Plano Anti-Cenouras – Parte 3
Em busca do Feitiço Perdido
Voltando para a mesa onde antes da amiga chamá-lo se encontrara, Darien pôs-se a pensar um pouco. Matutou bem a cabeça e não havia se lembrado de nenhum feitiço específico como o que Raven e Sat precisariam.
- O que foi, D? – Jamal perguntou ao amigo, virando mais uma página do largo livro que liam.
- Nada de mais, apenas a Raven me pediu por um feitiço adesivo, coisas dela. – Darien preferiu poupar Jamal do segredo, para sua própria segurança.
- Eu nunca vi nada do tipo. Se perguntássemos ao Professor Flitwick? Talvez ele...
- Não, não... Melhor não perturbarmos o Flitwick com isso, Jamal. Ele tem coisas mais importantes para serem resolvidas do que uma simples necessidade de alunos loucos como nós. – Interrompeu Darien com um risinho ao final.
Prosseguiram com a leitura, naquele fim de tarde; logo seria hora do jantar e os meninos estavam bastante empoeirados de tanto que mexeram em livros velhos. Ao terminarem com o tópico: Os usos possíveis para o estômago de salamandra. Riram bastante com alguns usos de outras vísceras animais e estavam receosos ao perceber que o cérebro de ghoul é ótimo para poções instantâneas da verdade. Guardaram os livros em seus lugares, deixando a velha mesa bem arrumada; algo que alegraria bastante à Madame Prince.
Já a caminho do quarto, passaram por alguns quadros de Hogwarts; Darien se viu perguntando a alguns amontoados de senhores de chapéus estrelados cor de âmbar se eles saberiam uma forma de ficarem grudados firmemente e fixamente numa parede.
- Jamal! Já sei... Eu lembrei do casamento de minha mãe!!!
- Como assim, o casamento de sua mãe!? O que isso tem a ver com toda essa história da Raven e desses quadros?
- No dormitório conversamos melhor... – Disfarçou o corvinal de cabeça azulada, sabendo que nessas épocas em que estavam o melhor era a discrição.
Chegando ao dormitório, os rapazes trataram de retirar parte das vestes, Darien ficou apenas com a camiseta que tinha por baixo das vestes, enquanto Jamal apenas estava de calças, virado de frente ao seu baú, provavelmente procurando por algumas peças de roupa.
- Então... – Dizia Jamal. – O que essa mistureba toda tem de relacionado com a Raven e os quadros da escola?
- Com os quadros, de nada têm a ver, mas eu me lembro bem de como alguns pôsteres que decoravam o casamento de minha mãe foram colocados presos nas paredes, sem que o vento os levantasse. Algo do tipo não-sei-bem-o-quê-Firmarea. Lembro que uma tia do Lars quem o havia conjurado, e que perto do dia de voltar para casa que a moça tinha ido lá remover as imagens. Talvez tenha algo disso na biblioteca. Depois do jantar voltarei lá. Jamal, se você não quiser, não precisa ir.
- Sério? – Olhou Jamal, um pouco cabisbaixo. Jamais havia pensado que Darien sugerisse que eles se separassem por um momento.
- Não falo sério, seu tolo. Mas se você já se sentir cansado de tanto ler e mexer em livros empoeirados, não me importaria se preferisse ficar aqui no quarto, deitado na cama; escrevendo ou lendo alguma coisa.
- Está certo... – Balbuciou o rapaz mais alto.
E como idealizara, Darien jantou rapidamente e saiu em disparada para a biblioteca, madame Pince já se encontrava lá e olhou por entre os dentes para o garoto, que parecia eufórico.
- Calma, Sr. Semog! Os livros ainda não têm capacidade própria de saírem dos muros do colégio.
- Oh, sim. Desculpe, Madame Prince. – Darien desculpou-se à bibliotecária da escola.
Resolveu procurar na seção de feitiços estranhos, e nada encontrou. Na seção Oriental nada apontava rastros de algo parecido, apenas verificou um título interessante: Apanhando de sonhos com mandrágoras, um conto de dois irmãos que se perdiam no nascimento e um deles crescia no meio de mandrágoras, tornando-se imune a elas.
- Droga! Não acho nada por aqui.
De um estalido no ouvido esquerdo, o garoto seguiu para a seção que continha livros de feitiços para fins específicos. Darien não sabia ao certo por onde procurar, mas dada a finalidade para a qual o feitiço foi utilizado, o garoto foi objetivo; seção de decoração de interiores. Algo que particularmente não o interessava, mas, naquele momento serviu como luvas de ferro em meio ao ácido que escorria pelos corredores de Hogwarts.
- Espero que aqui tenha alguma coisa.
- Sr. Semog, o senhor tem vinte minutos aqui dentro.
Darien não percebeu que o tempo fora curto, e passara muito rápido. Ninguém mandou não pensar antes, foi se apegando às lembranças do casamento de Becky aos poucos.
Folheou todo o livro e nada parecia servir, até que: Feitiços colantes/adesivos. Finalmente havia achado algo próximo, mas todos pareciam ter período de duração, quando já não tinha mais esperanças alguma de ajudar a amiga, encontrou Wallus Firmare, um feitiço adesivo muito forte e eficiente, para removê-lo apenas ácido de estômago de dragão jovem.
Darien transcreveu os procedimentos para o feitiço, guardou bem a pronúncia forte e arrastada que deveria fazer ao pronunciar o Firmare, seguiu feliz de volta ao dormitório. Darien, finalmente, havia escolhido um lado desta guerra. E, estranhamente, se sentiu mega contente ao ser um rebelde na escola.
Agora era necessário avisar à Raven quem o feitiço estava a mãos, e por em prática tudo o que ela e o Sat estavam tramando.
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