Revelações - Final
- Para quando é o bebê?
A expressão de Kamus suavizou-se minimamente e ele sentiu-se satisfeito ao notar que a filha estava começando a reagir como deveria às notícias.
- Para o próximo ano. Provavelmente fevereiro.
Adhara anuiu.
- E o que acontece agora? – a garota levantou o rosto para encarar o pai – O senhor vai se casar com ela?
O Auror não pareceu ter uma resposta pronta para aquilo, visto ter gasto alguns segundos em silêncio antes de respondê-la:
- Ainda não discuti esse assunto com Frida. Mas penso em, ao menos, levá-la para morar conosco.
- Meridiana também vem?
Kamus fitou o rosto impassivo da filha, sentindo-se um tanto surpreso às conclusões imediatas que Adhara havia chego. Ele próprio ainda não havia parado para pensar sobre o futuro da menina Johnson, mesmo porque até o dia anterior eles não sabiam se Meridiana teria um futuro ou não.
Mas reconheceu que aquela, sem dúvidas, era uma pergunta bastante pertinente. A garota era completamente órfã agora e os parentes trouxas de Nicholas deixaram claro no enterro do escritor que não queriam ter nada a ver com Meridiana. O único parente vivo dela agora era Ludovic e, por razões mais do que óbvias, ela não poderia ficar com o tio.
Parecia-lhe certo que Frida gostaria de se responsabilizar pela sobrinha até que Meridiana atingisse a maioridade em setembro, mas, da maneira como as coisas estavam se desenvolvendo no ministério, não duvidava que, na falta de alguém mais, as autoridades delegassem a tutela da jovem para o tio.
Porém havia uma outra coisa à qual Kamus não dirigira pensamento até então. Ele era, afinal de contas, o padrinho de Meridiana Johnson. E aquele era um tipo de compromisso de valor extremamente expressivo entre bruxos. Na falta de ambos os pais da garota, era ele a próxima pessoa apta a exercer a guarda, com preferência, inclusive, frente a qualquer parente em linha reta ou colateral.
Ele era agora o responsável por aquela garota... Tanto quanto era responsável por Adhara ou por aquele bebê que iria chegar.
- Caso ela deseje vir morar conosco, – iniciou Kamus – então será bem-vinda entre nós.
A sonserina assentiu. Não podia dizer que a perspectiva de ter a prima morando em sua casa a desagradava. Pelo contrário, Nicholas Johnson havia a recebido em sua casa como parte da família nas poucas vezes em que estivera por lá... E agora que o escritor faltava à filha, parecia que retribuir acolhendo Meri entre eles da mesma forma era apenas a coisa mais justa a se fazer.
- O que você acha de tudo isso, Adhara?
Ela sentiu-se inegavelmente surpresa com a pergunta do pai, e deixou esse sentimento transparecer em seus olhos quando o encarou. Não pensou que realmente teria o direito de opinar em alguma coisa.
Kamus a fitava com atenção e interesse e a garota soube que deveria lhe responder com seriedade, pois uma chance para de fato ser ouvida pelo Auror não era algo oportunizado todos os dias.
- Eu acho que mal conheço a Frida. – respondeu-lhe, sincera – Hoje foi a primeira vez em que conversei a sós com ela e eu não estou pronta para chamá-la de mãe.
Ivory assentiu silenciosamente, ele não podia negar que entendia o ponto de Adhara e realmente concordava que a garota havia tido muito pouco contato com Frida até o momento. Ainda assim, confiava que ambas poderiam chegar a bons termos uma vez que se conhecessem melhor. Ao menos a polonesa já parecia simpatizar e preocupar-se com a garota.
- Eu jamais lhe pediria para fazer isso, Adhara. – ele disse à filha, com a mesma sinceridade que a moça adotou ao falar-lhe – Eu estou, de fato, disposto a receber Frida e o bebê nesta família, mas não vou demandar de você que faça o mesmo. A única coisa que eu lhe peço é que mantenha-se aberta a essa possibilidade, como você também se abriu à Meridiana.
Adhara deixou um pequeno sorriso escapar diante daquilo, sentindo-se aliviada e até grata pela compreensão do pai. E se ele estava realmente disposto a mostrar tanta tolerância, então ela supunha que poderia tentar o mesmo.
- Claro. Isso eu posso fazer. – ela concedeu, parecendo tranqüila diante da possibilidade.
Kamus assentiu, também suavizando sua expressão.
- Então eu acredito que temos um acordo. – disse o Auror.
- Sim, nós temos.
E então houve um daqueles raríssimos momentos em que pai e filha de fato sorriram, como se com isso selassem o pacto. Não passou de um curvar discreto de lábios, mas ainda assim era o suficiente para ambos. E eles apreciaram o restante do chá silenciosamente na companhia um do outro.
Notas: O Instituto de Magia Geldud procura jovens senhoritas que desejem frenquentar essa exclusiva escola de Magia na Holanda. Detalhes no endereço: institutodemagiageldud.blogspot.com/.
SOBRE O CONCURSO: Pois é...não sei se foram as férias ou as voltas às aulas ou o que...A única coisa que eu sei é que praticamente ninguém se arriscou a descobrir as referências do Mad Tea Party.
Assim, o poster de Harry Potter e as Relíquias Mortais vai para a Anna Telles, que enviou os seus palpites. (Anna, manderei um e-mail em breve para combinarmos como você vai pegar o poster)
Quanto aos demais prêmios, a princípio, estou prorrogando os palpites de vocês até a próxima sexta. Depois disso, se mesmo assim ninguém mais se manifestar, já tenho uma idéia de para quem enviar.
No mais...
*Para quem AINDA quiser participar do concurso, mas pegou o bonde andando, todas as fics do Mad Tea Party podem ser lidas AQUI.
*Para ler as fics da semana clique AQUI.
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