Primeira Missão - Final
- Tem algo errado aqui... – Lusmore sussurrou para Sam.
A morena queria virar e olhar, mas sabia que estavam parados de um modo em que o bardo tivesse uma visão geral da rua e do movimento das pessoas. Eles haviam escolhido aquele horário à tarde pela grande movimentação de transeuntes na rua.
Dentro da padaria Herman estava encarregado de fazer os pedidos e ajudar ao Isaac controlar o homem que estava nervoso em ir em direção a sua casa. Ele havia pedido um lanche com refrigerante para poderem demorar um pouco mais. Ficaram sentados perto da vitrine onde conseguiam ver o casal à frente e a casa mais a frente.
- Droga... – Lusmore falou abraçando e segurando Sam. – Chegamos tarde demais.
O bardo viu um furgão negro com o símbolo do Ministério virar a esquina. Preocupado com a reação de Weed ele puxou Sam para atravessar a rua e encontrar com os outros.
Ao entrar no local viram Herman e Isaac puxando para longe da vitrine o senhor que não conseguia mais segurar sua preocupação. Eles não conseguiriam mais agir como esperando.
- Se acalme, existem muitos homens do Ministério lá fora. – Isaac falava baixo para Weed.
- Me acalmar?! Como se eu consigo ver daqui eles tentando arrombar minha casa. Temos que fazer alguma coisa! – Weed falou e tentou sair do estabelecimento.
Lusmore segurou com força o senhor e o puxou mais ao fundo da loja. Não poderia arriscar que o ouvissem. Os outros três ficaram parados na vitrine olhando, procurando alguma brecha para poderem agir.
- Por alto eu vi pelo menos uns 15 bruxos, alguns mal disfarçados e outros não. Você não vai conseguir ajudar em nada se for preso agora! – O bardo falou forte com o homem.
Algumas pessoas começaram a murmurar sobre o forte policiamento mais ao longo da rua, provavelmente estavam pegando grandes criminosos.
Em poucos minutos Herman, Isaac e Sam viraram os rostos para Lusmore que não via o que estava acontecendo pois tinha que conter Weed, não havia mais nada que eles pudessem fazer. Entendendo a mensagem deles o bardo assentiu, era hora de se retirarem.
Seguindo o planejado Isaac e Herman seguraram o homem que a cada momento tentava sair para ajudar sua família. Eles o puxaram para um canto mais discreto e aparataram. Sam e Lusmore esperaram pra ver se as pessoas dentro da padaria reparariam, mas estavam todos vendo a ação da “polícia” na casa ali perto. Aproveitando a distração dos trouxas, ela abraçou o bardo e aparatou com ele.
Quando a dupla aparatou no estacionamento, encontraram Weed caído dentro do carro.
- Tivemos que fazê-lo dormir, ele não se continha. – Herman falou.
- Ninguém percebeu nossa chegada. As pessoas que tomam conta do estacionamento continuam naquela casinha lá na frente. – Isaac falou olhando em volta.
Lusmore olhou as feições dos três e viu a tensão misturada com a tristeza. Voltariam para buscar o carro outro dia, ele ativou a chave de retorno a casa e, segurando Weed, falou para todos segurarem aquele lápis, iriam retornar.
Lusmore andava de um lado para o outro enquanto esperava Sam acordar Weed. Tinham que tira-lo do país sozinho, mas antes tinham que fazê-lo entender que não deveria ir atrás de sua família. Herman olhou em volta esperando Isaac que havia saído da casa para buscar Godfrey.
- Pronto. – A jovem falou. – Ele está voltando a si...
Para a surpresa de Sam, o homem acordou rapidamente e furioso. Ele a empurrou para longe e somente não caiu porque Herman a segurou.
- Seus desgraçados, vocês não tinham o direito de me tirar de lá! Eu... – Sem que ninguém esperasse o que iria acontecer, o homem se ajoelhou no chão e chorou. – Eu errei... Foi tudo culpa minha...
O bardo rapidamente andou até Weed, havia mais para saber. Herman fez o mesmo que Lusmore e Sam sentou ao lado do homem no chão tentando acalmá-lo. O homem chorava sem conseguir se expressar, por mais que os três em volta esperassem que ele terminasse de falar o que havia acontecido.
Com um levantar da varinha Sam fez com que um copo d’água flutuasse até Weed.
- Quando paramos para comprar água eu... Enviei um patrono para eles avisando que estava chegando.
- Não acredito que você fez isso mesmo depois de tudo que foi explicado! – Lusmore exclamou. – Claro que eles viram o patrono, claro! Por isso sabiam onde estava a casa!
Ao ouvir o que o outro falou o senhor escondeu o rosto entre as mãos, envergonhado. Sam olhou atravessado para Lusmore, o senhor já havia perdido a família, não precisavam afundá-lo mais.
O bardo suspirou, sabendo que não havia muito mais que pudessem fazer agora.
- Vamos levá-lo para junto dos outros fugitivos. A partida deve ser em breve. Esteja preparado. – foi tudo o que ele disse, dando as costas para os outros, desaparecendo nas sombras da casa.
Sam observou a figura do bardo desaparecer, trocando um olhar com Herman. Ela sabia que tanto o amigo quanto Lusmore compartilhavam naquele momento do seu mesmo sentimento de decepção.
Tinham falhado.
Nota: Pelas confluências astrais, vulgo viagens, formaturas, estágios duplos, internet pifada e etc, vamos fazer um pequeno hiatus aqui no Expresso, que deve ir de hoje até o dia 20 de julho
Nesse meio tempo, aproveitem para ler, reler e comentar os nossos últimos acontecimentos (porque estamos sentindo falta dos pitacos de vocês)
bjs mil e até a volta.
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