Tuesday, September 09, 2008

Bridge - Parte II


Após uma manhã inteira percorrendo lojas que vendiam produtos para bebês, Frida achou apropriado sugerir uma pausa para o almoço. Houve certa dificuldade até encontrarem um lugar apropriado para comerem – como era apenas o primeiro trimestre da gravidez, a polonesa ainda estava enjoando bastante. Mas depois de algum tempo percorrendo o shopping trouxa, acabaram por encontrar um pequeno restaurante que servia comida caseira. Adhara pensou consigo mesma que a futura madrasta não poderia estar mais correta, realmente havia comida para todos os gostos naquele lugar.

Depois de já acomodadas e com seus pedidos feitos a um garçom de aspecto simpático – uma salada diversa com frango desfiado para Frida e um prato de massa para Adhara – foi que as duas se viram com tempo suficiente em mãos para conversarem sobre outra coisa que não fosse roupinhas de bebês, berços, móbiles ou brinquedos.

- Frida... Tem algo que eu queria perguntar já há algum tempo, mas a oportunidade parecia nunca se apresentar... – começou Adhara, tentando o seu melhor para não aborrecer a mulher.

A polonesa a encarou com curiosidade e atenção, cruzando suas mãos sobre a toalha da mesa.

- Pode perguntar, Adhara.

A sonserina suspirou, não queria parecer indiscreta... Mas ao mesmo tempo, precisava saber quais eram os planos de Frida e seu pai, afinal aquilo acabaria também por afetá-la.

- A senhora e o meu pai pretendem se casar formalmente?

- Nós dois já conversamos sobre isso. – Frida fez uma pequena pausa, ponderando sobre o quanto da conversa entre ela e Kamus deveria revelar à Adhara, chegando à conclusão que não havia o que esconder ou adiar – Nós pretendemos nos casar sim, mas seu pai queria conversar com você primeiro. Mas como ele esteve demasiadamente ocupado nos últimos dias, não teve a oportunidade.

Adhara assentiu. Sabia que Frida não estava inventando desculpas para justificar a ausência ou reticência de Kamus, seu pai estivera realmente ocupado ultimamente (com mais coisas do que apenas suas tarefas no ministério, ela supunha), tanto que sequer aparecera no apartamento para visitá-las.

- Desde que meu pai me contou sobre você e o bebê... Eu já estava esperando por um casamento. Ele não tem mais vinte anos... E nem a senhora. – ela então levantou seus olhos e focou-os em Frida, percebendo que a mulher prestava atenção a cada palavra proferida – Eu acredito que seja uma decisão sábia, dar a essa criança um conceito mais tradicional de família. E também acredito que seja sábio, em tempos como estes, fortificar os laços com as pessoas que amamos.

- Eu fico feliz que você concorde com a nossa decisão, Adhara – a mulher sorriu mais uma vez, pousando delicadamente uma de suas mãos sobre a da enteada – Por mais que eu ame seu pai, não me sentiria confortável se você se sentisse contrariada com o nosso casamento. E, acredito, que Kamus também se sentiria incomodado. Ele pode não demonstrar de forma tão explícita, mas, tanto você quanto sua opinião, são importantes para ele. Talvez não o impedissem de fazer algo que ele precise ou deseje fazer, mas, ele, certamente, as teria em consideração.

A garota sorriu de lado. Sim, ela já sabia de tudo aquilo... Quando o pai havia lhe contado sobre Frida e o bebê, ele havia questionado expressamente o que ela pensava daquilo tudo. Também não havia lhe exigido nada na ocasião, apenas que se mantivesse aberta à possibilidade de receber a polonesa, e a criança que ela carregava, como parte da família.

Assim como a própria Adhara reconhecia que havia mudado nos últimos meses, seu pai também havia mudado... Frida o mudara.

Adhara sempre havia amado seu pai, apesar da aparente indiferença, da ausência constante, das dificuldades de comunicação... Havia tido crises, períodos de rebeldia, de incerteza, inúmeros desentendimentos que, ela sabia, serviram para abalar os sentimentos que nutria pelo pai. Mas ainda assim, nunca duvidara da existência destes... Mas sentia que agora poderia vir a amar este Kamus Ivory que estava sendo construído aos poucos, através do amor e cuidados dispensados por Frida, talvez ainda mais do que amava o antigo. E apenas por aquilo, ela já era incrivelmente grata à mulher que estava à sua frente.

Grata pela oportunidade de serem uma família mais verdadeira do que jamais foram.

Ela apertou a mão de Frida que estava sobre a sua, sabendo, pela ternura tão transparente nos olhos e no sorriso da polonesa, que ela mantinha exatamente a mesma expectativa para o futuro que lhes aguardava depois daquela guerra.

Baile de Inverno: ADIAMENTO


"Nas últimas semanas estivemos recebendo inúmeros e-mails de membros da CPBH insatisfeitos com o local escolhido para a realização do Baile. O maior problema relatado foi a distância e a falta de acessibilidade da Pampulha. Por esta razão, após uma longa reunião decidimos que seria melhor para todos realizar o evento em outro local, mas próximo e/ou mais acessível.

Como uma mudança como esta requer um certo tempo, decidimos que a melhor forma de realizar o Baile sem precipitações e erros é promover um adiamento do evento.

De certa forma, a vantagem é de que vocês ganharam mais um tempo para produzirem seus cosplays ou caracterizações e também para se preparar para o Baile. Além de um local mais fácil de chegar e mais perto.

A nova data será divulgada em breve e será marcada na primeira semana do mês de Novembro.

Para aqueles que já adquiriram o ingresso, este ingresso continua valendo e será aceito nas entrada do Baile em Novembro. Aqueles que não compraram, os ingressos continuam a ser vendidos, em lote único, na Livraria Leitura Savassi.

Em caso de dúvidas, por favor entrem em contato pelo e-mail dp.eventos@gmail.com , para receber em seu e-mail as novidades e informações como nova data e local, basta enviar um e-mail para dp.eventos@gmail.com com o assunto: News Baile.

Todas as novas informações serão postadas na Comunidade Potteriana de BH no Orkut e no site oficial do Baile.


Como vocês podem ver, CPBH não mede esforços para agradar a todos os membros, portanto continue participando ativamente da comunidade, fazendo suas críticas e sujestões, pois estamos sempre ouvindo e SIM nós levamos a sério suas opiniões.


Equipe CPBH"

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