Sunday, June 22, 2008

Fic Especial: Mad Tea Party – Parte 12


Mina não se lembrava de ter visto algum dia aquele rapaz na vida. Definitivamente, ele não se parecia com ninguém que conhecera em Hogwarts. Ele tinha cabelos castanhos, emoldurando um rosto que parecia irradiar gentileza.

Os olhos dele também eram escuros, calorosos. Ele sorria, contente, como se tivesse encontrado algo que há muito procurara. E não era preciso ser exatamente um gênio para descobrir do que se tratava.

O príncipe retirou as luvas que usava, abrindo o esquife sem experimentar qualquer das dificuldades que a domadora tivera. Por alguns instantes, ele observou Adhara, levando uma mão ao rosto dela, acariciando-a de leve antes de se inclinar.

Mina se encostou de volta à árvore, respirando fundo. Ok, ela era curiosa. Mas sabia respeitar alguns limites. E era mais que óbvio que, aquele momento, aquela cena, não era para seus olhos.

Ela contou até dez em sua cabeça. E depois, voltou a olhar. O príncipe se afastara, encarando Adhara com certa expectativa. E então, o peito dela se mexeu, demonstrando que ela voltara a respirar, antes que ela abrisse os olhos, piscando-os algumas vezes, como se tentasse se acostumar com a luz, para só então perceber o rapaz ao seu lado.

Ele a ajudou a se levantar e os dois se encararam sem dizer nada. Mina deu um meio sorriso. Ela não fazia a menor idéia de quem era o rapaz, mas tinha absoluta certeza de que ele era o garoto certo para a morena.

A neve começou a cair mais forte, envolvendo as duas figuras num véu de neblina, enquanto Mina tentava se proteger do vento, abaixando-se de encontro ao chão.

Mas, de repente, não havia mais frio, nem vento, nem neve. Ela não sabia onde estava, não podia mais se mover, mas, de qualquer forma, estava satisfeita.

Pelo menos, dessa vez, ela não tivera de cair. E nem houvera árvores malucas tentando matá-la. Talvez ainda houvesse esperanças, afinal... Infelizmente, nesse momento, ela percebeu que a posição em que se encontrava no momento não era exatamente das mais confortáveis. Estava deitada contra o chão, o nariz perigosamente próximo de um tapete, o pescoço ligeiramente contorcido para cima.

E havia um par de pernas à sua frente. Ela ergueu ligeiramente os olhos, dando de cara com o mesmo garoto que acordara a princesa Branca de Neve minutos antes. Quem era ele afinal?

Com cuidado, ele tirou os sapatos, antes de se deitar na cama – por sorte, apesar de ser uma cama de solteiro, era um pouco mais larga que as normais. Ele voltou-se para a face adormecida de Adhara, observando-a por alguns instantes.

Mesmo dormindo, o rosto dela mantinha a expressão séria com que ele se acostumara. Cerrou ligeiramente os olhos, relaxando aos poucos. Talvez aquele tivesse sido um dos motivos pelos quais tinha se apaixonado por ela.... aquele jeito meio triste, meio ferido... Ainda que nem ela mesma percebesse...

Voltando a abrir os olhos, ele passou um braço por cima da cabeça dela, trazendo-a para si. Delicadamente, ele passou os dedos pelos fios castanhos, enquanto beijava ternamente a testa dela.

- Eu prometo que vou cuidar de você. – ele murmurou baixinho, quase rouco – Prometo que vou me esforçar para que você sempre tenha motivos para sorrir.

Cuidadosamente, ele puxou o cobertor pesado que estava aos pés da cama sobre eles, deixando apenas o topo de suas cabeças para fora da alcova.

Ainda em seu sono, Adhara aproximou-se mais dele, como se fosse inconscientemente atraída pelo calor de outro corpo próximo ao seu. O rapaz deixou um sorriso escapar ao sentir o aperto dos dedos dela em sua camisa se intensificar enquanto a garota escondia a cabeça em seu peito.

Com delicadeza ele envolveu as costas dela, trazendo-a para um abraço, e acabou adormecendo pouco depois, tendo seu sono embalado pela respiração tranqüila da morena.


Nesse momento, a imagem a sua frente começou a se apagar, como se diluída no tempo, e ela sentiu o chão sob seu corpo começar a amolecer. Na verdade, ele não estava apenas amolecendo... Mas também se tornando areia movediça.

E Mina continuava sem conseguir se mexer.

- Ah, não... areia movediça, não... - ela arregalou os olhos - Nada de Indiana Jones. Nada de grãos de areia entrando pelo meu nariz. Não mesmo! Nem pensar!

Não havia, porém, quem pudesse colocá-la para fora do poço de areia movediça... E assim, entre resmungos, bufos e gritos de raiva, Mina afundou, lentamente, pela areia...

No último instante, ela fechou os olhos, imaginando porque ela chamara aquilo de sonhos. Até agora, ela só fizera se arrebentar. Em diversas interpretações.

Aquilo era um pesadelo...

continua

Extra

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