Wednesday, January 30, 2008

It's the end of world as we knew it - Parte 10


Com os ouvidos atentos, Sam seguia Adhara pelos corredores. A sonserina não alterara o caminho e a lufana estava começando a acreditar mais na outra. A sextanista olhava tudo atentamente e estava alerta caso algo chamasse sua atenção. As duas primeiranistas que estava no meio da mais velhas seguravam as mãos e seguiam silenciosamente até o QG da máfia.

- Não deve estar muito longe agora. - disse Samantha, após passarem pela estátua de uma bruxa que ela lembrava-se não estar muito distante da tapeçaria de Sir. Ulrich.

Adhara virou-se para trás, a fim de dizer alguma coisa para a lufana, mas foi surpreendida pela face pálida e assustada da outra a encarando no escuro.

- Cuidado!

O aviso de Sam chegou tarde demais e o jato de luz que ela viu se aproximando acertou a sonserina em cheio pelas costas. A lufana sequer chegou a ver o que aconteceu com a morena, pois se apressara a pular para frente de Heather e Felicity a fim de protegê-las. Tudo o que ouviu foi o baque seco do corpo de Adhara sendo arremesado longe e caindo contra o chão enquanto arrastava as pequenas até a parede, longe da saraivada de feitiços emitidas pelo Comensal da Morte.

Assim que teve certeza que as duas mais novas estavam bem e ainda com o feitiço desilusório as escondendo, Samantha afastou-se, executando um Protego para proteger-se dos ataques.

A lufana viu dois homens se aproximando e alguns feitiços sendo lançados. Ela era um alvo fácil naquele corredor, mas, para sua felicidade, a capa que usava a protegeu de alguns feitiços que a acertaram. Não querendo esperar que um deles a acertasse com maldições imperdoáveis, Sam acertou com um forte Confundo, um feitiço atordoante, o primeiro comensal que se aproximava, o derrubando.

Alguns metros além, Adhara levantou-se, um tanto tonta. Sentia a pele do rosto, das mãos e do joelho queimando por terem raspado no chão de pedra quando fora arremessada pelo Comensal. Tateou o solo, à procura da varinha. Não conseguia ver nada naquela escuridão toda, sua única fonte de luz eram os feitiços trocados logo à frente.

- Porcaria! - praguejou entredentes, as mãos afoitas, buscando desesperadamente a varinha. Se não tivesse sido tão idiota em virar as costas... Se aquele Comensal estivesse usando o Avada Kedavra, estaria morta sem saber sequer o que havia acontecido.

Pelo canto dos olhos ela espiou o duelo que Samantha travava sozinha contra o Comensal e viu a garota ser atingida no braço por uma maldição que pareceu paralisá-lo. O braço da varinha. Ela assistiu o servo de Você-Sabe-Quem aproximar-se lentamente da lufana e, apesar de ter o rosto escondido pela máscara, Adhara conseguia imaginar perfeitamente o brilho predatório nos olhos dele.

Desviou a atenção de volta para o chão, tateando loucamente, e o intervalo de meros segundos que levaram até que as pontas de seus dedos tocassem o cabo da varinha pareceu-lhe uma verdadeira eternidade.

Com o coração disparado, Adhara segurou firmemente o objeto, apontando-o para o Comensal que avançava com a varinha em riste contra Blair. Sem sequer ter tempo para racionar, apenas gritou a primeira coisa que lhe veio em mente:

-Malleficium!

A sonserina assistiu, estupefata, ao jato fino de luz azulada da maldição que estudara exaustivamente nas últimas semanas para a monografia de Snape deixar a ponta de sua varinha e acertar diretamente o peito do Comensal, fazendo-o tombar para trás.

Ainda sentada no chão e com a respiração ofegante, Adhara abaixou lentamente a varinha ao mesmo tempo em que Sam se voltava para ela. Seus olhares se cruzaram por um segundo antes que a lufana os desviasse, correndo, aflita, para as meninas.

A jovem Ivory viu Blair ajoelhada poucos metros à frente, com as pequenas agarradas ao seu corpo.

- Shhh... Está tudo bem agora. Já terminou. - dizia a moça, em um tom baixo, tentando acalmar as mais novas.

Ainda mais à frente, a sonserina divisou os corpos dos Comensais, caídos. Apoiou as mãos no chão e, com certo esforço, conseguiu levantar-se, embora sentisse as pernas meio fracas quando tentou dar os primeiros passos. Por ser uma imensa quantidade de energia mágica concentrada, o Malleficium drenava consideravelmente as forças de quem o lançava. Adhara sentiu-se subitamente idiota... Por que não pensara melhor e usara um simples feitiço estuporante ou de desarme?

Parou ao lado do homem que ela havia derrubado. A máscara havia caído, revelando um rosto de meia idade e barbado, contorcido em uma expressão congelada de dor. Mas os olhos da garota se fixaram em um ponto chamuscado das vestes, bem onde seu feitiço havia o acertado: próximo ao coração.

- É melhor irmos andando, antes que ele resolva acordar.

Adhara virou seu rosto a tempo de ver Samantha passando ao seu lado, segurando Heather e Felicity pelas mãos, puxando as meninas rapidamente para que não vissem o corpo desfalecido do Comensal.

A sonserina ainda roubou um último olhar para o rosto do homem antes de seguir as três figuras que se distanciavam pelo corredor sombrio.

por Adhara e Sam

by Sam

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