Tuesday, January 29, 2008

It's the end of world as we knew it - Parte 8


O som da porta abrindo fez Samantha tomar uma decisão que não sabia se era a correta, mas não poderia ficar somente se escondendo e esperando que não a vissem. Ainda mais com Heather e Felicity encolhidas e vendo tudo através da fresta do armário de material. Se alguém a visse, ao menos encontrariam somente uma e, assim a lufana rezava, não iria procurar as outras duas.

Sam cobriu o rosto com o capuz e apontou firmemente a varinha para o vulto que entrava, queria ver antes se poderia ser outro aluno se escondendo, como elas. Com a mão segurando firmemente a varinha, a morena viu uma sonserina entrar. Conhecia ela, era a prima de Meridiana.

Adhara se virou para examinar o lugar que havia adentrado e, como uma exata cena de dejá vu do que acontecera há pouco, quando estivera na sede do Olho do Grifo, encontrou uma pessoa lhe apontando uma varinha. A capa preta que vestia cobria seu rosto, mas mostrava quer era uma garota que estava ali.

A sonserina estreitou os olhos e soube de imediato que não se tratava de uma Comensal. Aquela deveria ser a pessoa que estivera fugindo dos Comensais. Rapidamente seus olhos passaram pela sala procurando as duas pequenas figuras que vira junto com ela no corredor escuro.

- Não estou com eles, você pode abaixar a sua varinha. - disse, de modo firme, abaixando sua própria varinha para que aquela garota não pensasse que fosse atacá-la.

- Como posso ter certeza disso? - Sam perguntou, ainda com a varinha apontando direto para Adhara. Se Melinda, que era irmã da Lore, fez o que fez, como saber se a outra garota, que estava naquele horário nos corredores, era inocente?

- Bem, para começar, eu não sou alta, encapuzada e mascarada. - Adhara cruzou seus braços, demonstrando claramente que não estava procurando por uma luta, mesmo tendo uma varinha lhe ameaçando - Além disso, se eu quisesse ferir você, já teria entrado na sala conjurando feitiços.

- Espero que entenda, Ivory, que no momento está muito difícil confiar nas pessoas. - Sam abaixou o capuz mostrando quem era. - Somente dizer que não está conjurando feitiços não me diz muito, já que eles estão agindo silenciosamente há meses.

A postura de Adhara relaxou visivelmente ao reconhecer Samantha Blair. Assim, supunha que os dois vultos menores que a acompanhavam deveriam ser as irmãs de Mercury e Lorelai.

- Se é dos aprendizes de Comensais que está falando, sei muito bem a que se refere. Você provavelmente não sabe disso ainda, porque Meridiana e Mina queriam manter em segredo, mas estive espionando os integrantes da minha Casa para o Olho do Grifo desde pouco depois da Páscoa. Pode checar a história com elas depois.

O que Adhara falara tinha sentido para Sam, era realmente o estilo de Mina fazer tudo sozinha e não contar para ninguém. Mesmo assim a lufana não cedeu o braço e nada disse, a outra teria que falar mais.

Suspirando e perdendo sua paciência ante a descrença da quintanista, a morena tentou uma última vez:

- Acabei de sair da sede do Grifo, onde von Weizzelberg me contou o que houve com os seus amigos. Eu estava voltando para as masmorras a fim de interrogar alguns sonserinos e descobrir onde os quatro sumidos estão quando tudo se apagou e acabei vindo parar aqui. Não tenho que ficar me justificando, mas acho que você terá dificuldade em sair daqui com as duas primeiranistas que entraram com você.

Ao ouvir aquilo Sam abaixou o braço, ela sabia das meninas. E, admitia, que precisaria de ajuda para protegê-las.

- Os comensais que estavam nos seguindo, acreditaram que seguimos em frente no corredor? - A lufana perguntou.

Adhara assentiu.

- Eram três que estavam no seu encalço. Dois deles seguiram pelo corredor para pegá-las, o outro voltou para a luta que está acontecendo perto das escadarias. - contou em resumo a conversa que entreouvira e então sorriu levemente - Foi um elmo de armadura aquilo que você jogou? Foi uma boa idéia.

- Foi sim. Obrigada - Sam falou enquanto tirava as duas primeiranistas do armário. - Acho mais seguro levar as duas para o QG da máfia. Lá tem mais gente e preciso saber se Meri e Raven souberam algo da Lore.

A sonserina concordou, reconhecendo a praticidade daquela idéia. Se ir para a ala da Sonserina estava fora de cogitação, o melhor seria retornar ao QG, todos estariam mais protegidos lá. Além disso o melhor a fazer naquele tipo de situação era permanecerem todos juntos, se formassem um grupo grande seria mais fácil protegerem uns aos outros.

Sorriu levemente para as meninas mais novas, Felicity McGuire e Heather Mercury, se bem estava lembrada dos nomes que Lucien lhe dissera. As pequenas sustentaram seu olhar, a grifinória correspondendo ao seu sorriso enquanto a lufana de cabelos compridos mantinha o queixo erguido, em uma postura meio arredia.

Samantha abaixou-se até ficar na altura das meninas, pousando suas mãos nos ombros delas.

- Fê, Heather, escutem bem. - ela começou de forma séria - Essa moça aí atrás é a Adhara, ela é prima da Meri e amiga da Mina, e vai nos ajudar. Nós vamos sair daqui e iremos até o QG. É perigoso lá fora, mas nós duas vamos proteger vocês. Nos obedeçam e se escondam caso algo aconteça conosco, certo? - a moça apertou os ombros das meninas de forma carinhosa e ambas anuíram.

- Acho que seria melhor se uma de nós fosse na frente e a outra cobrisse a retaguarda. As meninas poderiam ficar no meio, assim não estariam diretamente vulneráveis a um ataque. Também seria bom manter as duas ocultas por um feitiço desilusório. - sugeriu Adhara.

A jovem Blair concordou enquanto se levantava, parecia um bom plano.

- Certo, então você vai na frente e eu cuidarei da retaguarda.

A mais velha estreitou os olhos azuis na face determinada de Samantha, reconhecendo de pronto as intenções da outra moça. Sam poderia ter abaixado a sua varinha por ora, mas ainda não confiava nela o suficiente para lhe dar as costas ou permitir que as crianças seguissem na sua frente. Até compreendia as motivações da quintanista, mas não podia fingir que aquilo não a irritava um pouco.

Entretanto, a situação em que se encontravam não diferia em muito de uma guerra e tinha que admitir que a atitude de Blair era realmente sensata, tanto para proteger a si quanto as primeiranistas. Dessa forma, a sonserina não apresentou resistências quando se dirigiu para a porta. Abriu-a vagarosamente, tentando não fazer ruídos, e espiou para fora, a fim de checar se o caminho estava livre enquanto Sam executava a tarefa de desiludir as meninas.

Adhara encontrou apenas escuridão lá fora. O breu havia avançado até aquele corredor e muito mais além.

- Está tudo escuro. - começou, após recolher o rosto para dentro da sala - Vamos ter que acender as varinhas, mesmo correndo o risco de denunciar a nossa posição. Vai ser impossível de encontrar o caminho até o QG se não o fizermos.

Sam anuiu e imediatamente acendeu seu colar de fênix. As crianças fizeram menção de acenderem as próprias varinhas, mas a lufana as conteve, encobertas pelo feitiço desilusório e com as varinhas apagadas, elas seriam praticamente impossíveis de se localizar por um inimigo. Adhara conjurou novamente uma chama e deixou a sala, seguida de perto por Heather e Felicity e com Samantha fechando a fila.


por Adhara e Sam

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