Wednesday, June 25, 2008

Fic Especial: Mad Tea Party – Parte 13



Quando Mina reabriu os olhos, percebeu que estava, na verdade, deitada numa grama verde, o sol brilhando sobre ela, parecendo sorrir, enquanto pássaros cantavam por entre as árvores que cresciam ao seu redor.

Não muito longe, havia uma casa. Ela suspirou, sentando-se, observando a construção com certa curiosidade. Havia qualquer coisa ali que parecia... destoar da idéia de casa que havia em sua cabeça.

- Bem, eu não vou descobrir se não for até lá... Fora que eu certamente vou encontrar alguém importante pra mim lá... Ou, pelo menos, até agora, eu só visitei sonhos de pessoas que eu conhecia...

Assim, ela se pôs de pé e começou a caminhar...

Somente quando se aproximou do casarão de dois andares é que ela percebeu o que havia de errado com a construção: as paredes eram cinzentas, mas não pelo desgaste do tempo ou pelo mau gosto de seu proprietário, mas sim porque eram feitas de névoas; névoas densas e turvas.

Movida mais pela curiosidade que pelo bom senso - coisa, aliás, que vinha fazendo desde que tudo aquilo começara - ela encostou a mão na porta de brumas.

Grande erro.

No mesmo instante que a palma da domadora encostou a superfície brumosa, seus dedos começaram a afundar. Em poucos segundos, seu braço foi envolvido quase por completo. Instintivamente, ela colocou a outra mão contra a porta, para empurrá-la, de modo que fizesse o braço preso se soltar. O resultado foi Mina ter agora ambos os braços presos.

- Ótimo! Estou igualzinho ao coelho que ficou preso ao boneco de piche!!!! Talvez seja adequado, afinal, meu irmão é um coelho... - ela observou para si mesma - Se bem que na história original, quem fica preso é Anansi, o deus-aranha... Hum... Isso significa que eu sou uma aranha ou um coelho?

Mina não teve, contudo, muito tempo para chegar a uma conclusão em sua crise aracno-coelhexistencialista, pois, mal terminou sua pergunta, seu corpo foi completamente envolto pela neblina cinzenta, e, mais uma vez, ela tinha que lutar contra a gravidade ou cairia de cara contra o chão de pedra do interior do casarão.

Como não havia em que apoiar, Mina deixou que o corpo continuasse pendendo para frente até se espatifar com a superfície que no final das contas era macia como um grande tapete de lã. Aliás, ele parecia realmente com um tapete de tons tão acinzentados e escuros como o resto da casa, como ela agora percebia, ao se levantar.

- Olá? - Mina perguntou, ligeiramente hesitante.

Não houve resposta. A domadora decidiu continuar andando pelo longo corredor até escutar murmúrios, que pareciam uma canção...

"There always a way to back at home...There always a way to back at home..."

Ela apressou os passos em direção à voz, o coração pulsando rápido ao reconhecer aquela voz.

- Meri! - ela quase gritou, ansiosa por ver a amiga que acreditava estar desaparecida.

Quando chegou ao final do corredor, deu de cara com um amplo salão, tomado quase que completamente por uma gaiola de barras rebuscadas e douradas.

Realmente, havia uma moça lá. De cabelos vermelhos, mas curtos. Vestido também rubro, a não ser pelo corselete negro. Sentada diante de uma penteadeira, cantarolando, enquanto escovava os cabelos. Próximo a ela, um rapazinho observava, compenetrado, um tabuleiro de xadrez.

Ambos estavam presos. Cercados de luxo inimaginável, mas, ainda assim, presos.

- Meri? - Mina repetiu, fazendo com que os dois jovens a encarassem com olhos identicamente verdes e um pouco opacos.

- Não. - a ruiva murmurou - Sou Gretel ou Maria, se preferir. Este aqui é...

- Deixe-me adivinhar - Mina interrompeu, sorrindo para o moreno. Embora não o conhecesse, deveria existir uma razão para ele estar ali ao lado da ruivinha - João...

- ou Hansel. - ele respondeu, enquanto "Maria" se levantava da penteadeira, sentando ao lado do rapaz, segurando-lhe uma das mãos.

- O Devorador de Almas nos prendeu aqui .- a moça disse, deixando uma ponta de melancolia escapar em sua voz.

- Quem? - Mina perguntou, embora já intuísse quem poderia ser o monstro a quem a ruiva se referia.

- Ele. - o rapaz apontou para algo à esquerda de Mina. A moça ajeitou os óculos, notando na parede um imenso quadro de um homem, com um rosto que parecia feito de massa de pão, olhos feitos de botão verde-musgo, unhas cumpridas e cabelos de lã vermelha. Ela piscou os olhos, e, no instante seguinte, a imagem se transfigurou, revelando um homem ruivo, não menos assustador que a imagem anterior.

- Minha mãe era uma fada, ele arrancou as asas dela, antes de devorá-la. - Meridiana-Gretel falou.

- A minha era uma mariposa. Ele a encantou com a chama de uma vela. - o rapaz falou - Ele ainda a está devorando...

Mina sentiu um frio na barriga ao escutar aquilo. Meridiana seria a próxima, ela e o companheiro de cela. Ela não poderia deixar que isso acontecesse, não poderia ficar de braços cruzados enquanto a amiga era destruída. Ela aproximou-se das grades de ouro, testando a resistência delas.

continua

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