Wednesday, July 01, 2009

Primeira Missão - Parte 01


O homem parado a frente deles tremia. O medo que sentia não era daqueles a sua volta, que aos seus olhos eram meras crianças ainda, mas sim do que iria acontecer a partir daquele momento.

Dois dias antes a família dele recebeu uma carta do governo pedindo para apresentar provas de como havia se tornado bruxo, pois sua bisavó era trouxa. Todos da comunidade bruxa inglesa já sabia o que isso queria dizer, seriam presos. Não só ele, mas toda a sua família.

Seu nome era Armand Weed e, após a morte de Scrimgeour, achou que estaria seguro pois tinha muitas riquezas e posses. Além disso, sua esposa era sangue-puro. Porém seu mundo desabou com a convocação e, em um ato de desespero, pegou sua família e os escondeu em uma de suas casas de veraneio.

Tendo a si próprio como fiel segredo da casa, Weed foi buscar ajuda para tirar sua família do país. Para a sorte dele, um amigo conhecia uma pessoa que sabia de um local para pedir ajuda.

E, por isso, naquele momento, explicava sobre a casa e a cidade onde sua família estava para Lusmore, Samantha, Herman e Isaac.

Era um local praiano ao sul do país, onde havia mais trouxas do que bruxos. Mas era uma de suas casas que eram detalhadas para o Ministério, ou seja, se eles estivessem procurando, seria um dos locais aonde iriam.

- Eu só não entendo o que algumas crianças podem fazer? Vocês... – Weed falou.

- Decidiram doar a vida deles para ajudá-lo. – Godfrey cortou Weed. – Eles estão qualificados e deve confiar neles.

A firmeza na voz de Godfrey não era totalmente compartilhada por todos. Fora Lusmore, que tinha treinamento de domador, os outros três não tinham experiência alguma, era a primeira missão daquela célula.

A missão era considerada algo simples. Eles leriam o papel com o endereço da casa e de lá ativariam uma chave que os levaria a um local de transporte para fugitivos. Como a cidade era longe de Londres, fariam grande parte do trajeto de carro.

- Vocês irão sair daqui uma hora. – Godfrey falou para todos. – O senhor deve seguir o que o líder do grupo mandar, no caso Lusmore. Lembre de todas as regras que foram passadas para você.

O homem assentiu e se levantou para mudar a cor do cabelo e o corte do cabelo. Não deviam mudar a aparência com magia, somente ao modo trouxa. Na sala ficaram todos em silencio que foi cortado por Godfrey.

- Há alguma dúvida de vocês antes de sair? Sei que é a primeira missão de todos, mas não se preocupem tenho certeza que dará tudo certo.

- Eu... Estou nervosa sim, mas acho que será sempre assim, não é? – Sam falou.

- Acho que sim, afinal estamos lidando com vidas alheias. – Lusmore respondeu. – Só confirmando, na direção do carro irei alterar com a Sam que é a única com carteira de motorista.

Eles voltaram o rosto para jovem que assentiu. Sam estava com os olhos castanhos como na foto de sua carteira trouxa que estava com seu nome verdadeiro, mas eles contavam com o fato dela dirigir bem e não teriam problemas.

Todos afirmaram que estavam prontos e em poucos minutos estavam na estrada.

A cidade não era muito longe e em menos de duas horas chegaram a Brighton.

Lusmore, que dirigia naquele momento parou em um estacionamento longe da casa para onde iam. Todas as cinco pessoas que saíram daquele carro não trocaram nenhuma palavra, o clima estava claramente ficando mais tenso.

- Antes de sairmos daqui, iremos ler o endereço. Senhor Weed, por favor? – Lusmore pediu ao senhor que escrevesse o local onde estava a casa.

Após a confirmação que todos leram o papel, Herman pegou o isqueiro e queimou, deveriam continuar a utilizar somente objetos trouxas para não chamarem atenção. Exatamente por este motivo ficou combinado que Lusmore e Sam ficariam com as mãos dadas, como um casal, onde o bardo a guiaria e Herman guiaria Isaac e Armand, sem deixá-los errar com os objetos sem magia.

Enquanto caminhavam eles procuravam aparentar uma conversa calma, mas olhavam em volta discretamente procurando por algum sinal de pessoas que não estivessem acostumadas ao mundo trouxa. Isso era considerado o primeiro sinal que havia bruxos e provavelmente bruxos trabalhando para o Ministério da Magia que tinha aversão a cultura trouxa.

Estavam a dois quarteirões de distancia para chegarem na casa quando Lusmore percebeu ao um homem com roupas pesadas para o clima quente do local. Como combinado caso fosse necessário parar, ele encostou-se a um muro e abraçou Sam. Entendendo o sinal Herman, Isaac e Weed entraram na padaria que tinha no outro lado da rua.

- Tem algo errado aqui... – Lusmore sussurrou para Sam.


continua...

Nota da Meri: Desculpem a demora em atualizar o Expresso, tive uma semana conturbada, entre coisas boas e outras realmente problemáticas e não pude passar por aqui.^^

Aproveitando a deixa, houve uma mudança de endereço para o evento de Amanhecer da Livraria Leitura, mais detalhes no site da loja

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