Fic Especial: Mad Tea Party – Parte 6
Num instante, a cama desapareceu de cima dela, expondo-a completamente. Mina arregalou os olhos ao dar de cara com a bruxa: Dolores Umbridge.
Selune tinha toda razão de estar com medo.
- Você! - a mulher exclamou com uma vozinha fina e estridente - Eu vou...
Mina se levantou rápida, sentindo o nariz coçar de novo.
- Atchim!
- Eu vou matar você!
- Atchim!
- Como se atreve a vir aqui em cima!
- Atchim!
- Pare aí! Pare de correr!
- Atchim!
Umbridge finalmente perdeu a paciência, desistindo de correr feito barata tonta atrás de uma espirrante Alice. Tirando a varinha das vestes, ela apontou para a garota.
E Mina se viu jogada para fora da janela. flutuando por um mísero instante no ar. A domadora suspirou, refletindo que, de alguma forma, aquilo a fazia se lembrar de um Coiote e de ridículas armadilhas que tinham um selo escrito "ACME".
- De novo não... - ela murmurou.
E, de novo, ela se viu em queda livre, ao mesmo tempo em que a realidade ao redor dela parecia se distorcer, a torre, o céu azul e a floresta desaparecendo, para dar lugar a um jardim com um caramanchão, onde um homem conversava com Selune Priout. Um homem que lembrava bastante a própria francesinha...
Sebastian Priout ergueu ambas as mãos e desatou o laço que atava a fita ao cabelo da filha, puxando-a lentamente. Em seguida, colocou a mão no bolso do casaco e, ao tirá-la, um brilho cintilou delicado entre seus dedos fortes.
- Um anel de diamante?
- Um solitário. – ele respondeu quase sem olhá-la, tão atento estava em amarrar o anel na fita. – Não parece um bom nome para um anel, não é mesmo?
- Não muito. – ela viu que, como ela, ele ostentava um sorriso um pouco triste ante a cena. O que vai fazer com ele, papa?
- É hora de guardar o passado, filha. Hoje eu vim pelo que há de vir.
Sebastian tomou a mão da filha e caminhou de volta ao caramanchão. Ao alcançarem o último degrau da escada ele parou e olhou-a nos olhos.
- Espere aqui.
Ele caminhou em direção ao fundo do espaço circular, onde, rodeadas por velas flutuantes como as que enfeitavam o teto do salão de Hogwarts durante as festas, erguiam-se três placas de metal da altura de uma criança de cinco anos.
Selune pôde perceber inscrições magicamente gravadas que sabia conhecer, mas da distância em que se encontrava, não conseguia lê-las. Quando fez menção de aproximar-se mais, Sebastian ergueu os olhos para ela:
- Dos que se foram, ao que virão. É o que está escrito aqui. Sobre o que se encontra nesse lugar não posso lhe dizer muito. E como percebe, também não lhe é permitido entrar.
Ele ajoelhou-se diante da primeira placa e, calmamente depositou o amuleto sobre um livro ricamente encadernado, velho como o início dos tempos.
- O Áureos... – sussurrou mais para si que para o Pai, que assentiu calmamente.
- Nem sempre é tão ruim quanto parece, papillon. Agora é somente um livro velho. Um livro de famílias.
- Promete.
- Prometo. Mas nesses tempos, por mais que se deseje ardentemente, nem sempre é possível manter promessas. Você seria capaz de perdoar algo assim, petite?
Por todo o tempo que durara o... o que quer que fosse aquilo, Mina permanecera presa, como da vez anterior, com Sam. Isso lhe dera tempo para refletir sobre algumas coisas, como por exemplo...
1. A pessoa que estava por trás de tudo aquilo tinha um senso de humor estranho e pouca ou nenhuma criatividade, visto que toda vez a fazia cair da mesma maneira em um vazio sem fim para passar à próxima cena.
2. Tal pessoa também tinha uma espécie de obsessão por desenhos animados como os que ela estudara nas aulas de Estudo dos Trouxas e contos de fadas em geral.
3. A dita cuja também não ia muito com a sua cara, visto que já tentara afogá-la, quebrar seu pescoço, colocá-la frente a frente com a Grande Sapa e ainda desaparecera com seu irmão.
E agora, para variar um pouco seu dia, ela estava novamente caindo, sem qualquer aviso, o chão tendo simplesmente aberto sob seus pés e engolido-a, como se ela fosse algum tipo de alimento.
Aquilo a fazia se lembrar de Sir Úrico...
continua
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