Os Primeiros Dias do Resto de Suas Vidas- Parte 4
As batidas na porta despertaram a professora Sprout dos seus pensamentos. Ela sabia que era mais um aluno que queria usar a lareira para se comunicar com sua casa. Na manhã seguinte à morte do diretor de Hogwarts houve um alvoroço em como avisar as famílias que estavam todos bem e, mesmo após o aviso oficial que não acontecera nada com nenhum aluno, muitos lufanos pediram permissão para falar diretamente com seus pais. A diretora da casa dos texugos marcou um horário com cada lufano que pediu, como a garota que entrava pela porta naquele momento.
A jovem de olhos cinzas estava com seu cabelo preso, o que mostrava bem suas olheiras e também a marca de um corte no rosto, que estava começando a sumir. Mais coisas tinham acontecido na vida de Samantha além da batalha onde Dumbledore morrera. Não só na dela, mas nas vidas das pessoas queridas a ela.
O que a levou até a sala da sua professora era a carta de sua mãe avisando que deveria arrumar todas as suas coisas e que se despedisse de seus amigos, Sam ia se mudar para a França. Não era a primeira vez que sua mãe falava aquilo, mas dessa vez a lufana sentia que sua mãe falava mais sério que das outras vezes. Agora tudo mudara no mundo bruxo inglês.
Como fizera com todos os alunos, Sprout saiu da sala, dando privacidade para que Sam falar o que quisesse.
Ao contrário do que sua diretora achou, a lufana não queria falar com seus pais e sim com a pessoa que ela sabia que poderia ajudá-la.
- Casa Blair, em Vila Stephens.
Ao falar isso a cabeça de Sam ficou parada na lareira de seu avô. Ele estava sentado na poltrona, esperando que ela aparecesse. Ela tinha enviado uma carta marcando a conversa que teriam não queria arriscar sua avó estar presente, pois sabia a opinião dela sobre a estada de Sam na escola. Seu avô sabia tudo o que suas amigas estavam fazendo com o Olho e ele a incentivava a participar e ajudar no que pudesse.
- Minha neta... Como está Hogwarts? - Peter Blair perguntou, um pouco preocupado com o estado que via Sam.
- Corridas, enroladas, fúnebres... Mas, como te escrevi, estou bem. - Sam não queria cortar seu avô, mas não tinha muito tempo e não queria contar mais uma vez o que acontecera.
- Você se machucou. - Ele afirmou.
- Sim.
A resposta monossilábica da Sam fez com que seu avô soubesse que ela não iria entrar nesse assunto. Aquela não era a hora dele falar sobre sua preocupação no momento quando soube o que ocorrera. Conhecia sua neta o suficiente para saber que ela não se escondeu nem ficou parada vendo tudo acontecer.
- Vovô preciso da sua ajuda. - Sam falou, fazendo com que Peter somente acentisse com a cabeça para que ela continuasse a falar. - Mamãe quer que eu volte e eu não posso. Aconteceram outras coisas aqui, comigo e com meus amigos. Quero ficar ao lado da Lore e também pretendo ajudar no que puder contra Voldemort.
Blair olhou para as feições de Sam e sorriu minimamente ao se ver quando comunicou aos seus pais que iria ser auror. Não era um rosto de birra, mágoa ou de uma decisão precipitada, mas de certeza do que queria. Peter sempre achou que sua neta iria seguir a carreira da mãe sendo psibruxa, mas, como Sam mesmo disse antes, a guerra no mundo bruxo não podia ser ignorada e por isso ela estava agindo exatamente como ele fizera antes.
Apesar do pedido de ajuda, Peter sabia que Sam ficaria na Inglaterra não importando se iria contra seus pais, estava escrito em seus olhos.
Os pensamentos dele foram imediatamente para o filho e para a nora que a muito reclamavam de terem sua filha caçula em Hogwarts. Sam só estava na escola porque Ella e Peter muito insistiram.
- Entendo... Vou falar com seus pais o que me falou e ver o que posso fazer. Vou estar na estação do trem te esperando com sua resposta. - Ele falou já pensando no que iria fazer.
- Obrigada. Até Londres então...
Sam ficou um pouco preocupada ao ouvir aquilo. Com seu avô ao lado não teria como escapar ou argumentar caso tivesse que ir para França. Provavelmente por isso que ele falou sem pensar duas vezes que estaria esperando por ela. Ela teria que pensar em outro modo para não voltar, já que não poderia simplesmente aparatar ou fugir.
- Sam? Você sabe que eu e seus pais te amamos e nunca usaríamos isso para nos impor ou te prejudicar. Só queremos o seu bem. - Peter viu que Sam estava preocupada.
Ela sorriu em resposta.
- Eu sei vovô. Também amo vocês.
Os dois se despediram e Sam saiu da sala de sua diretora pensativa. Sabia que o que estava pedindo para seu avô não era fácil e também não sabia o que ele iria fazer, mas não conseguia achar outra opção. Ele era a pessoa que mais a entenderia e fugir da Inglaterra era algo fora de questão.
por Sam
* Para quem quiser ler a versão completa deste arco, basta clicar AQUI
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