Thursday, July 31, 2008

Breaking Dawn - Parte 3


A chuva castigava o rosto de Meridiana, mas mesmo assim, ela continuava caminhando, forçando passagem contra o vento que parecia querer empurra-la para trás. Ela abraçava o próprio corpo, apesar do gesto não conseguir aquece-la de modo algum.

Quando saiu do palacete dos Thorne, o dia estava terminando, e pesadas nuvens escuras adornavam ao seu em meio ao dourado do crepúsculo. Agora já era noite cerrada, e fazia pelo menos um par de horas que a água despencava violenta do céu.

Meri estreitou os olhos ao ver algumas luzes se destacando em meio ao borrão da cortina de água. Finalmente estava chegando à cidadezinha que Aribeth havia mencionado...

Wallsburg.

Meridiana já havia escutado aquele nome antes, nas aulas de História da Magia. Ela se lembrava que aquela cidade possuía aquela alcunha por ser próxima da muralha de Adriano. Antes dos bruxos instituírem as leis de sigilo, antes mesmo dos trouxas começarem a temer magia, a vila era famosa pela grande feira que realizavam em maio, pouco depois das festividades do “Jack in the Green”. Era uma das maiores confraternizações entre os dois povos em toda a Inglaterra.

Com o passar dos séculos, as histórias da feira viraram lendas entre os trouxas, os bruxos sendo substituídos por seres encantados e sobrenaturais. Até mesmo a história do trouxa que se casara com uma bruxa que salvou depois de uma queda em uma vassoura ganhou ares sobrenaturais, se tornando o conto de um príncipe perdido que amou uma estrela cadente.

Toda a verdade acabou se perdendo nas brumas do tempo, se tornando contos de fadas.

Fosse por escolha própria, Meridiana teria apreciado visitar a pequena vila que parecia parcialmente perdida naquele passado adulterado...Contudo, no momento, ela tinha outras preocupações que conhecer as lendas e histórias locais.

Ela precisava avisar a todos que escapara...

Meridiana avistou a placa de uma pequena lanchonete, entrando sem cerimônias porta adentro. Precisava de um lugar para fugir da chuva.

E precisava de um telefone.Ela não tinha mais uma varinha, não poderia usar um patrono para se comunicar. Tampouco uma coruja ou a rede de flu. Um meio trouxa de comunicação era a solução...Ela ligaria para Herman...ele tinha um telefone em casa...sim, ligaria para ele...

Com esse pensamento em mente, ela sentou-se na primeira mesa vaga que encontrara. Antes de tudo, precisava recuperar as forças, estava cansada demais...e começava a se sentir zonza.

A lanchonete estava praticamente vazia...além dela parecia haver apenas uma garçonete, com cerca de quarenta anos ou mais, e alguns poucos clientes, portanto a entrada de Meridiana não passou despercebida, especialmente considerando-se o estado lamentável que ela deveria ter.

Mal ela se sentou, a garçonete se aproximou, solícita. Contudo, antes que a mulher perguntasse alguma coisa, ou mesmo Meridiana pedisse para usar o telefone, a ruiva sentiu a vertigem aumentar, as vistas escurecendo...

Ela desmaiou, sua queda sendo amparada pela mulher de meia-idade, que gritava por ajuda.

*****************


Lucien estava concentrado, organizando, na estante, alguns arquivos, livros e manuais que o velho August requisitara. Aquilo fazia parte de uma das várias tarefas que o homem delegava ao austríaco desde que ele se juntara ao grupo.

O rapaz não poderia reclamar que seus últimos dois meses não haviam sido produtivos, aprendera a lutar e se defender, coisas que sabia que iria precisar cada vez mais, realizara serviços que exigiam estratégia e capacidade de administração. E chegara mesmo a sair em alguns trabalhos de campo.

Como prometera a August, Lucien demandou todo seu empenho e lealdade naquelas tarefas. Contudo, apesar de ter pagado o preço, ainda não recebera o que realmente desejava.

Muitas foram as ocasiões em que pistas promissoras do paradeiro de Meridiana surgiram, entretanto, cada uma se revelou como uma frustrante decepção.

Mas, ele não iria desistir...nunca desistiria até encontra-la.

Mesmo imerso em seus pensamentos, Lucien notou quando seu chefe abriu a porta, chamando-o com certa urgência. Aprendera a estar sempre alerta.

-Rapaz, minhas fontes relataram que encontraram uma moça desconhecida com as características da Jonhson em uma vila no norte da Inglaterra.

-Você tem certeza? – ele desceu da escada onde se apoiava para guardar os livros, sentindo o coração quase lhe sair boca afora, de ansiedade – Não é outra pista equivocada?

O velho balançou a cabeça.

-A coisa é séria...Acho que desta vez você vai rever a sua garota. Estão lá fora te esperando para ir vê-la.

-Obrigado – ele murmurou, correndo porta afora.

Ele iria rever Meri...finalmente, ele iria ter a pessoa que lhe era mais importante ao seu lado.

continua

Nota: SÁBADO TEM POSTAGEM!

Expresso na Monet


Novamente o Expresso Hogwarts foi mencionado em um meio de publuicação brasileiro. Desta vez foi em um reportagem que sai na revista Monet - da Net - sobre blogs, sites e fanfics.

Queria agradecer primeiro à Olívia (Amy) que nos avisou sobre a publicação! E segundo, ao Darien, que comprou e scaneou a revista para que ela fosse postada aqui.

Abaixo vocês podem ver a página da publicação e o detalhe onde aparecemos. Basta clicar para ampliar.




Raven Premiada


Aproveitando a deixa, anuncio que um conto de nossa querida Raven foi o vencedor de um concurso literário!

E não é a primeira vez que isso acontece! Abaixo um breve currículo da nossa sonserina do coração.

- Participação no I Salão Universitário de Cultura da UFJF, oferecido pela Universidade Federal de Juiz de Fora no ano de 1994, tendo sido contemplada com o terceiro lugar na modalidade conto com o texto O Rubi;

- Participação no Concurso Literário Vulmar Coelho no ano de 2004, oferecido pela Academia Matiense de Letras e Artes da cidade de Matias Barbosa / MG, tendo sido contemplada com o primeiro lugar na modalidade conto com o texto O Rubi;

- Nova participação no supracitado concurso no ano de 2008, tendo sido contemplada com o primeiro lugar na modalidade conto, com o texto Questão de Honra;

Os dois contos premiados estão disponíveis na coletênea Sabás em dias de semana e outras histórias. Para conferir, basta clicar na capa do seu livro logo abaixo:

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