Horas se tinham passado desde que o outro grupo deixara a companhia deles para a missão daquela noite. Ele estava agora deitado em sua cama, os braços cruzados sob a cabeça, encarando o teto com um semblante melancólico.
Apesar de ter mantido o tom de sempre quando vira Sam mais cedo, ele não podia negar que reagira muito mais do que deveria à visão. A simples lembrança, na verdade, era o suficiente para fazer com que o sangue corresse mais rápido em suas veias.
Aquilo tudo era certamente uma ironia. Desde que ele lera os pensamentos dela, desde que ela se afastara dele...
Lusmore sentou-se na cama, cerrando ligeiramente os olhos. Aos poucos, uma incerteza ia se infiltrando em sua mente. Ele conhecia os sentimentos que estavam começando a correr em sua mente. Tinha-os experimentado uma vez. Mas, na primeira, a recíproca não fora verdadeira.
O bardo abriu ligeiramente a palma da mão, fazendo com que um pequeno halo de luz dourada surgisse sobre seus dedos. Outra pessoa tivesse visto a pequena chama dançando na palma dele, teria ficado encantada.
Ele, contudo, fez uma careta.
- Está instável. – ele observou em voz alta para si mesma.
Isso significava que não estava em pleno controle de seus sentimentos. Seu humor flutuava ao sabor de uma corrente que ele não tinha certeza se deveria seguir. De uma coisa, contudo, ele já tinha começado a ter consciência.
A afeição que tinha por Samantha Blair não era, nem de longe, fraterna. E, talvez pela primeira vez na vida, ele não sabia o que faria a seguir.
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