Fic Especial: Mad Tea Party – Parte 14
- Não adianta. Nós já tentamos. - o rapaz falou.
- Mas não se preocupe... vai dar tudo certo - a ruiva chamou a atenção para si. Seu olhar era sereno e confiante - Nós temos um plano.
- Sim, um plano. - o rapaz concordou, e os dois prisioneiros fitaram um ao outro com sorrisos quase maquiavélicos.
- Ok, eu gosto de planos. - Mina coçou a cabeça - Qual é o plano?
- Nós vamos empurrá-lo - os dois falaram em uníssono - Vamos empurrá-lo para dentro do forno.
Mina os observou em silêncio por alguns instantes, deixando que as palavras deles entrassem em sua mente. Depois, voltou-se mais uma vez para o retrato, onde a figura de Ludovic Black-Thorne parecia olhar para ela. Ela suspirou.
- Eu vou tentar tirar vocês daí.
- Não! - a ruiva gritou, ao mesmo tempo em que a casa parecia estremecer - Você tem que ir embora... Agora!
Ela olhou apavorada para ao rapazinho, que deu um suspiro antes de se dirigir novamente para Mina
- Ela tem razão. Não escutou a casa sacudindo? Ele chegou, ele está vindo para cá. Se ele te vir aqui, ele...
- Ele o quê? - Mina perguntou, cruzando os braços - Vai me prender e me devorar?
- Não... - a moça balançou a cabeça - Ele vai te matar... bem devagarzinho, só porque você conversou com a gente. Ninguém pode conversar com a gente. Só ele...
Mina mordeu os lábios.
- Mas tem de haver alguma coisa que eu possa fazer!
- Mas você já fez - o rapaz respondeu, com uma voz repleta de gratidão - Você veio nos visitar...
- Não acho que seja o suficiente. - Mina bufou, sacudindo novamente as grades, desejando que sua força de vontade fosse o suficiente para soltar os dois.
A moça de cabelos carmesim se levantou, caminhando até Mina e pousando as mãos sobre as dela.
- Foi mais que o suficiente, mas se você quer dar mais alguma coisa, poderia ser seu laço de fita... Para nos lembrarmos de você.
- E talvez ele ajude a acender o forno quando chegar a hora, o moreno brincou.
Mina abaixou ligeiramente a cabeça. Finalmente, ela levou as mãos ao laço, desfazendo o nó que prendia seus cabelos, que caíram muito lisos por seus ombros, estendendo então o tecido para Meri.
- Aqui está. - ela suspirou profundamente, dando as costas aos dois, aproximando-se de uma das janelas - Eu sinto muito...
Até alguns instantes atrás, contudo, aquela janela não estava ali. Tristonha pelo fato de que não havia mais nada que pudesse fazer, ela sequer se deu conta desse fato.
E, com um único movimento, escorregou para fora. As brumas da casa devoraram a janela, e se estenderam em direção à Mina, envolvendo-a por completo. A moça tentou gritar, mas, como antes, estava paralisada. As cortinas de névoa finalmente de abriram, revelando o interior de um quarto, aparentemente trouxa. Sentado em uma cama, estava o rapaz que Mina havia acabado de conhecer como Hansel. Do outro lado do recinto, estava Meridiana, muito mais magra e abatida do que Mina jamais a vira. A ruiva olhava fixamente para o moreno.
- Vá embora. - foi o que ela disse para ele - Volte para a Grécia o mais rápido que puder.
Ele arregalou ligeiramente os olhos, surpreso pela maneira abrupta com a que ela dissera aquilo.
- Não. – ele respondeu antes que pudesse perceber o que estava acontecendo – Eu não posso ir.
- Você não entende? – ela continuou, quase exasperada, a urgência de que ele escapasse daquilo antes que fosse tarde demais, fazendo com que continuasse, sem perceber que, talvez, aquela conversa não estivesse fazendo muito sentido; ainda que, para ambos, fizesse todo o sentido do mundo – Ele ainda não sabe sobre você... Você ainda tem uma chance... Tem uma escolha...
Ele abaixou os olhos, meneando a cabeça.
- Eu não posso. – ele repetiu.
Mas por que ele não podia? O que ainda procurava ali? O que queria de verdade? Ele já tinha respostas suficientes para suas perguntas. Então, o que ele ainda precisava?
A verdade é que ele jamais poderia voltar a ser a pessoa que fora antes. Ele não poderia voltar para a Grécia e fingir que nada daquilo tinha acontecido.
- Não se pode fugir do destino. - ele disse, encarando a ruiva com um olhar firme.
Silêncio...Mina quase podia tocar o silencio que se instaura entre os dois, talvez até o conseguisse, caso pudesse se mexer.
- Ludovic não deveria ser o destino de ninguém... - Meridiana murmurou - Especialmente se ele decidir que ama você...
A cena do sonho tremulou rapidamente, acelerando-se a ponto de Mina não conseguir discernir o que acontecera ou as palavras que foram trocadas logo após Meridiana mencionar o tio. Tudo que o ela conseguiu enxergar foi o rapaz caminhando em direção à ruiva, que agora estava sentada no chão. Ele sentou-se ao lado dela, permanecendo em silêncio...
continua
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