Sunday, July 06, 2008

Fic Especial: Mad Tea Party – Parte 18




Agora ela ia realmente se esborrachar. Qual era a explicação de Freud para sonhos em que você está caindo, caindo, caindo, cain...

- Ai!

Ela não estava mais caindo. Na verdade, estava flutuando no ar. Sentada em alguma coisa. Alguma coisa que estava voando.

Ela virou a cabeça, deparando-se com um rapaz todo vestido de verde, contrastando com os cabelos azuis. Ela conhecia aquele garoto.

Darien Semog. Se bem que, ali, ele devia ser o Peter Pan.

- Hum... Olá. - ela murmurou, dando um tchauzinho com a mão.

- Olá. - ele respondeu - Você tem sempre o costume de cumprimentar as pessoas sentada nas costas delas?

Mina olhou para baixo, balançando os pés no vazio.

- Eu caí? Desculpe, não parece fazer muito sentido, mas eu estava caindo do céu e...

Ele deu um loop, fazendo com que ela escorregasse de suas costas. Mina, contudo, não chegou a cair muito mais, pois logo estava um tanto desconfortavelmente segura entre os braços do garoto.

- Bem melhor agora. - ele observou - Não dá para voar com alguém sentado nas suas costas. - ele a encarou mais atentamente - Você é uma fada? Eu nunca ouvi falar de pessoas caindo do céu.

- Na verdade, eu estava voando no meu dragão particular, mas ele decidiu que estava com fome e me deixou para trás. - Mina respondeu, decidindo que sentido por sentido, se ele não fazia sentido, ela também não faria. Dessa forma, eles com certeza se entenderiam.

Os olhos de Peter-Darien brilharam.

- Um dragão? Você me emprestaria seu Dragão para resolver uns problemas com uns piratas? Seqüestraram meus amigos. Eu preciso resgatá-los. Um dragão certamente seria muito mais efetivo que o velho Crocodilo, ainda que o Gancho...

- Eu não sei onde está meu dragão, ele só vai voltar quando tiver terminado de comer... Aliás, eu também estou com fome. Vamos fazer um trato, certo? Você me arranja comida e eu ajudo com os piratas.

Depois disso, eles prosseguiram com o vôo, agora em silêncio. Volta e meia ela se remexia, um tanto inquieta – estavam cada vez mais alto; lá embaixo, a paisagem ficava mais e mais longínqua.

- Medo de altura? – Peter Darien perguntou, sem olhar diretamente para ela, orientando-se pelas estrelas para encontrar seu caminho até a Terra do Nunca.

- Não exatamente. – a garota confessou – Só estava me lembrando de um acidente que aconteceu há muito tempo. A idéia de cair já está se tornando razoavelmente familiar. Meu único problema é onde eu caio.

Ele sorriu, assentindo.

- Acho que entendo. Bem, ali é a Terra do Nunca. Já estamos chegando!

Meia hora depois, Mina estava confortavelmente sentada no esconderijo dos meninos perdidos, às voltas com um sanduíche frio de peru. De acordo com seu anfitrião, aquilo era “comida indígena”.

- Wendy também foi seqüestrada? – Mina perguntou enquanto, sob as vistas do rapaz, devorava seu jantar.

- Já faz alguns anos que Wendy e seus irmãos se foram. – ele confessou, um tanto tristemente – Como você a conhece?

- Eu não a conheço. Só sei a história. – Mina respondeu – Isso significa que o Gancho nunca desiste, certo?

- Nunca. Mas então... onde está seu dragão? – ele perguntou, curioso, como se a qualquer momento ela fosse tirar um dragão da manga da camisa.

- Eu não tenho certeza. – Mina respondeu com um suspiro resignado, torcendo para que Darien Pan esquecesse da história do dragão. Também, com tantas desculpas para estar caindo do céu, por que ela não dissera que era uma estrela cadente? – Mas se você arranjar umas flechas e um arco, eu tenho certeza que vou poder ajudá-lo.

Os olhos dele se arregalaram.

- Você é uma guerreira? Não parece...

Certamente, com aquele vestidinho azul cheio de babados, a última coisa que ela pareceria é com uma guerreira. Pelo menos não estava mais usando o lacinho...

- Na verdade, sou uma domadora. Domadora de dragões. – Mina respondeu – A roupa é... bem, não deu tempo de me trocar.

- Tudo bem. – ele deu de ombros – Eu vou lhe arranjar um arco.

Ele deu um assobio alto. E, num instante, um pontinho de luz veio brilhando célere na direção deles.

A fada Sininho.

Ela era pequena e brilhante demais para que Mina conseguisse enxerga-la direito. Mas, pouco depois, um arco estava a sua frente e então, Mina só teve olhos para ele.

Era de madeira clara, muito mais maleável que aquele que usava nas Hébridas. As flechas tinham penas coloridas, vibrantes, alegres.

Bendito seja o pó de pirlimpimpim... O que quer que isso significasse. Bom Merlin, quanto mais tempo passava entre aqueles sonhos, mais sem sentido ela ficava.

- Agora você já comeu e já tem suas armas. É hora de visitarmos os piratas. – Peter levantou-se entusiasticamente – Sininho, ensine-a a voar.

Mina ouviu um zumbido malcriado em resposta.

- Você entendeu o que eu quis dizer – o rapaz de cabelo azul deu um sorriso de lado.

Ainda resmungando – ou zumbindo, a depender do ponto de vista – a fada voejou sobre a cabeça de Mina, despejando sobre a garota um pozinho dourado.

Os pés da domadora deixaram o chão.

continua


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*Respondendo às dúvidas, as dolls do Mad Tea Party foram feitas por mim, Meri,e pela Mina, a maioria sando candydolls como base, editando as roupas no Photoshop.

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