Thursday, January 24, 2008

It's the end of world as we knew it - Parte 5


O caminho entre o corujal e o castelo parecia mais longo quando se tinha pressa, e naquela noite Sam estava correndo para encurtar aquele trajeto. Naquele momento até a noite estava parecendo mais escura aos olhos da lufana. Mesmo não tendo confirmado as suspeitas de que algo havia acontecido com seus amigos, seus instintos diziam que tinha algo a mais no ar da escola.

Ela enviara uma carta para Lusmore como Meridiana pedira e aproveitara para enviar para Heather também. Apesar de saber a senha da Casa dos Leões, não queria abusar da sorte e entrar. Pediu para que Chispinha descesse e a esperasse na porta de entrada da Grifinória.

Sem pensar se chamava atenção ou não, a lufana correu pelos corredores de Hogwarts até a Torre da Grifinória. Se ela visse que ao menos uma das pequenas estava bem, principalmente a que ficava na mesma casa de Melinda, poderia respirar um pouco aliviada.

Sem fôlego após correr tanto e subir as escadas, Sam encostou-se à parede ao lado do quadro de passagem dos grifinórios pensando no que deveria fazer; Heather não estava ali a esperando. Lentamente a lufana andou até o quadro pensando se entrava. Ela colocou a mão na tapeçaria e abriu a boca, mas achou melhor voltar para o QG e pedir para Meri entrar na torre antes.

Sam mal saiu do lugar quando o quadro se abriu, revelando a primeiranista que procurava. Heather não entendeu o que estava acontecendo quando sentiu a garota a abraçar com força e agradecer a Merlin pela pequena estar a salvo.

- Hã? Você está bem? - a menina perguntou.

- Eu? - Sam percebeu a cena que fazia e largou a menina. - Estou bem, só estava preocupada com você. Heather, onde você esteve a tarde toda?

- Com a Felicity e com a irmã dela comendo alguns doces... Por quê? - Heather olhava para a outra um pouco espantada.

- Daqui a pouco te conto. - Sam falou já puxando a menina pelos braços. - Enquanto vamos buscar a Fê, me diga exatamente o que vocês três fizeram juntas e que horas você voltou para seu quarto.

Chispinha olhava o rosto de Sam sem entender o que estava acontecendo e por que a lufana com quem quase não tinha contato segurava sua mão tão firmemente. A grifinória contara o que fizera à tarde e como tinha comido tanto doce não tivera fome para jantar. Para sua surpresa, a lufana começou a andar mais rápido após ouvir sobre isso.

A distância entre a Grifinória e a Lufa-lufa era considerável, principalmente se estava com tanta pressa quanto Sam. E ainda mais quando se tinha que tomar caminhos longos para não encontrar com nenhum professor ou monitor, já que passara da hora do toque de recolher dos alunos.

No início do ano Lore pedira para a amiga tomar conta da irmã caçula que ficara na Casa dos Texugos. Depois das ameaças que aconteceram e das cobras que atacaram Heather, a Fada reafirmara o pedido feito antes. Sam dera sua palavra que cuidaria de Felicity.

Ela parou na frente da entrada da sua casa e estava para falar a senha, quando a grifinória ao seu lado se soltou e andou para trás.

- Samantha, espera... Não posso entrar na Casa da Lufa-lufa... - Heather falou ao ver a outra abrindo a passagem da Casa dos Texugos. - E já passou do horário de ficarmos andando pelos corredores.

A lufana olhou para a menina e viu o rosto dela preocupado. Naquele momento Sam percebeu que tinha assustado a garota à sua frente e não explicara nada.

A mais velha se perguntou como iria contar o que, na verdade, não sabia e era somente uma suspeita dela. E como falar que o irmão que Heather tanto amava tinha sumido junto com o restante do pessoal ligado diretamente ao Olho do Grifo?

- Heather, preciso pedir algo muito grande. - Sam fitou diretamente nos olhos da menina. - Preciso que confie em mim. Vamos entrar na Casa da Lufa-lufa e pegar a Felicity. Nós três vamos passar a noite no QG da máfia.

A menina ia abrir a boca para perguntar, mas a lufana não a deixou falar.

- Eu não sei o que vai acontecer ou se vai acontecer alguma coisa, mas eu prometi para a Lore que iria tomar conta da irmã dela e esse pedido se estendeu a você.

Percebendo a seriedade nas palavras que ouviu Heather somente assentiu com a cabeça e segurou a mão de Sam. Dessa vez era ela que apertava firmemente e, instintivamente, confirmava se sua varinha estava no seu bolso.

Antes de entrarem, a lufana tirou a gravata da Grifinória que a menina usava e falou que ela deveria disfarçar que nunca tinha estado dentro da Sala Comunal.

Se esforçando ao máximo, Heather fixava seus olhos no caminho que Sam a guiava, não olhando para o lado. Focava seu pensamento em ir ao quarto de Felicity e não soltar a mão da lufana a sua frente.

- Fê?

Sam abriu a porta do quarto das primeiranistas e deu passagem para Heather entrar também. As outras meninas do quarto estavam acostumadas em ver a mais velha procurando Felicity e nem olharam quem entrava junto.

A irmã caçula de Lore virou na cama e abriu a boca para reclamar com Sam, mas se calou ao ver sua amiga da Grifinória ali. A menina não falou nada, somente encarou as duas procurando respostas para aquela cena inusitada.

Samantha sabia que a convivência das duas meninas fizera Felicity crescer muito desde o começo do ano e contava com isso para que naquele momento a outra não falasse nada que chamasse atenção.

- Fê, vem comigo. - Sam falou calmamente.

Felicity olhou para Heather que confirmou com a cabeça. Sem entender muito, mas confiando na amiga, a menina se levantou da cama. Ia colocar seus chinelos quando viu nas mãos de Sam seu par de tênis. Ela percebeu que iam sair e pegou sua varinha.

As duas meninas se posicionaram para descer a escada, mas pararam ao sentir a mão de Sam nos ombros as puxando para cima.

- Preciso pegar algo no meu quarto antes. - A mais velha falou.

por Sam

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