Acordo de Cavalheiros - Final
La Bella Luna
La Bella Luna
- Ho già detto che sei belissima?(1) – ele perguntou, num murmurar rouco.
- Muitas e muitas vezes, Diavolino, mas não se preocupe: é sempre bom ouvir novamente – ela respondeu, sorridente, mordiscando-lhe a orelha.
Jarno puxou Maddie para si e roçou seus lábios nos dela, no que foi correspondido; porém, quando tentou aprofundar o beijo, ela se lhe escapou, mantendo o sorriso. Ele investiu uma vez mais, e outra vez ela lhe negou os lábios. O conde, então, cingiu o corpo da ruiva com força e, segurando-a firmemente pela nuca, roubou-lhe o beijo que desejava; ela apresentou alguma resistência, mero capricho, pois logo seu corpo de moldou ao dele e ela correspondeu à carícia do italiano com a mesma intensidade.
- Isso ainda irá nos matar, Diavolino... – foi a vez dela murmurar, por entre um suspiro, escondendo o rosto nos longos cabelos castanhos de Jarno.
- Si, Carissima, ma non prima che aproveitemos tutto che pudermos – ele retrucou, beijando-a no ombro – E sempre abbiamo cose nuove para experimentarmos juntos...
Ela sorriu e pousou seus grandes olhos verdes nos olhos castanhos do amante.
- É impressão minha, Jarno di Camposanto, ou você tem algum novo plano para tornar nossa vida ainda mais divertida? – ela perguntou, com ar travesso.
Jarno nada disse; apenas abriu ainda mais seu sorriso maldoso, sem tirar seus olhos da ruiva.
- Hm, não me deixe assim curiosa, Diavolino... Conte para sua Carissima o que essa mente perversa está tramando... – Maddie pediu, com voz macia, deslizando os dedos pelo rosto do conde. Este, por sua vez, tornou a estreitá-la em seus braços e pôs-se a beijá-la levemente no pescoço.
- Quer proprio sapere, Belissima?
- Claro, querido! Suas idéias são sempre deliciosas...
- Ma questa volta l’idea non’é proprio mia. (2)
- Hm, não? E de quem é, então? – Maddie perguntou, rápida, encarando Jarno.
O italiano respirou fundo e soltou: - Ludovic Black-Thorne.
Madeleine arregalou os olhos, divertida, e explodiu numa gostosa gargalhada que a sacudiu toda. Jarno, deliciado, também se pôs a rir, enquanto admirava sua bela consorte.
- Diavolino, isso é impossível! – ela exclamou, ainda rindo – Desde quando aquele psicopata obcecado sabe o que é diversão?
- Uma vez nella vita se acerta, Carissima, ed adesso lei conseguiu... Ma, me diga, ti piace uma concorrente? – arriscou Jarno, piscando o olho.
- Concorrente? E desde quando Madeleine Sinn tem concorrentes? – perguntou a ruiva, altiva.
- É modo da dire, Carissima, tu sei la prima e l’única... La mia jóia preciosa... – disse Jarno, acariciando os cabelos vermelhos de Maddie – Ma, é questo : Ludovic mi ha offerto sua sobrinha Meridiana come sposa.
Maddie ergueu perigosamente a sobrancelha.
- E você? – disparou.
- Io aceitei – Jarno respondeu, franco.
A ruiva o encarou por alguns segundos e soltou-se de seus braços. Altiva, caminhou como uma sílfide até a pequena varanda do quarto e ali ficou, contemplando o jardim. O olhar de Jarno deslizou amorosamente pelo corpo perfeito de Maddie, cuja pele parecia resplandecer ao luar; depois de algum tempo, com um suspiro, ele juntou-se a ela, colando seu peito forte às suas costas macias, cruzando os braços em sua cintura e beijando de leve seu ombro. Ela, porém, não cedeu à gentileza do italiano; tomara-se mármore.
- Carissima – mumurou-lhe Jarno ao ouvido frio - la mia famiglia e a de Black-Thorne têm problemas de descendência; io necessito de um herdeiro, lui, de uma herdeira. O noivado è soltanto per risolvere questo, capisce?
Os ombros de Maddie cederam levemente, mas ela manteve os olhos pregados à frente.
- Non c’é donna come tu, Belissima – ele afirmou, cingindo-a ainda mais forte e perdendo o rosto em seus cabelos vermelhos – Sei il capolavoro da Natureza. Davvero, come tu non c’é nessuna... (3)
Madeleine deixou-se enlaçar pelo amante. Lembrou-se de Meridiana da época de Hogwarts: uma jovem bonitinha, ruiva como ela, porém, sem a sua altivez e seu porte. De fato, não havia comparação, seria apenas e tão-somente uma diversão a mais para Jarno... nada que ela não pudesse descontar; admiradores não lhe faltavam, todos dispostos a qualquer coisa apenas por um gesto seu.
A ruiva suspirou e virou-se nos braços do conde, para poder encará-lo. Pousando as mãos em seu peito, apreciou por um momento a diferença de tons entre suas peles; ela, marmórea, contrastando com a cor morena dele. Ergueu o rosto para o italiano, que entendeu o gesto como a solicitação de um beijo; ela, porém, pousou a ponta dos dedos sobre os lábios de Jarno e perguntou:
- Há uma coisa que não entendo, Diavolino. Quando você começou esse assunto, disse que seria uma diversão para nós dois; todavia, não consigo ver de que forma a criança Black-Thorne pode me distrair.
Jarno sorriu.
- Deixe-me beijá-la, Belissima, ed io lo diro...
Maddie fechou os olhos, ergueu o rosto perfeito e o conde a beijou demorada e profundamente. Por fim, deslizando os lábios pela linha de seu pescoço macio, mordeu-lhe de leve a orelha e sussurrou, malicioso:
- Nunca pensou em ter uma... irmãzinha, Carissima?
A ruiva pousou seus olhos felinos em Jarno e, pouco a pouco, um sorriso maldoso deslizou macio por seus lábios rubros.
- Você é simplesmente extraordinário, Diavolino... – murmurou ela, puxando com urgência Jarno para si.
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(1) Hoje já te disse que é belissima?
(2) Mas desta vez a idéia não é propriamente minha
(3) Não há mulher como você, Belissima (...) É uma obra-prima da Natureza. Certamente como você não há nenhuma
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