Breaking Dawn - Parte 1
A moça estava sentada na cama, fitando as próprias mãos, pensativamente. Havia possivelmente cerca de dois dias, talvez mais, talvez menos, que Ludovic partira em missão para o Lord das Trevas. Meridiana não podia ter certeza , o passar das horas e dos dias, pareciam confusos a ela desde que fora encarcerada. Ironicamente, o relógio que o Conde Camposanto lhe dera era a única coisa que ainda a permitia a ter certa noção do fluir do tempo.
Meridiana mordeu os lábios com força, um hábito que se tornara freqüente desde a última conversa que tivera com Ludovic. Ela estava decidida, pois não havia outra saída...Ela não iria ceder ao desejo do tio em se tornar uma comensal, contudo, já perdera as esperanças de ser resgatada.
Era a única solução. O único modo de fugir daquele tormento e se vingar do tio em um único golpe, afinal, o que ele desejava não era a ela, Meridiana, como sua pupila e "filha", como herdeira a perpetuar a grandiosidade dos Black-Thorne?
Sem ela, Ludovic não teria mais nada.
Entretanto, Meri se perguntava se teria coragem - ou, como ela estava mais compelida a pensar, covardia - para levar adiante seus propósitos. Se o tio lhe concedesse uma varinha no dia em que ela supostamente faria a iniciação para se tornar uma assassina a serviço dele, bastaria que Meri usasse um desintegritas em si mesma, e tudo o que restaria da moça no mundo seriam partículas que se confundiriam com o ar...Contudo, se ele permitisse a ela apenas o uso do punhal, ela não saberia se o empenho dela seria tão grande.
O que mais doía à moça era não poder pedir perdão às pessoas que ela amava por aquele momento de fraqueza e desespero... especialmente a Lucien...esperava que algum dia ele pudesse ser feliz, mesmo que não fosse ao lado dela.
A ruiva levantou o rosto, observando o pacote retangular que estava encostado na estante de livros. O presente que o tio deixara antes de partir.
Ela não tivera ânimo nem curiosidade para ver o que se escondia sob o pacote. Todavia, ela sabia que precisava fingir até o último minuto que aceitara se submeter aos desígnios de Ludovic, portanto, precisava abrir o presente assim como precisaria fingir que o apreciara quando o comensal retornasse.
Ela levantou-se da cama, indo até a estante. Sentou-se no chão, rasgando, sem cerimônias o pacote prateado que envolvia o presente. Os lábios de Meridiana se entreabriram em surpresa. Era, para ela, quase impossível conceber que alguém pérfido como Ludovic possuísse capacidade de escolher algo tão belo.
Meri tinha em suas mãos um quadro onde podia ver a imagem de uma fada de cabelos fartos, rubros e encaracolados, sentada no chão, como uma floresta outonal ao fundo.
Era a imagem do patrono que outrora pertencera a Elizabeth, o mesmo patrono que sua filha, Meridiana, agora possuía.
A fada encarava a moça com um olhar imponente e desafiador, a ruiva, por sua vez, tentou falar alguma coisa com a pintura, mas a outra apenas meneou a cabeça, indicando que não compreendia o que Meri dizia.
Meridiana deu um suspiro, parecia que não teria com quem conversar, mas, ao menos, a companhia daquela imagem era melhor que o vazio ansioso que trazia dentro de si enquanto esperava o retorno do tio.
Ela aproximou o quadro da parede de pedra, na parte acima da cama, onde a superfície não era tão arredondada como no resto do recinto. Em um passe de mágica, o quadro aderiu-se à parede.
Meridiana deixou-se cair para trás na cama, ficando a observar a imagem. Quando a fada se cansava de ficar sentada, alçava vôo pela floresta que havia às costas dela. Era algo belo de se ver, e Meri deixou-se ficar observando aquele vai e vem, até que as pálpebras pesaram e ela adormeceu.
Quando a moça abriu os olhos, fitou novamente o retrato. Havia uma mulher ruiva lá, mas, algo estava diferente. Não havia asas, os cabelos eram mais lisos, e ela parecia mais velha que a imagem anterior. Meri sentou-se na cama, esfregando os olhos para ter certeza que estava enxergando direito, ou se ainda era efeito do sono. Entretanto, uma surpresa maior se revelou assim que a moça se sentiu um pouco mais desperta, pois a mulher do retrato, a cumprimentou em um inglês perfeitamente fluente e claro:
-Faz muito tempo que não nos vemos, pequena sidhé
continua...
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