tinha falado algo engraçado para todos e ao invés de rir, ela ficou olhando ele sorrir. Sentiu um calor gostoso na barriga ao vê-lo tão feliz e quando percebeu o que sentia, quis sair rápido dali. Ficou mais nervosa com o que pensou do que qualquer outra coisa.
Pediu licença para todos e quis ir embora logo, mas para seu azar ele foi perguntar se estava tudo bem. Ela somente disse que estava cansada e iria dormir. Lusmore sorriu e deu um beijo leve na testa da amiga, falando para ela descansar. Ali Sam teve certeza que sentia algo diferente, mais do que uma simples amizade. Seu coração disparou e seus outros sentidos começaram a perceber cada detalhe do rosto dele, o cheiro que vinha dele e quão macia a mão dele era.
See you in my dreams
Got me spinning round and round
Turning upside down
Tentando espantar as imagens que teimavam em aparecer na sua mente, Sam virou para o lado tentando dormir. Acabou vencida pelo cansaço e seus olhos foram fechando aos poucos até dormir.
Agora a imagem que antes passeavam frente aos seus olhos, estava nos seus sonhos, se aproximando. Os olhos que antes ela só admirava pela beleza, agora a olhavam profundamente, querendo mostrar o que sentiam.
Somewhere in my sleep
Got me spinning round and round
Turning upside down
(Only when I sleep)
Sam estava estática em seu sonho, vendo Lusmore se aproximar. Ele a observava de um modo que nunca a olhou antes. Ele se aproximou sem falar nada, somente deu um beijo no pescoço dela e subiu até chegar aos lábios. Aquele beijo era diferente de tudo o que ela tinha sentido na vida, tinha o calor próprio dele.
Lusmore a abraçou e encostou a cabeça dela no seu peito. Sam sentiu a respiração dele e fechou os olhos, tentando se acalmar. Logo depois sentiu o seu mundo girar. Ela o abraçou com mais força, não querendo que fosse embora. Sentia que o estava perdendo nos próprios braços, até que olhou em volta e está só novamente.
Your shadows disappear
Your breath is just a sea mist
Surrounding my body
Deitada de lado na cama, Sam abriu os olhos e viu um par de olhos azuis olhando para ela, sorrindo. Ela esticou as mãos querendo tocar o dono daquele sorriso que lhe era dirigido com tanta ternura. Sua mão passou pelo vazio, mostrando que era só uma ilusão da sua mente, ainda um sonho.
Ela fechou os olhos querendo voltar para onde estava, não queria ter acordado. Ainda conseguia sentir os braços de Lusmore a envolvendo, a respiração dele no seu pescoço, seu rosto refletindo nos olhos dele.
But when it's time to rest
I'm lying in my bed
Listening to my breath
Falling from the edge
Sam virou para o lado e ficou olhando o vazio, pensando. Não era para sentir aquilo, era para ser só amiga. Como não percebeu que estava se aproximando demais dele? Teria se afastado... Seria mais fácil se simplesmente não sentisse nada por alguém que é apaixonado por outra pessoa, de novo.
Sabia que iria lutar contra o que sentia, não queria passar por nada daquilo novamente. A decisão seria dela, ele não sabia o que sentia e nunca iria saber de nada se dependesse dela. Sam não queria gostar de ninguém e era isso que iria fazer, iria afastar qualquer sentimento possível, nem que se afastasse dele.
Girou na cama novamente e ficou encarando o teto, as imagens do seu dia voltando à sua mente. Sam se concentrou em sua respiração, tentando acalmar seu coração que batia rapidamente somente com o pensamento do rosto de Lusmore. Balançou a cabeça negando o que sentia, sabia que estava perdida.
Wednesday, July 29, 2009
Com a presença de comensais na escola, a vida em Hogwarts começava a mudar. Quase um mês após as apresentações devidamente formais, a maioria dos professores e alunos pareciam tentar manter uma normalidade que soava explicitamente falsa diante do contexto que viviam. Alguns alunos foram postos em detenção, mas, por enquanto, nada muito diferente da época em que Dumbledore era o diretor. Havia vários murmúrios de aversão à direção escolar, onde Snape era o diretor e Amycus, o vice, mas ainda nada efetivamente estruturado em um grupo forte que pudesse fazer frente ao comando atual da escola.
Estava um burburinho nos corredores, e um pequeno número de alunos resmungava coisas que Darien não entendia bem o quê, na verdade o rapaz havia se perdido com o horário. No corredor principal do colégio, um grande aviso anunciava aos alunos as mudanças que a nova direção queria impor sobre os estudantes.
- Darien, Hogwarts virou um campo de concentração!
Era Bruce, um dos seus colegas de classe, cujo irmão havia entrado também para a Corvinal, fortalecendo um pouco mais a casa de Rowena. Era um grande recado que explicitava bem todas essas novas normas, muitas delas lembravam os decretos inquisitoriais elaborados por Umbridge durante a traumática passagem dela pela escola. O recado estipulava uma lista de regras a serem seguidas:
- Liga de Jovens Bruxos – Terão a responsabilidade de monitorar os alunos da escola. Os membros da Liga serão convidados pelos professores Amycus e Alecto Carrow.
- Hino de Hogwarts – Todas as manhãs todos os alunos devem cantar o Hino de Hogwarts com a presença de um professor previamente indicado ou um membro da Liga de Jovens Bruxos. A falta será punida com detenção.
- Palestra Instrutiva – Todas as sextas-feiras à noite, após o jantar, o professor Amycus Carrow irá palestrar para o ensino coletivo. Antes todos devem cantar o Hino de Hogwarts. A falta será punida com detenção.
- Defesa contra as Artes das Trevas e Estudos Trouxas – Matérias obrigatórias, todos os alunos devem cursar. A falta será punida com detenção.
- Desporto – Será obrigatória a escolha entre Clube de Duelos e Vôo Ornamental. O aluno que não fizer sua escolha será comunicado por um membro da Liga de Jovens Bruxos em qual clube deve comparecer. A falta será punida com detenção
Quadribol não será considerado esporte, não podendo substituir Clube de Duelos ou Vôo Ornamental. Os treinos serão sempre supervisionados por um professor ou por um membro da Liga. Se não houver ninguém disponível para a supervisão, o treinamento será cancelado.
- Fechamento do Clube de Teatro e clubes de literatura, artes e poesia – Todos os atuais clubes estão fechados e novos deverão ser criados baseados nas novas diretrizes de Hogwarts.
- Todos os objetos trouxas encontrados na escola devem ser apreendidos e queimados - O aluno que for encontrado com tal objeto será punido com detenção.
- Alunos não podem andar desacompanhados em grupos maiores que três pessoas - Exceção válida para os membros da Brigada Inquisitorial sempre que estiverem em serviço ou usando seu emblema de identificação. A quebra dessa regra implica em detenção.
Algumas coisas já haviam sido determinadas desde setembro, como Defesa contra as Artes das Trevas e Estudos Trouxas obrigatórias, os fechamentos dos clubes e apreensão e queima de qualquer objeto trouxa presente na escola. Era difícil esquecer a grande fogueira que se formou nos terrenos da escola na primeira semana de setembro.
- Isso está ficando cada vez melhor! – uma aluna da Sonserina falou.
Darien olhou bem para a menina, não a conhecia bem, mas já a havia visto pelos corredores às vezes, tinha um jeitão mais pesado do que as outras meninas, além de um corpo mais bem torneado. Darien preferiu não repará-la mais, pois achou que uma menina como ela não fosse gostar de ser observada por outro garoto como ele.
- Oi, D! Vixi, parece que os diretores novos querem que os alunos não entrem em contato um com o outro no intervalo das aulas nem nos tempos livres. – Jamal, que finalmente conseguira sair da aula de Transfigurações, foi se juntar ao amigo de casa. – E pelo visto, vamos ter que entrar no clube de Duelos, você me acompanha?
Duelos! Exatamente o que o Darien não gostava muito, mas sabia que estava passando por tempos difíceis, e depois do retorno para a escola no início do ano letivo o fez estremecer a alma e topar com o amigo.
Friday, July 24, 2009
Nota Explicativa e O Enigma do Príncipe
Queria muito pedir desculpas pelos atrasos das postagens do site. Essa semana foi meio complicada. Eu estava (ainda estou um pouquinho) literalmente de cama,ontem, por exemplo passei o dia inteiro dormindo por conta de uma gripe que arrumei. E com isso, não consegui fechar os posts desta semana. Eram pequenos detalhes que dependiam de mim e, por conta da gripe, não consegui. Desculpem mesmo.
Para não deixa-los a ver navios, eu vou colocar aqui a resenha que a Lulu (Mina) publicou no blog dela (O Coruja em teto de zinco quente) sobre O Enigma do Príncipe.
Semana que vem voltamos à programação normal.
Abraços, Meri.

Antes de mais nada, gostaria de dar parabéns a todos os meus caros amigos, visto que hoje, dia 20 de julho, é o Dia do Amigo. Normalmente, eu escreveria uma longa e lacrimosa mensagem sobre a amizade e a importância dos meus amigos para mim, mas não estou sentimentalmente inspirada para tanto, já que de ontem para hoje estive lendo os primeiros contos de O Aleph (que se tem algo de filosófico, não se pode dizer que tenha de romântico e doce e delicado) e vendo filmes em que todo mundo sai apanhando (a culpa não é minha, é da TV, que não tinha nada mais que prestasse).
De qualquer forma, resolvi que deixaria que aqueles que sabem que são meus amigos soubessem que pensei neles e me dei de presente uma tarde na cinema. Assim, levei-me ao shopping, comprei ingresso para mim e depois fui fazer uma feira de chocolate no Bompreço.
Uma caixa Nestlé, uma barra uruguaia, um pacote de Suflair e de línguas de gato chilenas depois, saí do supermercado com 630 gramas de chocolate na bolsa (pouco mais de meio quilo! Há!), refletindo sobre amizade, comércio e nossos hermanos do Mercosul. Afinal, nunca tinha visto num supermercado chocolates de outros países da américa do sul (esse é o tipo de coisa que você encontra em lojas mais especializadas) e cheguei à conclusão que isso sim é que era amizade.
Se você não entendeu lhufas do que acabei de dizer, ignore. Às vezes eu também acho que não faço sentido.
Finalmente, carreguei-me ao cinema, primeira sessão, sem filas, sala praticamente vazia, exatamente como eu gosto. Acertei em cheio no presente para dar para mim. Preparei-me então para a primeira meia hora de propaganda e trailers, lembrando-me com certo saudosismo da época em que só havia trailers antes de começar os filmes.
Passou o trailer de Lua Nova, por sinal. Bem, quando chegar a época, eu vou assistir para poder fazer meus comentários, claro (de Crepúsculo saímos do cinema às gargalhadas, mas isso é história para outro dia...), mas, por hora, farei apenas duas menções a detalhes que não me agradaram muito.
Primeiro... que diabos é aquela arqueada de sobrancelha da Kristen "Bella" Stewart quando manda que Edward a beije? Sério, ela está com constipação? Um cisco no olho? Tentando mostrar que fez as sobrancelhas e erraram na hora de tirar os pêlos e tiraram demais?
Segundo... não é por nada não... mas o Pattinson podia dar um pouco mais de... sentimento ao personagem. Edward fala que Bella é sua vida e que é ela que dá razão a sua existência (ai, minha diabetes...), todas as sílabas no mesmo tom (é sério, são todas no mesmo tom!), repetitivo, quase forçado.
Não acredita em mim? Olha aqui:
Ok, feitas essas considerações iniciais, vamos finalmente ao que interessa: o filme. Já deixei clara aqui minha opinião sobre os últimos livros de HP em outra ocasião, então, não adentrarei (muito) na análise literária da história.
Eu gostei do filme. Achei-o mediano, mas, ainda assim, bastante palatável. Ron tornou-se figuração (huahuahuahua) e as participações da Hermione, especialmente quando está distribuindo livradas e tapas, foram hilariantes.
O melhor, é claro, foi a interação de Harry, Dumbledore e Slughorn. Sei que a Régis detesta profundamente o "Lesmão", mas eu o acho divertido e um bom personagem, que foi muito bem aproveitado no filme - especialmente na cena em que Harry o convence a entregar sua verdadeira memória.
Na verdade, acho que a melhor atuação do Radcliffe foi, precisamente, nessa cena. Ele é extremamente convincente de cara de bobo (como a poção Felix Felicis parece tê-lo deixado).
Admiro a inserção de humor no roteiro, mas gostaria que eles tivessem desenvolvido mais algumas cenas... Como aquela em que Dumbledore pergunta sobre o tempo livre de Harry, citando, especificamente o nome da Hermione...
Essa cena me deixou com a idéia de que, em outros encontros dos dois, Dumbledore serviu chá com biscoitos e eles dividiram histórias sobre suas vidas amorosas e outras decepções... E que Harry pediu ao seu mentor conselhos sobre como agarrar a caçula dos Weasley.
Deixa eu pular de assunto antes que eu coloque Dumbledore falando sobre os brotinhos de sua época.
O que me decepcionou no filme foi o final. Há muitas coisas que eu poderia dizer de HBP, mas ele tem um grande final, um final com uma batalha quase épica, um material que funcionaria de forma incrível na telona.
No entanto, os comensais só quebraram algumas janelas no Salão Principal e puseram fogo na casa do Hagrid antes de darem no pé e, enquanto isso, toda a escola dormia serenamente.
Totalmente anticlimático.
Há ainda dois detalhes a comentar. Primeiro, o romance do Harry com Ginny. Bem, eu preferi a forma como ele foi desenvolvido no filme - talvez se os atores fossem melhores, teriam sido mais convincentes, mas, ainda assim, eles se saíram bem melhor que a Rowling (perdoe-me os puritanos, mas a Rowling não sabe escrever romance).
O segundo... os Inferi. Bem, eu sou a única, ou eles pareciam um exército de clones do Gollum? Não me levem a mal, eu gosto do Gollum (my preciousssss), mas eu esperava que os inferi fossem algo mais... assustadores. Quer dizer, eles são cadáveres animados em variados estados de decomposição. Não são simplesmentes golems (mitologia judaica) feitos num mesmo molde, mas pessoas e, como tal, não deveriam ter todas a mesma cara, o mesmo corpo, a mesma quase careca.
Como já disse anteriormente, o filme não é necessariamente ruim. Para ser melhor, só se os roteiristas reescrevessem a coisa por completo. Vale à pena como divertimento "Sessão da Tarde".
Aliás, já que falei em Gollum... Sabiam que há uns rumores que Radcliffe teria sido chamado para O Hobbit? Eu não acredito que o Del Toro faria a burrada de colocar Radcliffe para ser o Bilbo, até porque no livro, Bilbo está entrando na meia-idade, não é nenhum hobbit adolescente. A turma dos rumores também cita os nomes de James McAvoy e David Tennant. Sobre Tennant, que não conheço, não posso dizer nada, mas eu certamente ficaria feliz com um Bilbo McAvoy... ainda que eu o ache jovem demais para o papel...
Mamãe está chamando para jantar. Depois nos falamos mais...
Tuesday, July 21, 2009
Volta do Hiatus e Mais Desenhos
Finalmente voltamos das nossas "férias". ^^
Alguns de nós ainda estão enrolados com formaturas, estágios e afins, mas estamos trabalhando para conciliar tudo isso com o nosso trabalho - que tanto amamos - aqui no Expresso.
Para começar com chave de ouro, apresento a vocês mais uma leva dos maravilhosos desenhos da Dani (eu não canso de repetir que sou fã dessa menina).

Comentário da Dani: Está bem simples , mas deu um certo trabalhinho já que é um personagem, como a Adhara, um tanto enigmático para mim, fiquei com medo de não captar a “essência” dele, mas acho que consegui (pelo menos, espero). O cabelo dele foi um drama (sempre arrumo problema com o cabelo) já que me inspirei nas dolls dele. Não consegui deixar idêntico, por isso tentei pegar o “estilo geral”. Não sei se ficou bom, fiz o máximo que pude.

Comentário da Dani:O primeiro é da Raven e o Luke numa situação...bom, na verdade não faço idéia do tema desse desenho!^^”Simplesmente saiu(às vezes isso acontece=))Depois de terminar a Rav percebi que ela ficou lembrando a Yuuki do Vampire Knight depois de virar vampira.
Comentário da Meri:Rav e Luke ficaram aquela coisa de eles se encontrarem e ao mesmo tempo não estarem completamente juntos. A Dani deu um ar de tão perto e tão distante que eu gostei bastante.

Comentário da Dani:Esse é um desenho da Selune, que até agora, para mim, foi a personagem mais fácil de desenhar. Ela me parece bem delicada e harmoniosa, tanto na personalidade quanto na aparência, e por isso não tive tanta dificuldade em caracterizá-la. Pelo menos espero que a tenha desenhado bem. Caso esteja confuso entender o desenho, é ela vista de cima usando um vestido longo e por cima um casaco, como se ela tivesse fugido de uma festa (cada idéia que eu tenho para desenhos...). O chão e a neve suja ao redor foram propositais, queria que criasse um conflito visual entre a sujeira do lugar e a delicadeza dela.
A idéia do desenho surgiu do filme "Moça com brinco de pérola", nas cenas finais, quando a Griet vai embora e pára num pátio. Tudo bem que o desenho não tem absolutamente nada a ver com a cena, nem mesmo o ângulo, mas foi daí mesmo que veio a idéia.