It's the end of world as we knew it - Parte 6
No quarto Sam pegou em sua gaveta o colar da fênix que sua irmã lhe dera e tirou do bolso do malão a capa que ganhara de Natal do avô.
Por alguns segundos a lufana olhou para a parede, tentando entender o que estava fazendo e o que estava acontecendo. Em poucas horas Sam descobriu que seus amigos sumiram e, após ouvir o que Heather falara, a irmã mais velha de Lore provavelmente pertencia ao Olho da Serpente.
Sam fechou o rosto, Melinda não merecia ser chamada de irmã. Se ela deixou acontecer o atentado contra Lore, poderia fazer pior. A mente da lufana já estava se preparando para a pior notícia. A morena balançou a cabeça negando, os quatro tinham que estar bem.
- Sam, para que tudo isso? E o que a Heather... Hmpf. - Felicity foi calada pela mão da grifinória.
Ao contrário de Heather, Sam não teria como falar nada com Fê. Já estava evitando chamar atenção por estar com alguém da Grifinória na Lufa-lufa e não sabia quem poderia escutar. A morena ia ter que contar com a ajuda da grifinória para que a outra as seguissem para fora da Casa dos Texugos.
- Vamos. - Foi só o que Sam conseguiu falar antes de espantar seus pensamentos.
As três desceram devagar as escadas, não chamando atenção. Do lado de fora a quintanista parou e se virou para a lufana que acabara de tirar da cama.
- Fê, não podemos ficar aqui paradas. Estamos indo para o QG e lá conversamos.
- Como daquela vez? - Felicity perguntou para Heather.
- Não sei dizer, mas acho que sim... - a grifinória respondeu. Ela virou para a mais velha e complementou. - Eu... contei para a Fê sobre o livro com as cobras.
As duas amigas seguraram a mão uma da outra e colocaram suas varinhas em punho, para espanto de Sam. Se a mais velha achava que era cedo demais para tanta coisa acontecer em sua vida, passou a se perguntar como aquela guerra estava atingindo as duas meninas tão novas.
Sam colocou a capa e falou para as meninas andarem dois passos a sua frente. Iriam fazer um longo caminho até o lugar onde achavam que seria seguro.
Em alguns momentos elas desviaram do caminho após ouvirem passos ou o miado de Madame Norra. As meninas não soltavam as mãos e Sam estava com sua varinha em punho. A lufana mais velha estranhava estar assim, mas ao mesmo tempo seu sexto sentido a falava para ficar alerta.
As três estavam um pouco mais da metade do caminho quando Sam viu a frente uma mancha preta começar a envolver o corredor e puxou as duas meninas ao seu lado. A lufana encostou-se à parede com Heather e Felicity no exato momento em que ficaram totalmente no escuro. Não conseguiam ver nenhum feixe de luz, nem das janelas.
Sem falar uma palavra, Sam baixou as varinhas das meninas para que elas não tentassem conjurar nenhuma luz. Naquela hora, qualquer ponto luminoso seria um alvo fácil. A mais velha abriu sua capa e envolveu as duas menores, fazendo com que elas a abraçassem. Assim as três sabiam exatamente onde a outra estava e a mais velha protegia, ao menos um pouco, as primeiranistas.
Com os olhos abertos e atentos, Sam pensava no que fazer, aquilo estava bem longe do que imaginava que poderia acontecer. A lufana não teve mais tempo de pensar, ela reagiu ao ouvir vozes vindo do final do corredor e o som de de feitiços cortando de um lado para o outro.
Lembrando-se do que seu avô a contara, a lufana mais velha sabia que a capa protegeria as meninas dos feitiços, desde que não fossem as maldições imperdoáveis. As vozes gritavam para invadir o castelo e estavam se aproximando. Contando com essa proteção, Sam lançou os feitiços que conhecia e aprendera com Peter Blair enquanto puxava devagar as mais novas para o corredor que passaram pouco antes de ficarem no escuro.
Sam sussurrou para que não a largassem. No mesmo momento sentiu algo cortar seu rosto, um feitiço a acertara. Ela passou a mão no rosto para ver se era grave e sentiu uma pequena quantidade de sangue.
Preocupada com as garotas que tremiam de medo segurando sua cintura, Sam as puxou com força e correu na direção contrária a luta. Tinha que conseguir fazer a curva no corredor e entrar na primeira sala antes que a achassem.
Arriscando ser acertada, Sam fez a fênix do seu colar brilhar por dois segundos para que conseguissem enxergar o corredor onde deveriam virar. Um homem gritou que vira um brilho a frente e o som de pessoas correndo, o que fez as três garotas correrem mais velozmente.
Ao virarem no corredor, perceberam que lá não tinha feitiço algum e que conseguiam enxergar.
Sam abriu a porta de uma sala e empurrou as duas meninas para dentro e depois pegou o capacete de uma estátua e jogou no final do corredor, fazendo barulho muito à frente de onde estavam na realidade.
"Espero que eles achem que corremos até o final...", a lufana mais velha pensou ao fechar a porta silenciosamente.
por Sam
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