Feeds do Expresso Hogwarts

Friday, July 03, 2009

 

Primeira Missão - Final


- Tem algo errado aqui... – Lusmore sussurrou para Sam.

A morena queria virar e olhar, mas sabia que estavam parados de um modo em que o bardo tivesse uma visão geral da rua e do movimento das pessoas. Eles haviam escolhido aquele horário à tarde pela grande movimentação de transeuntes na rua.

Dentro da padaria Herman estava encarregado de fazer os pedidos e ajudar ao Isaac controlar o homem que estava nervoso em ir em direção a sua casa. Ele havia pedido um lanche com refrigerante para poderem demorar um pouco mais. Ficaram sentados perto da vitrine onde conseguiam ver o casal à frente e a casa mais a frente.

- Droga... – Lusmore falou abraçando e segurando Sam. – Chegamos tarde demais.

O bardo viu um furgão negro com o símbolo do Ministério virar a esquina. Preocupado com a reação de Weed ele puxou Sam para atravessar a rua e encontrar com os outros.

Ao entrar no local viram Herman e Isaac puxando para longe da vitrine o senhor que não conseguia mais segurar sua preocupação. Eles não conseguiriam mais agir como esperando.

- Se acalme, existem muitos homens do Ministério lá fora. – Isaac falava baixo para Weed.

- Me acalmar?! Como se eu consigo ver daqui eles tentando arrombar minha casa. Temos que fazer alguma coisa! – Weed falou e tentou sair do estabelecimento.

Lusmore segurou com força o senhor e o puxou mais ao fundo da loja. Não poderia arriscar que o ouvissem. Os outros três ficaram parados na vitrine olhando, procurando alguma brecha para poderem agir.

- Por alto eu vi pelo menos uns 15 bruxos, alguns mal disfarçados e outros não. Você não vai conseguir ajudar em nada se for preso agora! – O bardo falou forte com o homem.

Algumas pessoas começaram a murmurar sobre o forte policiamento mais ao longo da rua, provavelmente estavam pegando grandes criminosos.

Em poucos minutos Herman, Isaac e Sam viraram os rostos para Lusmore que não via o que estava acontecendo pois tinha que conter Weed, não havia mais nada que eles pudessem fazer. Entendendo a mensagem deles o bardo assentiu, era hora de se retirarem.

Seguindo o planejado Isaac e Herman seguraram o homem que a cada momento tentava sair para ajudar sua família. Eles o puxaram para um canto mais discreto e aparataram. Sam e Lusmore esperaram pra ver se as pessoas dentro da padaria reparariam, mas estavam todos vendo a ação da “polícia” na casa ali perto. Aproveitando a distração dos trouxas, ela abraçou o bardo e aparatou com ele.

Quando a dupla aparatou no estacionamento, encontraram Weed caído dentro do carro.

- Tivemos que fazê-lo dormir, ele não se continha. – Herman falou.

- Ninguém percebeu nossa chegada. As pessoas que tomam conta do estacionamento continuam naquela casinha lá na frente. – Isaac falou olhando em volta.

Lusmore olhou as feições dos três e viu a tensão misturada com a tristeza. Voltariam para buscar o carro outro dia, ele ativou a chave de retorno a casa e, segurando Weed, falou para todos segurarem aquele lápis, iriam retornar.

*****


Lusmore andava de um lado para o outro enquanto esperava Sam acordar Weed. Tinham que tira-lo do país sozinho, mas antes tinham que fazê-lo entender que não deveria ir atrás de sua família. Herman olhou em volta esperando Isaac que havia saído da casa para buscar Godfrey.

- Pronto. – A jovem falou. – Ele está voltando a si...

Para a surpresa de Sam, o homem acordou rapidamente e furioso. Ele a empurrou para longe e somente não caiu porque Herman a segurou.

- Seus desgraçados, vocês não tinham o direito de me tirar de lá! Eu... – Sem que ninguém esperasse o que iria acontecer, o homem se ajoelhou no chão e chorou. – Eu errei... Foi tudo culpa minha...

O bardo rapidamente andou até Weed, havia mais para saber. Herman fez o mesmo que Lusmore e Sam sentou ao lado do homem no chão tentando acalmá-lo. O homem chorava sem conseguir se expressar, por mais que os três em volta esperassem que ele terminasse de falar o que havia acontecido.

Com um levantar da varinha Sam fez com que um copo d’água flutuasse até Weed.

- Quando paramos para comprar água eu... Enviei um patrono para eles avisando que estava chegando.

- Não acredito que você fez isso mesmo depois de tudo que foi explicado! – Lusmore exclamou. – Claro que eles viram o patrono, claro! Por isso sabiam onde estava a casa!

Ao ouvir o que o outro falou o senhor escondeu o rosto entre as mãos, envergonhado. Sam olhou atravessado para Lusmore, o senhor já havia perdido a família, não precisavam afundá-lo mais.

O bardo suspirou, sabendo que não havia muito mais que pudessem fazer agora.

- Vamos levá-lo para junto dos outros fugitivos. A partida deve ser em breve. Esteja preparado. – foi tudo o que ele disse, dando as costas para os outros, desaparecendo nas sombras da casa.

Sam observou a figura do bardo desaparecer, trocando um olhar com Herman. Ela sabia que tanto o amigo quanto Lusmore compartilhavam naquele momento do seu mesmo sentimento de decepção.

Tinham falhado.


Nota: Pelas confluências astrais, vulgo viagens, formaturas, estágios duplos, internet pifada e etc, vamos fazer um pequeno hiatus aqui no Expresso, que deve ir de hoje até o dia 20 de julho

Nesse meio tempo, aproveitem para ler, reler e comentar os nossos últimos acontecimentos (porque estamos sentindo falta dos pitacos de vocês)

bjs mil e até a volta.

*Para ler as últimas postagens, clique AQUI

Comments: Post a Comment

Subscribe to Post Comments [Atom]





<< Home

Archives

November 2006   February 2007   March 2007   October 2007   December 2007   January 2008   February 2008   March 2008   April 2008   May 2008   June 2008   July 2008   August 2008   September 2008   October 2008   November 2008   December 2008   January 2009   February 2009   March 2009   April 2009   May 2009   June 2009   July 2009   August 2009   September 2009  

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Subscribe to Posts [Atom]