Thursday, April 23, 2009

Fatalidade - parte 1


O tempo não estava favorável a passeios, volta e meia caía uma chuva fina, mas mesmo assim Samantha quis sair da casa da Resistência. Há dias que a jovem somente treinava e estudava. Algumas vezes conversava com os rapazes de sua casa, mas não precisavam de tempo para se conhecerem. Herman se tornou família após se casar com Lore, Lusmore dispensava apresentações e Cyan deixou de ser o ‘Cão’ para ser seu amigo.

Ao lembrar que teria que se disfarçar para passear, Sam pintou seus cabelos de loiro e colocou lentes azuis. Não queria arriscar feitiços xxxx, então ela mudou sua aparência ao modo trouxa. Com um sobretudo discreto, a garota era somente uma pessoa na multidão.

Após uma hora olhando vitrines e deixando sua mente relaxar, Sam decidiu que deveria voltar para casa. Ela parou ao ouvir algumas vozes e identificar “Ministério da Magia” no meio das palavras. Discretamente ela atravessou a rua, ficando no lado oposto de onde ouvira as pessoas. Conseguiu ver claramente 3 homens que pareciam ser caçadores de recompensas e um casal que estava sendo empurrado para o beco pelos ‘homens do Ministério’(???).

Com um movimento leve das mãos, como se arrumasse o cabelo, Sam encaixou no ouvido uma massa que para leigos poderia parecer um aparelho auditivo. Aquilo era na verdade uma evolução das ‘orelhas extensíveis’ que os Gêmeos Weasley fizeram exclusivamente para a Resistência. Desse modo, ela conseguia ouvir o que acontecia no outro lado da rua.

- Parem de no empurrar! - O rapaz ruivo falou, puxando a namorada para ficar atrás dele.

- Nós n-não fizemos nada de e-errado... - A garota falou, nervosa.


Os três homens usavam vestes surradas e seus cabelos estavam bagunçados e sebosos, como se não tomassem banho há dias. Eles sorriram maldosamente e ignoraram o que os dois falaram. O menor deles parecia ser o que mais provocava, apontando sua varinha para os dois.

- Fiquem quietos e colaborem. A gente somos oficiais e temos poder para fazer vocês sumirem. - Ele falou ameaçadoramente.

Ao ouvir isso Sam escorregou sua mão até onde sua varinha estava, presa no braço, embaixo da manga da blusa. Pensou em estuporar os 3 pelas costas e aparatar com o casal. Teria que tirá-los antes que chegasse alguém do Ministério.

Ela desistiu ao ouvir o que um deles, que parecia ser mais velho, falou.

- Se acalme Sol, viemos brincar um pouco e descobrir se eles são fujões da escola. - O tom da voz dele era jocoso.

- Ele não vai se acalmar. Estamos sem achar nada há dias, o dinheiro já está acabando. - Falou o terceiro.


Sam achou melhor esperar para ver o desenrolar da cena. Ela poderia complicar a vida do casal se agisse sem pensar. Eles, e sua família, teriam que se esconder ou sair do país se parecer aos olhos do Ministério que estavam contra o governo.

- Nós dois somos maiores de idade e saímos de Hogwarts ano passado. Não fizemos nada fora da lei. – O rapaz falou.

- Se fizeram ou não, quem decide é nós. - O que estava mais perto falou e segurou o pulso da garota com força.


O rapaz reagiu imediatamente tentando pegar sua varinha, não iria deixar machucar ou se aproveitarem na sua namorada. A resposta e o reflexo dos caçadores foram mais rápidos. Um “expelliarmos” atingiu o ruivo no peito, o lançando contra a parede. Ele caiu no chão, desacordado.

A garota gritou desesperada ao ver uma poça de sangue se formar nas costas do namorado, uma quantidade que aumentava a cada segundo. Ela puxou o braço tentando se soltar, olhava para o rosto dos homens tentando entender porque eles fizeram aquilo. Ela só saíram com o namorado para tomar um café e agora o via caído, sangrando.

- Droga, ele bateu naquela ponta de metal que o perfurou. Agora teremos que ---

A frase foi cortada e os três homens caíram desacordados. A garota olhou espantada para a loira que estava parada perto dos caçadores, com a varinha em punho. Depois ela correu para o namorado que jazia sem vida no chão.

Sabendo que não tinha muito tempo, Sam andou até os dois e se abaixou, olhando tristemente a cena onde a garota chorava abraçada ao corpo do namorado.

- Preciso tirar vocês daqui, o segure com força. - Sam falou.

Em resposta a garota apertou o corpo do rapaz contra o seu, dado a certeza para Sam que ela a compreendera.

‘CRAC’

No comments: