Thursday, February 14, 2008

Garota Interrompida - Parte 1


O verão chegou mais uma vez. Mas ao invés da doce alegria que acompanhava as férias, foi com profunda melancolia que os alunos da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts receberam o advento da estação. Albus Dumbledore, diretor do estabelecimento, fora assassinado durante um ataque comensal feito a Hogwarts. E, em meio a tantas tragédias, o destino da escola ainda era uma incógnita.

Infelizmente, Nicholas Johnson não pudera chegar à Inglaterra antes, pois a adaptação cinematográfica de um de seus livros mais famosos estreou no começo do verão, e ele se viu obrigado a participar da pré-estréia em Nova York. Felizmente, sabia que, em um momento de tamanha dor, a filha contava com o apoio de Frida, viúva do irmão de sua esposa.

Nick voltou à Grã-Bretanha o mais rápido que pôde. Precisava delinear com Meridiana qual caminho seguir de agora em diante. Não desejava que a menina permanecesse na Inglaterra. Mesmo que Hogwarts voltasse a funcionar não se sentia seguro em saber que Ludovic poderia ir atrás de Meri a qualquer momento. Não agora que todos sabiam que nem a famosa escola bruxa era intransponível. E este era exatamente o tópico da conversa que se desenrolava entre pai e filha na sala de estar da casa dos Johnson, no subúrbio londrino.

- Pimentinha, eu acho que você deveria pensar seriamente no que estou te propondo. - o homem disse com firmeza, entretanto sem denotar autoritarismo.

- Estudar no Instituto Westchester para Jovens Bruxos, lá em Nova York, pai? Nós já conversamos sobre isso antes.. - replicou a moça.

- Contudo a situação agora é outra, Meri. - Nick insistiu sem esconder a apreensão em sua voz - Não vou mentir que a sua segurança me preocupa em demasia. Que o ataque que aconteceu na sua escola só me faz temer ainda mais alguma loucura da parte de seu tio. Mas, você tem que pensar em outros aspectos também. Se Hogwarts não voltar a abrir, Westchester pode ser sua única chance de se formar e se tornar uma auror. Tenho que me conformar com essa sua decisão, mas o que posso fazer se você é tão cabeça dura quanto a sua mãe?

Meridiana riu, embora suas orbes esmeraldinas ainda retivessem um toque da leve tristeza que se abateu sobre todos os estudantes de Hogwarts.

- Tudo bem, paizinho. Eu entendo perfeitamente seus argumentos e até concordo com eles em parte. Mas essa é uma decisão que não posso tomar sozinha. Não mais. Quero conversar com Lucien primeiro.

Nicholas sorriu. Desde que vira o rapaz, seis meses atrás, no batente de sua porta, simpatizou com o moço. Lucien lhe parecia um rapaz sensato, correto, e, sobretudo, parecia fazer um bem enorme à Meri. Ao contrário daquele francês arrogante que ela cismara de namorar três anos atrás.

- Tudo bem, Pimentinha. - respondeu o escritor - acho justo que você converse com seu namorado sobre isso. Você sabe que tudo o que eu quero é o seu bem, filha.

- Eu sei, paizinho...

Meri aproximou-se do pai no sofá, dando-lhe um caloroso abraço. Ela e Nicholas podiam discordar ocasionalmente, mas a ruivinha sabia que o pai sempre estaria ali para ela. Ele sempre foi e sempre seria seu porto seguro. Quando tudo parecesse ruim, ela sabia que Nicholas estaria ao seu lado para ajuda-la a se levantar da queda.

Um alarme curto soou alto, vindo da cozinha, fazendo com que Nicholas e Meridiana despertassem daquele momento de cumplicidade.

- Parece que os bolinhos que estou fazendo ficaram pronto. - disse o escritor.

- Pode deixar que eu os tiro do forno. - falou Meri, já se levantando e dirigindo-se para a cozinha.

Nicholas continuou sentado na sala de estar, pegou algumas revistas sobre cinema que comprara no aeroporto assim que chegou na Inglaterra. Estava satisfeito em saber que o filme baseado em seu livro, cujo roteiro também era co-assinado por ele, estava sendo bem aceito tanto pela crítica quanto pelo público.

Fortes batidas soaram da porta da casa dos Johnson. O escritor se levantou. Provavelmente era Lucien. A filha combinara com o namorado que ele viesse na casa deles naquele dia. E, apesar de um pouco adiantado, deveria ser o rapaz.

Mas, ao abrir a porta, ao invés de se deparar com um rapaz moreno de olhos bicolores, Johnson se viu diante de um ruivo com malignos olhos verdes: Ludovic Black-Thorne. Nicholas tentou fechar a porta, mas o comensal foi mais rápido, conjurando:

- Estupore!

O raio vermelho atingiu o escritor na altura do peito, fazendo com que ele caísse, inconsciente no meio do corredor de entrada da casa dos Johnson.

O comensal abaixou-se para conferir se o cunhado realmente estava desfalecido. Sorriu ao constatar o resultado do ataque. Agora era uma questão de tempo até que a sobrinha aparecesse. Mas, não querendo ser incomodado pelos vizinhos trouxas enquanto fazia sua pequena "festa", Ludovic murmurou:

- Muffliatto!

E esperou, até que Meridiana chegasse.


por Meri

* Para quem quiser ler as fics anteriores, basta clicar AQUI

*Respondendo à Bruna sobre as dolls. As dolls do Expresso em outras posições são feitas ou tendo como base dolls do Candybar (com os uniformes sendo desenhados por cima da roupa normal) ou pelo método cópia (uma fanart de base) Nós temos um candymaker (Madame Malkins), onde algumas de nossas bases (em várias poses) estão disponíveis.

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