Friday, October 31, 2008

Especial de Halloween


Este é um pequeno presente especial de Halloween para vocês... Nos primórdios do Expresso, quando o tom ainda era um pouco mais leve, sem o clima de Guerra e tudo mais, a Raven inventou de fazer alguns posts felinos, estrelados por Jack, o gato da Raven, Venon, gato da Kat depois herdado pelo Luke, Lady Bast, de Meridiana e Lucky de Selune. Depois se juntaram a eles Felicia, a gata de Herman e Freyer, a gata de Mina.

Aliás, a chegada de Freyr levou ao inesquecível arco onde Selune e Mina se tornam “cumadres”, pois Freyr e Lucky acabam ganhando quatro filhotinhos, Salem (cuja dona acabou sendo Heather, irmã de Herman), Selina (adotada por Cecille, irmã de Isaac), Chloe (dada a Victoria Priout) e Loki (que ficou com Vincent MacFusty ).

Sem falar, é claro, do descolado Bichento – Mia sério! – que volta e meia aprontava poucas e boas com os demais gatos.

Algumas coisas acabaram sendo deixadas parcialmente em aberto, mas com sorte e inspiração acabemos fechando o arco dos gatos como eles merecem?

A história em si se passa durante o sexto ano do Expresso Hogwarts, quando a situação ainda era ligth e quase tudo era alegria. XD

Enfim, apenas um presente descompromissado e uma homenagem aos felinos que tanto fizeram a alegria do Expresso.




A felina de pelos cinzento-prateados espreguiçou todo o corpo, dando uma sacudida maior na área dos ombros, de modo a ajeitar o laçarote de fita verde-musgo que ganhara de presente da "tia Raven" naquela manhã.

Lady Bast sentou displicentemente no chão, começando a lamber uma das patas. A noite estava tranqüila e silenciosa, talvez até demais para a opinião dela. Era um absurdo que em plena sexta a noite, com tantas coisas divertidas para uma adolescente como ela fazer pelos terrenos do castelo.

Mas ela prometera, não prometera? Ficaria ali, na grande sala que os humanos deles costumavam usar para se reunir, e, que acabara se tornando uma espécie de ponto de encontro dos gatos também. Sim, ela deixaria a "aborrecência" de lado, como tio Venom costumava implicar em tom zombeteiro, e seria uma mocinha comportada e prestativa.

Afinal, os tios e tias sempre foram tão carinhosos e cuidadosos com ela, que, não arrancaria um pedaço de Bast cuidar dos dois pirralhos menores enquanto os mais velhos tiravam a noite de folga.

Salem e Selina, os dois filhotes de Lucky e Freyr que permaneceram em Hogwarts, estavam dormindo no cesto, perto do pufe laranja, dando, finalmente, um pouco de sossego para Bast.

Ela deitou de lado, pensando seriamente em seus humanos, e na sua família de gatos. Tanta coisa aconteceu no último ano, ela deixou de ser um bebezinho e se tornou praticamente uma adulta, entretanto, as mudanças ao redor dela foram bem maiores.

Havia um clima estranho no ar...rodeando a todos...algo quase belicoso, como se um grande predador estivesse prestes a dar o bote...

Talvez, por ser metade amasso, Bast tivesse uma sensibilidade mais acentuada que a dos gatos comuns, especialmente no que dizia respeito aos humanos dela. E, por mais que percebesse a felicidade de sua Meridiana e de seu Lucien, sentia também nos dois medos e preocupações que ambos tentavam controlar.

Ela era especialmente possessiva e ciumenta em relação aos dois jovens que lhe pertenciam. Arranharia e morderia qualquer um que quisesse fazer mal a eles, mas, o problema é que não aparecia ninguém em que ela pudesse cravar as unhas para defende-los.

Bast estreitou os olhos, virando a barriga para baixo e buscando alguma coisa para se distrair, talvez algum ratinho perambulando inocentemente... ou uma mariposa, ela adorava brincar com elas... Qualquer coisa...até mesmo uma baratinha para livrá-la daquela monotonia e de suas preocupações.

Mesmo de costas, ela podia escutar os barulhos das pequeninas patas dos dois pirralhos. Os dois ainda teriam que beber muito leite antes de conseguirem surpreendê-la. Ela ficou imóvel, quase como se estivesse dormindo, quando eles estavam suficientemente próximos, ela se virou, fazendo com que fossem os dois irmãos a se assustarem.

-Ahá, seus pestinhas - ela miou para os pequenos - Por que não estão no cesto, dormindo?

-‘Tava chato. E perdi o sono - Salem respondeu, com uma expressão marota.

-Ele me acordou - Selina respondeu, dando um longo bocejo e esfregando os olhos com uma das patinhas.

Bast revirou os olhos, tal qual sua humana costumava também fazer. Os pequenos adoravam dar trabalho, especialmente Salem, que parecia se divertir implicando com a irmã.

A meio-amasso começou a caminhar em direção da cesta onde antes deixara os dois para dormir.

-Vamos, pirralhos. Vocês prometeram a seus pais que iam se comportar e dormir cedo.

-Mas eu não quero dormir! - Salem gritou, enquanto, dava pequenos pulos para acompanhar a mais velha. - Não é justo os pais e os tios brincarem e a gente ficar aqui.

- Sal, eu não vou dar uma festa para vossa gatesa, pode tirar os ratos da chuva...

-Mas, Baaaaast... - ele quase ronronou, implorando.

-Então conta uma história para a gente, B - Selina pediu, em meio a outro bocejo - Eu gosto das suas histórias.

Lady Bast parou por alguns segundo, deixando os dentes à mostra, com um sorriso de dar inveja ao Gato de Cheshire.

-Tudo bem, teremos uma história então. O que querem ouvir?

-Sobre os grandes - Selina pediu com os olhos brilhando.

-Isso! Isso! - Salem concordou

A meio amasso cinzenta sentiu os olhos se iluminarem, lembrando-se das estripulias dos adultos.

-Bem... teve a primeira vez em que encontrei os tios...

“Uma bolinha prateada começou a pipocar entre os felinos e parou frente a eles tão de repente quanto surgiu:
- Oi, oi, oi!!!! Vamos brincar? Correr na grama verdinha? Brincar é melhor que brigar!! Vamos??

-Gato, que princesinha! Ela quer brincar, meu, que gracinha!..., disse Bichento, rindo.

-Eu sei quem é você, eu sei seu nome!, exclamou a bolinha de pêlo, pulando frente a Bichento. Você é o Bi-chen-to! Que nome engraçado, Bichento... Engraçado como você!

-Se isso é um elogio à minha pessoa felina, princesinha, valeu, pode crer...

-Eu também sei quem é você!! , exclamou a pequena, saltitando em torno do siamês. Você é o Jack Gordo!

-POR TODOS OS DEUSES!! Nem os filhotes me respeitam mais! Quem lhe autorizou a me chamar dessa maneira, filhote??, rosnou Jack, apontando a pata para a agora apavorada bolinha.

-Desculpa, desculpa!! Eu ouvi minha mamãe Meridiana conversando com sua mamãe Raven que o chamou de Jack Gordo, aí achei que era seu nome de verdade! Não quis irritar você, desculpa, desculpa!!

Está bem, mas não volte a me chamar assim.Eu não sou gordo, tenho o dorso largo!”.


-Ou quando eu achei estava perdendo os dentes... – Bast comentou, sonhadora e risonha.

“-Hum, desculpe, Tio Jack, achei que não ia doer!... Agora é você, Bichento, vou te pegar! Iupiii!

E saltou, feliz, sobre a barriga de Bichento, mordendo-lhe a orelha esquerda.

-Putz, princesinha, assim cê me arranca a orelha!! Isso enfraquece a nossa amizade, fala sério!!

Bast riu, rolando na grama. Jack se aproximou de Bichento, olhando atentamente para o chão; a certa altura parou, suas orelhas murcharam, os olhos arregalaram e seu corpo gordo se arrepiou todo.

-Cê tá passando mal, Gordo? Mia aí, gato, cê tá me deixando nervoso e.... CARAAACAAA!!!

-O quê? O quê? Também quero ver, também quero!!!, exclamou Bast, correndo até eles. Ah, não, de novo não! Mais um!! Ah, não... Buááááááááááááááááááááá!!!!!!!!

A cena era de cortar o coração. A pequena, desesperada, chorava com a carinha escondida entre as patas; Jack, aparvalhado, olhava ora para ela, ora para o pontinho branco, um dente, que jazia na grama; Bichento, coçando a orelha mordida, tremia os bigodes de nervoso.

-Gato, será que a princesinha tá desmanchando? O que a gente vai fazer, bicho? Ela é nova demais!!
-Buááááááááá!!! Eu vou ficar horrííííííveeeeeeel! Vou ficar bangueeeeeelaaaaa!!!

-Calma, meu amor, calma, vamos dar um jeito nisso, sim?, exclamava Jack, olhos marejados de lágrimas, enquanto aninhava a pequena junto ao seu barrigão. Precisamos encontrar Meridiana ou Lucien, Bichento, não podemos deixar a pequena sofrer assim, veja isso, meu Deus do céu!! Pobrezinha!!!

Em meio a esse caos, uma risada baixa e quente se fez ouvir.

-Gatos, o cúmulo da falta de jeito... Ficam nervosos com qualquer coisinha!

Os felinos olharam na direção da voz e ficaram sem fala. Uma linda gata parda de grandes olhos verdes sorria para eles, elegante e divertida. Depois se aproximou de Jack e delicadamente tocou a cabeça de Lady Bast, ainda aos prantos.

-Não chore, minha pequena, isso é assim mesmo. Você não ficará banguela para sempre. Todos os gatos perdem os dentes de leite quando filhotes, mas novos dentes, mais bonitos e mais fortes, nascem logo em seguida. Pode ficar sossegada!

-Tem certeza?, choramingou a pequena, enxugando as lágrimas.

-Claro, amorzinho, não tenha mais medo. Pena que seus amigos pareçam estar muito velhos para não se lembrarem mais de algo tão simples que também aconteceu com eles... Até mais, pequena, despediu-se a bela felina, piscando um olho. Ah, e já que perguntaram, rapazes, meu nome é Felícia e meu dono é Herman Mercury, Grifinória, completou, num ronrom macio.

Bichento e Jack, olhares vidrados, observaram, mudos, a bela felina afastar-se garbosamente”.

-E, é claro – ela completou, olhando com ternura os dois gatos menores que já ronronavam a sono solto no texto...

“- Ma beau enfants! Ma chèrie! - ronronou Lucky, emocionado. Recostada na poltrona, bastante cansada, Freyr repousava, enquanto quatro minúsculos gatinhos, ainda sem pêlo e de olhinhos fechados, nela mamavam preguiçosamente.

- Por meus bigodes, que gracinha!... - murmurou Jack, às lágrimas. Quatro belas crianças!

- É mesmo, são lindos!!! - exclamou Venom, saltitante. - Lindos!!

- Do caramba, meu, tô de cara - disse Bichento, sorridente. - Será que é tudo princesinha ou tem sacudo também?

- BICHENTO!!!!

- Pô, aí desculpa, foi mal...

- Lucky, meu amigo, parabéns, suas crianças são lindas... Parabéns para você também, minha amiga - ronronou Felícia. Freyr sorriu docemente.”


-Quando vocês nasceram e nossa família se tornou completa... – ela murmurou, puxando uma manta e pensando consigo, que, no fim das contas, talvez aquela fosse mesmo um dos melhores modos de se passar uma noite de sexta.



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