tag:blogger.com,1999:blog-376348862009-07-03T06:34:10.287-07:00Feeds do Expresso HogwartsKatchiannyanoreply@blogger.comBlogger318125tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-85651667544687143572009-07-03T06:34:00.001-07:002009-07-03T06:34:10.297-07:00<h4><center><b>Primeira Missão - Final</h4></center></b><br />- Tem algo errado aqui... – Lusmore sussurrou para Sam.<br /><br />A morena queria virar e olhar, mas sabia que estavam parados de um modo em que o bardo tivesse uma visão geral da rua e do movimento das pessoas. Eles haviam escolhido aquele horário à tarde pela grande movimentação de transeuntes na rua.<br /><br />Dentro da padaria Herman estava encarregado de fazer os pedidos e ajudar ao Isaac controlar o homem que estava nervoso em ir em direção a sua casa. Ele havia pedido um lanche com refrigerante para poderem demorar um pouco mais. Ficaram sentados perto da vitrine onde conseguiam ver o casal à frente e a casa mais a frente.<br /><br />- Droga... – Lusmore falou abraçando e segurando Sam. – Chegamos tarde demais.<br /><br />O bardo viu um furgão negro com o símbolo do Ministério virar a esquina. Preocupado com a reação de Weed ele puxou Sam para atravessar a rua e encontrar com os outros.<br /><br />Ao entrar no local viram Herman e Isaac puxando para longe da vitrine o senhor que não conseguia mais segurar sua preocupação. Eles não conseguiriam mais agir como esperando.<br /><br />- Se acalme, existem muitos homens do Ministério lá fora. – Isaac falava baixo para Weed.<br /><br />- Me acalmar?! Como se eu consigo ver daqui eles tentando arrombar minha casa. Temos que fazer alguma coisa! – Weed falou e tentou sair do estabelecimento.<br /><br />Lusmore segurou com força o senhor e o puxou mais ao fundo da loja. Não poderia arriscar que o ouvissem. Os outros três ficaram parados na vitrine olhando, procurando alguma brecha para poderem agir.<br /><br />- Por alto eu vi pelo menos uns 15 bruxos, alguns mal disfarçados e outros não. Você não vai conseguir ajudar em nada se for preso agora! – O bardo falou forte com o homem.<br /><br />Algumas pessoas começaram a murmurar sobre o forte policiamento mais ao longo da rua, provavelmente estavam pegando grandes criminosos.<br /><br />Em poucos minutos Herman, Isaac e Sam viraram os rostos para Lusmore que não via o que estava acontecendo pois tinha que conter Weed, não havia mais nada que eles pudessem fazer. Entendendo a mensagem deles o bardo assentiu, era hora de se retirarem.<br /><br />Seguindo o planejado Isaac e Herman seguraram o homem que a cada momento tentava sair para ajudar sua família. Eles o puxaram para um canto mais discreto e aparataram. Sam e Lusmore esperaram pra ver se as pessoas dentro da padaria reparariam, mas estavam todos vendo a ação da “polícia” na casa ali perto. Aproveitando a distração dos trouxas, ela abraçou o bardo e aparatou com ele.<br /><br />Quando a dupla aparatou no estacionamento, encontraram Weed caído dentro do carro.<br /><br />- Tivemos que fazê-lo dormir, ele não se continha. – Herman falou.<br /><br />- Ninguém percebeu nossa chegada. As pessoas que tomam conta do estacionamento continuam naquela casinha lá na frente. – Isaac falou olhando em volta.<br /><br />Lusmore olhou as feições dos três e viu a tensão misturada com a tristeza. Voltariam para buscar o carro outro dia, ele ativou a chave de retorno a casa e, segurando Weed, falou para todos segurarem aquele lápis, iriam retornar.<br /><br /><center>*****</center><br /><br />Lusmore andava de um lado para o outro enquanto esperava Sam acordar Weed. Tinham que tira-lo do país sozinho, mas antes tinham que fazê-lo entender que não deveria ir atrás de sua família. Herman olhou em volta esperando Isaac que havia saído da casa para buscar Godfrey.<br /><br />- Pronto. – A jovem falou. – Ele está voltando a si...<br /><br />Para a surpresa de Sam, o homem acordou rapidamente e furioso. Ele a empurrou para longe e somente não caiu porque Herman a segurou.<br /><br />- Seus desgraçados, vocês não tinham o direito de me tirar de lá! Eu... – Sem que ninguém esperasse o que iria acontecer, o homem se ajoelhou no chão e chorou. – Eu errei... Foi tudo culpa minha...<br /><br />O bardo rapidamente andou até Weed, havia mais para saber. Herman fez o mesmo que Lusmore e Sam sentou ao lado do homem no chão tentando acalmá-lo. O homem chorava sem conseguir se expressar, por mais que os três em volta esperassem que ele terminasse de falar o que havia acontecido.<br /><br />Com um levantar da varinha Sam fez com que um copo d’água flutuasse até Weed.<br /><br />- Quando paramos para comprar água eu... Enviei um patrono para eles avisando que estava chegando.<br /><br />- Não acredito que você fez isso mesmo depois de tudo que foi explicado! – Lusmore exclamou. – Claro que eles viram o patrono, claro! Por isso sabiam onde estava a casa!<br /><br />Ao ouvir o que o outro falou o senhor escondeu o rosto entre as mãos, envergonhado. Sam olhou atravessado para Lusmore, o senhor já havia perdido a família, não precisavam afundá-lo mais.<br /><br />O bardo suspirou, sabendo que não havia muito mais que pudessem fazer agora.<br /><br />- Vamos levá-lo para junto dos outros fugitivos. A partida deve ser em breve. Esteja preparado. – foi tudo o que ele disse, dando as costas para os outros, desaparecendo nas sombras da casa.<br /><br />Sam observou a figura do bardo desaparecer, trocando um olhar com Herman. Ela sabia que tanto o amigo quanto Lusmore compartilhavam naquele momento do seu mesmo sentimento de decepção.<br /><br />Tinham falhado.<br /><br /><br /><b>Nota</b>: Pelas confluências astrais, vulgo viagens, formaturas, estágios duplos, internet pifada e etc, vamos fazer um <b>pequeno hiatus</b> aqui no Expresso, que deve ir de <b>hoje até o dia 20 de julho</b><br /><br />Nesse meio tempo, aproveitem para ler, reler e comentar os nossos últimos acontecimentos (porque estamos sentindo falta dos pitacos de vocês)<br /><br />bjs mil e até a volta.<br /><br /><b>*Para ler as últimas postagens, clique <a href="http://feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com/" target="_blank"><b>AQUI</b></a></b><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-8565166754468714357?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-6459850768013687312009-07-01T06:50:00.001-07:002009-07-01T06:50:40.144-07:00<h4><center><b>Primeira Missão - Parte 01</h4></center></b><br /> O homem parado a frente deles tremia. O medo que sentia não era daqueles a sua volta, que aos seus olhos eram meras crianças ainda, mas sim do que iria acontecer a partir daquele momento.<br /><br />Dois dias antes a família dele recebeu uma carta do governo pedindo para apresentar provas de como havia se tornado bruxo, pois sua bisavó era trouxa. Todos da comunidade bruxa inglesa já sabia o que isso queria dizer, seriam presos. Não só ele, mas toda a sua família.<br /><br />Seu nome era Armand Weed e, após a morte de Scrimgeour, achou que estaria seguro pois tinha muitas riquezas e posses. Além disso, sua esposa era sangue-puro. Porém seu mundo desabou com a convocação e, em um ato de desespero, pegou sua família e os escondeu em uma de suas casas de veraneio.<br /><br />Tendo a si próprio como fiel segredo da casa, Weed foi buscar ajuda para tirar sua família do país. Para a sorte dele, um amigo conhecia uma pessoa que sabia de um local para pedir ajuda.<br /><br />E, por isso, naquele momento, explicava sobre a casa e a cidade onde sua família estava para Lusmore, Samantha, Herman e Isaac.<br /><br />Era um local praiano ao sul do país, onde havia mais trouxas do que bruxos. Mas era uma de suas casas que eram detalhadas para o Ministério, ou seja, se eles estivessem procurando, seria um dos locais aonde iriam.<br /><br />- Eu só não entendo o que algumas crianças podem fazer? Vocês... – Weed falou.<br /><br />- Decidiram doar a vida deles para ajudá-lo. – Godfrey cortou Weed. – Eles estão qualificados e deve confiar neles.<br /><br />A firmeza na voz de Godfrey não era totalmente compartilhada por todos. Fora Lusmore, que tinha treinamento de domador, os outros três não tinham experiência alguma, era a primeira missão daquela célula.<br /><br />A missão era considerada algo simples. Eles leriam o papel com o endereço da casa e de lá ativariam uma chave que os levaria a um local de transporte para fugitivos. Como a cidade era longe de Londres, fariam grande parte do trajeto de carro.<br /><br />- Vocês irão sair daqui uma hora. – Godfrey falou para todos. – O senhor deve seguir o que o líder do grupo mandar, no caso Lusmore. Lembre de todas as regras que foram passadas para você.<br /><br />O homem assentiu e se levantou para mudar a cor do cabelo e o corte do cabelo. Não deviam mudar a aparência com magia, somente ao modo trouxa. Na sala ficaram todos em silencio que foi cortado por Godfrey.<br /><br />- Há alguma dúvida de vocês antes de sair? Sei que é a primeira missão de todos, mas não se preocupem tenho certeza que dará tudo certo.<br /><br />- Eu... Estou nervosa sim, mas acho que será sempre assim, não é? – Sam falou.<br /><br />- Acho que sim, afinal estamos lidando com vidas alheias. – Lusmore respondeu. – Só confirmando, na direção do carro irei alterar com a Sam que é a única com carteira de motorista.<br /><br />Eles voltaram o rosto para jovem que assentiu. Sam estava com os olhos castanhos como na foto de sua carteira trouxa que estava com seu nome verdadeiro, mas eles contavam com o fato dela dirigir bem e não teriam problemas.<br /><br />Todos afirmaram que estavam prontos e em poucos minutos estavam na estrada. <br /><br />A cidade não era muito longe e em menos de duas horas chegaram a Brighton.<br /><br />Lusmore, que dirigia naquele momento parou em um estacionamento longe da casa para onde iam. Todas as cinco pessoas que saíram daquele carro não trocaram nenhuma palavra, o clima estava claramente ficando mais tenso.<br /><br />- Antes de sairmos daqui, iremos ler o endereço. Senhor Weed, por favor? – Lusmore pediu ao senhor que escrevesse o local onde estava a casa.<br /><br />Após a confirmação que todos leram o papel, Herman pegou o isqueiro e queimou, deveriam continuar a utilizar somente objetos trouxas para não chamarem atenção. Exatamente por este motivo ficou combinado que Lusmore e Sam ficariam com as mãos dadas, como um casal, onde o bardo a guiaria e Herman guiaria Isaac e Armand, sem deixá-los errar com os objetos sem magia.<br /><br />Enquanto caminhavam eles procuravam aparentar uma conversa calma, mas olhavam em volta discretamente procurando por algum sinal de pessoas que não estivessem acostumadas ao mundo trouxa. Isso era considerado o primeiro sinal que havia bruxos e provavelmente bruxos trabalhando para o Ministério da Magia que tinha aversão a cultura trouxa.<br /><br />Estavam a dois quarteirões de distancia para chegarem na casa quando Lusmore percebeu ao um homem com roupas pesadas para o clima quente do local. Como combinado caso fosse necessário parar, ele encostou-se a um muro e abraçou Sam. Entendendo o sinal Herman, Isaac e Weed entraram na padaria que tinha no outro lado da rua.<br /><br />- Tem algo errado aqui... – Lusmore sussurrou para Sam.<br /><br /><br /><i>continua...</i><br /><br /><b>Nota da Meri</b>: Desculpem a demora em atualizar o Expresso, tive uma semana conturbada, entre coisas boas e outras realmente problemáticas e não pude passar por aqui.^^ <br /><br />Aproveitando a deixa, houve uma mudança de endereço para o evento de Amanhecer da Livraria Leitura, mais detalhes no <a href="http://www.leitura.com/promocoes_full.php?promocao_id=amanhecer" target="_blank">site da loja</a><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-645985076801368731?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-80046872935251984552009-06-23T16:30:00.000-07:002009-06-23T16:32:01.497-07:00Na sala vazia de onde outrora fora o QG da Máfia, mas que agora era a sede oficial do <i>Olho do Grifo</i>, Lucien se debruçava sobre alguns esboços iniciais para a criação da tira em quadrinhos sugerida por Satanio e Kyle. Ele e Adhara haviam se reunido para poderem começar os estudos dos personagens principais. <br /><br />Ele olhou de soslaio, notando a moça concentrada em seus próprios esboços. O vienense deu um discreto sorriso observando a sonserina. Era fácil entender porque Meridiana se empenhara tanto em se aproximar da prima. Por trás da antiga camada de gelo, havia alguém com um grande coração, dedicada a quem lhe importava. Ele gostava da moça por aquilo que ela significava para a sua <i>fraulein</i>, mas percebia que aos poucos estava encontrando também em Adhara uma boa amiga.<br /><br />A morena levantou o rosto, consciente do olhar do austríaco sobre si. Lucien tinha um sorriso amistoso, e ela sentiu-se compelida a corresponder o gesto.<br /><br />- O que foi? – ela perguntou, sentindo-se curiosa acerca das ações de Lucien.<br /><br />- Nada – respondeu o rapaz – Estava só pensando...<br /><br />- Na Meridiana. – completou Adhara, voltando a atenção ao esboço que fazia da Fada Prensada.<br /><br />- Não necessariamente. – ele deu outro sorriso – É verdade que, por causa das circunstâncias, a gente converse tanto sobre a Meri. Mas, estava pensando em você.<br /><br />Ela largou o lápis que usava e virou-se para Lucien, avaliando o moreno de forma um tanto reservada. Francamente, aquilo a havia surpreendido. Nunca havia cogitado a hipótese de Lucien pensar nela, afinal ela era apenas a prima de Meri. O que mais havia para pensar além disso?<br /><br />- Importa-se em reformular isso? – pediu Adhara.<br /><br />- Bem... – ele começou, quase divertido com a expressão de curiosidade da morena – Eu sei que nossa convivência se deve primeiramente a Meridiana, mas, depois dessas semanas, trabalhando juntos aqui, eu comecei a perceber que aos poucos você estava se tornando minha amiga também, não apenas a “prima de <i>fraulein</i>”.<br /><br />Adhara assentiu, ponderando sobre as palavras dele. Não havia pensado que Lucien a considerasse uma amiga... Aliada sim, mas não amiga. Amizade, como ela viera a descobrir nos últimos meses, era um laço muito mais íntimo e profundo do que uma aliança. Uma amizade não exigia apenas conveniência e objetivos em comum, mas também que você gostasse e se importasse com as pessoas envolvidas na relação. Não fazia idéia do que Lucien poderia ter gostado a respeito dela. Adhara sabia que não era uma pessoa particularmente amigável. Mas a questão não era essa, a questão era: ela também se importava com Lucien, também o via como um amigo?<br /><br />A morena encarou os olhos bicolores do lufano. Era inegável que Lucien estava, aos poucos, ganhando um lugar na sua vida – um lugar independente de Meri. Ela sentia-se confortável e segura perto do austríaco e Adhara sabia, pela própria natureza de sua personalidade cética e reservada, que era raro ela se sentir daquela forma com alguém.<br /><br />- Você já deve ter percebido que eu não tenho muitos amigos... – ela respondeu, ao que Lucien assentiu. Já havia percebido aquilo acerca de Adhara, estava acostumado a ver a morena quase que exclusivamente na companhia dos primos. Na verdade, agora mais de Kyle do que de Meri – Então acho que isso significa que não estou em posição de recusar um – encerrou a sonserina, com um meio sorriso.<br /><br />- Eu fico honrado em ser considerado um amigo por você – o lufano respondeu com um aceno de cabeça. – Bem, melhor voltarmos ao trabalho. Posso dar uma olhada nos seus esboços?<br /><br />A morena assentiu e passou as folhas em que estava trabalhando para o lufano avaliar. A verdade é que estava um tanto insegura quanto aos desenhos. Ela não estava acostumada a fazer aquele tipo de arte utilizada em quadrinhos trouxas, os desenhos da sonserina se restringiam mais a reproduções em grafite de objetos, lugares e pessoas – era algo bem diferente do que estava sendo exigido dela agora.<br /><br />- O que acha? – Ela perguntou depois de alguns minutos.<br /><br />Lucien desviou os olhos dos desenhos para o rosto da moça e deu um sorriso para ela.<br /><br />- Estão muito bons, Adhara. Eu gostei do que você fez com a roupa da Fada. – O lufano a elogiou com sinceridade. – Posso perguntar de onde veio a inspiração?<br /><br />Ela deu de ombros.<br /><br />- Eu vi algo parecido em um desenho animado trouxa. Na verdade, foi Meridiana quem me mostrou. Era sobre um garoto que nunca crescia e podia voar...<br /><br />- Ah, Peter Pan. – Lucien completou, lembrando-se do clássico trouxa que já havia assistido com a irmã, Selune adorava aquelas histórias fantasiosas e cheias de música. – É, eu achei mesmo que o vestido em lembrava o da Sininho.<br /><br />- Eu só não acho que sapatilhas vá combinar muito bem com uma super-heroína. – disse Adhara, chamando a atenção de Lucien para os pés da personagem. – Em todos esses quadrinhos os heróis estão sempre usando uns tipos de botas.<br /><br />O rapaz assentiu.<br /><br />- É, tem razão. Eu acho que botas ficaria bom, mas não muito compridas. Mais pela altura da canela, o que me diz? – ele encarou Adhara então, com as sobrancelhas franzidas, buscando pela aprovação dela.<br /><br />- Acho ótimo. Botas então. – ela pegou de volta o desenho e apanhou seu lápis para desenhar a última parte do uniforme da Fada Prensada.<br /><br />Lucien a observou com um meio sorriso. Estava sendo fácil trabalhar com Adhara, ela era bastante talentosa para alguém que nunca havia estudado arte, era perfeccionista e tinha umas idéias bem pertinentes. E, para dizer a verdade, o lufano estava particularmente orgulhoso do trabalho que estavam realizando juntos. Estava sendo bom para ele ocupar seu tempo em um projeto que exigia tanto de sua criatividade, assim, ao menos por algumas horas, ele conseguia ocupar sua mente com outros pensamentos que não o destino sombrio e incerto de sua <i>fraulein</i>.<br /><br /><b>Nota</b>: Convido a vocês a conhecerem o blog de fics "Out of Reasons", que tem sua estréia oficial no Sábado. Noblog já tem um trechinho do capítulo para atiçar a curiosidade dos leitores! Basta clicar no bottom abaixo:<br /><br /><center><a href="http://www.keep-rocks.blogspot.com" target=_blank><img src="http://i436.photobucket.com/albums/qq90/drops_lemon/out%20reasons/button-1.png"></a></center><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-8004687293525198455?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-1176007251322156752009-06-20T06:55:00.001-07:002009-06-20T06:55:12.540-07:00<h4><center><b>A Instrutora (Atualizado)</h4></center></b><br /><br />Ela desceu do cavalo apulso, caindo no chão como um saco de batata, os joelhos quase cedendo sob seu próprio peso. Mina passou uma mão pela testa, onde um suor frio escorria.<br /><br /> Respirou fundo, tentando controlar a ânsia. Aos poucos, o mal-estar foi passando enquanto ela caminhava na direção do solar. Aquela tinha sido uma tarde bem cheia na vila, em especial pela última pessoa que tivera de receber.<br /><br /> - Mina?<br /><br /> A moça levantou a cabeça – até então estivera andando e olhando para os próprios pés – encontrando a figura de Holly recortada contra a porta dos fundos. Ela forçou um sorriso, tentando esconder seu estado de espírito. Não precisava preocupar Holly com aquele tipo de coisa.<br /><br /> - Boa tarde, Holly. – ela cumprimentou, parando nos degraus, antes que a mulher lhe desse passagem.<br /><br /> - Boa tarde para você também, querida. Eu lhe fiz um lanche, o bolo inclusive ainda está quentinho.<br /><br /> - Desculpe, Holly, mas eu já lanchei na taverna. – Mina voltou a sorrir – Na verdade, tudo o que eu quero agora é tomar um bom banho.<br /><br /> Mina não esperou para ter uma resposta de Holly. Em vez disso, passou rápida para a sala, subindo as escadarias de dois em dois degraus.<br /><br /> A mulher deixou-se quedar, pensativa. Mina dificilmente deixava de lanchar de tarde. Em todo caso, ela dissera que comera na taverna... mas então, por que ela sentia que havia algo de errado naquela situação?<br /><br /> No andar de cima, Mina acabara de entrar de cabeça sob o chuveiro, fechando os olhos enquanto a água escorria por seu rosto.<br /><br /> <i>"Eu quero saber onde está meu pai. Se você é agora a Senhora da Ilha, você tem que saber!"</i><br /><br /> Ela apertou os olhos com mais força, os ecos da voz de um menino de dez anos ecoando em sua cabeça.<br /><br /> <i> "Você tem que saber! Mamãe está doente! Ele tem que voltar para casa antes que o bebê nasça! Você tem que trazê-lo de volta!"</i><br /><br /> Mina encostou a testa junto aos azulejos, desligando a água. Como dizer a uma criança que ela não podia trazer o pai dela de volta? A garota suspirou, antes de puxar a toalha, enxugando-se rapidamente para deixar o box do banheiro.<br /><br /> Pouco depois, estava sentada no chão, diante da cama, puxando uma caixa de madeira lisa de debaixo, abrindo-a para revelar um pequeno aparelho, a base de madeira escura envernizada contrastando com os pequenos e delicados circuitos de metal.<br /><br /> Colocando os fones no ouvido, ela ligou o interruptor. Como de hábito, contudo, desde que começara com aquilo, só teve estática como resposta. Ela suspirou, meneando a cabeça, perguntando-se se não trocara a freqüência sem perceber, mexendo nos sintonizadores com cuidado, tentando pegar algum ruído.<br /><br /> Nada.<br /><br /> A quem estava enganando? Era lógico que a freqüência não estava errada. Fora Lusmore quem se esquecera de usar o telégrafo, propositalmente ou não. Talvez as coisas estivessem piores do que tinha imaginado e ele não quisesse que ela soubesse...<br /><br /> Batidas leves na porta fizeram-na colocar esses pensamentos de lado. Rapidamente, ela empurrou o que estivera usando para debaixo da cama, levantando-se no momento em que a porta se abria, revelando, novamente, a figura de Holly.<br /><br /> - Vejo que já tomou seu banho. – ela sorriu – Seu avô está esperando-a lá embaixo. Há alguém a quem ele quer apresentá-la.<br /><br /> Mina assentiu, levantando-se, uma expressão curiosa no olhar. As duas seguiram em silêncio, encontrando Vincent ao pé da escada, conversando com uma moça não muito mais velha que a própria Mina.<br /><br /> A jovem MacFusty parou na escadaria, observando a imagem da outra. Ela era alta, com longos cabelos dourados descendo em pequenos caracóis até quase a cintura; tinha um rosto delicado de porcelana e olhos de um azul acinzentado misterioso.<br /><br /> Até um certo ponto, Mina poderia compará-la com Selune, mas, enquanto a amiga e comadre tinha um certo ar etéreo em sua expressão, a moça que conversava com seu avô demonstrava uma determinação férrea, além de uma ligeira malícia.<br /><br /> Havia qualquer outra coisa de familiar nela, algo que evocava suas memórias de infância, mas ela não saberia precisar exatamente o que seria.<br /><br /> - Mina, você já está aí. – seu avô sorriu para ela, notando-a apenas naquele momento – Desça aqui, quero lhe apresentar sua instrutora, Elaine McConnay.<br /><br /> Foi a vez de Mina sorrir, uma imagem destacando-se em meio as suas lembranças, da época em que Lusmore morava com eles e, por vezes, ela se juntava ao primo e seus companheiros.<br /><br /> - A filha de tio Lir, não é? – ela perguntou – É um prazer, Elaine.<br /><br /> - Eu digo o mesmo, Mina. – a loira se adiantou, estendendo a mão, apertando a dela firmemente – Parece que vamos ser parceiras durante seu treinamento como domadora, não é? Prometo que vou cuidar bem de você.<br /><br /> - Eu agradeço antecipadamente por isso, Elaine. – foi Vincent quem respondeu.<br /><br /> Mina riu de leve, parte das preocupações da tarde desanuviando-se pela presença calorosa e divertida de Elaine. De alguma maneira, Mina podia sentir que a outra seria uma valiosa companheira não apenas ao longo de seu treinamento, mas por muito mais tempo...<br /><br /><br /><b>*Para ler as últimas postagens, clique <a href="http://feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com/" target="_blank"><b>AQUI</b></a></b><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-117600725132215675?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-66335043378380154442009-06-17T07:31:00.001-07:002009-06-17T07:31:46.664-07:00<h4><center><b>Sugestão - Final</h4></center></b><br />Meridiana observou a prima e o namorado entrarem praticamente juntos no cantinho particular que eles haviam conseguido para si na escola. Um sorriso extremamente divertido podia ser visto no rosto da moça, o que fez com que tanto Lucien quanto Adhara se entreolhassem intrigados. <br /><br />-O que foi? – o lufano perguntou, arqueando a sobrancelha. <br /><br />-Estou achando graça da ironia da situação, por ter sido justamente Theodore Nott a me dar uma idéia que pode ser útil para todos nós. <br /><br />Adhara trocou um olhar com Lucien e viu refletido no rosto do lufano a mesma desconfiança que estava estampada no dela. Meri parecia estranhamente feliz, o que deveria ser considerado como uma boa coisa, mas o fato de a ruiva ter mencionado que Theodore havia dado uma idéia à ela... Bem, para a jovem Ivory qualquer coisa que tivesse o nome de seu primo sonserino no meio cheirava mal e de longe.<br /><br />- E que idéia é essa, Meri? - a garota perguntou, em um tom reservado.<br /><br />-Bem, ele estava observando vocês dois conversarem na última aula de Feitiços e veio me perguntar o que eu achava do fato de vocês dois estarem “namorando” pouco tempo depois de eu e Lucien termos “rompido”. <br /><br />A morena se contentou em arregalar os olhos em espanto em um primeiro momento, enquanto o lufano encarava a namorada com uma expressão descrente. <br /><br />-De onde Nott tirou esse absurdo? – ele falou, ligeiramente alterado – Eu nunca iria namorar Adhara. Ela é sua prima. Isso não faz sentido algum!<br /><br />- É claro que faz sentido, Lucien. - a morena disse, chamando a atenção dele - Na cabeça doentia do Theodore isso faz perfeito sentido. E, para falar a verdade, eu não posso dizer que ele está sendo extremamente absurdo com essa teoria, não porque haja qualquer coisa romântica entre nós dois... - ela se apressou a esclarecer aquilo, gesticulando entre si e o lufano - Mas porque eu tenho que admitir que os dois únicos rapazes que se apromixaram de mim acabaram sendo meus namorados. Eu nunca tive amigos, então é estranho de repente me ver com um. - ela deu de ombros.<br /><br />-Além disso – Meridiana completou, chamando novamente a atenção dos dois para si – vocês têm que considerar que mesmo fora de Hogwarts vocês dois dividem um círculo social relativamente próximo. Não apenas pelo fato de terem alguma ligação comigo, mas considerem que o Sr Ivory e o Sr Von Weizzelberg são aurores e já trabalharam juntos várias vezes. Um namoro entre vocês dois não pareceria nada absurdo. <br /><br />Lucien olhou para as duas garotas, finalmente compreendendo que, apesar de amar sua ruivinha do fundo de sua alma, considerando apenas do ponto de vista lógico, não era tão implausível um envolvimento entre ele e a prima de Meri. <br /><br />-Tudo bem, compreendo como Nott conseguiu chegar às conclusões dele, mas ainda assim, não consegui captar qual a idéia que a conversa dele possa ter te dado, fraulein. <br /><br />-Bem... – a moça começou, bem devagar, para não assustar muito nem o namorado nem a prima – talvez vocês dois devessem considerar a idéia de fingirem estarem comprometidos como Theodore acredita que estão.<br /><br />- O que? - Adhara sequer teve tempo de mascarar a sua surpresa antes que aquela pergunta tivesse deixado seus lábios.<br /><br />Ela não podia acreditar que Meri estivesse sugerindo aquilo. Desejar uma aproximação com Nott e o círculo comensal da escola ela podia compreender, fingir romper o namoro com o Lucien e uma briga com ela também... Mas querer aque agora ela e Lucien fingissem um namoro?<br /><br />-Eu não estou falando para vocês dois ficarem aos beijos e abraços pelos corredores do castelo – a ruiva respondeu, séria, ao rompante da prima e ao olhar incrédulo do namorado – Até porque – ela abaixou o rosto, sentindo as bochechas esquentarem – mesmo que fosse por fingimento, eu não suportaria a idéia de Lucien com outra garota. <br /><br />O lufano sentiu-se estranhamente lisonjeado com aquela confissão, assim, apesar de ainda estar um pouco confuso sobre a proposta de Meridiana. Ele aproximou-se dela, pousando a mão no rosto de Meri, puxando-o com delicadeza para que ela o encarasse. <br /><br />-O que exatamente você está sugerindo então? – ele perguntou, suavemente. <br /><br />O olhar de Lucien fez com que a moça se sentisse mais confiante em explicitar para os dois a idéia que tivera. <br /><br />-Apenas acho que poderíamos espalhar para o castelo inteiro a notícia do “namoro” de vocês dois, assim, para todos os demais, o fato de verem vocês dois sempre juntos seria encarado com naturalidade.<br /><br />Adhara ainda estava tentando processar em sua mente o pedido de Meri. A principal razão pela qual ela agira com tanta cautela e reserva quando começara a conviver com Lucien era justamente porque ele era o namorado de Meridiana e, como ela já confessara para os dois há pouco, ela nunca havia mantido uma relação puramente platônica com um rapaz. Era diferente com Kyle, que era seu primo e com quem a afinidade viera fácil e de uma maneira fraternal... No início, ela não tinha idéia de como agir perto de Lucien, de até que nível uma aproximação seria tolerável. Aos poucos, conforme percebera que Meri confiava plenamente em tê-la perto do lufano e o quão confortável ela se sentia conversando com Lucien, ela fora pegando o jeito de como manter aquela amizade. Para dizer a verdade, causava irritação à sonserina saber que algumas pessoas pensavam que ela e Kyle ou ela e Lucien poderiam ser um casal. Então ter a própria Meri sugerindo que eles fingissem que tudo o que essas pessoas pensavam era verdade... Aquilo a deixava, no mínimo, desconfortável.<br /><br />- Eu não sei, Meri... - Adhara deixou que a prima percebesse sua hesitação - Você acha que isso seria bom? Você acha que ninguém acreditaria que eu e Lucien somos apenas... - ela lançou um olhar incerto para o lufano - amigos? <br /><br />-Você acha que acreditariam? – a ruiva devolveu a pergunta para a prima.<br /><br />-Eu não sei... – a morena respondeu ainda um tanto hesitante – Eu gostaria que acreditassem nisso, mas, realmente, para alguém de fora, uma amizade entre um garoto e uma garota solteiros é algo estranho... Eu mesma, quando comecei a te conhecer, achava que existia alguma coisa entre você e o Herman.<br /><br />-Eu concordo que seja uma besteira acharem tão difícil uma amizade entre um garoto e uma garota, mas a primeira coisa que passa na cabeça de todos é um relacionamento romântico – a ruiva prosseguiu. Além disso, eu não sei por que, mas, automaticamente, quando pensamos em um casal, a última coisa que imaginamos que eles estariam fazendo seria conspirar contra a atual diretoria. Isso tornaria a proximidade de vocês menos suspeita e facilitaria o trabalho que andam fazendo para o Grifo. Além disso, pode parecer besteira da minha parte, mas me tranqüiliza saber que estão tomando conta um do outro enquanto eu não estiver por perto. <br /><br />O rapaz fechou o cenho, pensando consigo mesmo que, talvez, Meridiana devesse pensar um pouco mais nela própria que nos outros. Aquela idéia insana era o reflexo do quão desesperada a ruiva estava em poupar aqueles que amava. Embora, ele tivesse que admitir para si mesmo que, de um ponto de vista lógico, a idéia fazia certo sentindo, especialmente para acobertar o trabalho que ele e Adhara estavam fazendo para o Grifo. <br /><br />-O que eu não quero, fraulein, é que essa idéia, cheia de boas intenções acabe magoando você, de alguma forma. <br /><br />Meridiana balançou a cabeça, em negativa. Ela sabia que Lucien estava se referindo, ainda que indiretamente, aos problemas que tiveram no começo de sua relação, quando erroneamente a ruiva acreditou que o austríaco estava namorando Selune Priout. <br /><br />-Você não precisa se preocupar. Se eu não confiasse em vocês, não teria nem mencionado essa idéia. Aliás, se eu não confiasse em você, meine Liebe, nós não estaríamos juntos. <br /><br />Lucien sorriu, compreendendo exatamente o peso do significado daquelas palavras. <br /><br />-Tudo bem, podemos espalhar o boato do provável namoro. – ele respondeu – Afinal, os Carrows andam paranóicos suficiente para não gostarem de ver alunos se agrupando pelos corredores. Qualquer conversa para eles é como se estivéssemos planejando um golpe de estado. Eu e Adhara como um possível casal justificaria nossas conversas, e, o mesmo poderia se aplicar a Kyle. Não seria estranho minha “namorada” andar também com meu amigo.<br /><br />Adhara cruzou os braços quando o olhar de expectativa de Meri pousou sobre si. Pelo visto, Lucien já havia concordado, agora faltava apenas o aval dela.<br /><br />Não podia negar que enxergava a lógica por trás do plano de Meri, por todos os motivos já exaustivamente elencados naquela conversa, mas não podia dizer que estava ansiosa por colocar aquele plano em prática. Alguma coisa dentro dela a fazia hesitar. De certa forma ela sabia que estava sendo um tanto infantil e irracional, não havia motivos palusíveis para ela relutar tanto... Ela não estava namorando e nem gostando de ninguém no momento, na verdade nem sabia se estava pronta para ter outra pessoa em sua vida depois do que havia feito com Trowa. Mas assistindo à devoção que Meridiana e Lucien, a cumplicidade de seu pai e Frida, o modo como os olhos de Kyle brilhavam toda a vez que ele mencionava a namorada que havia deixado na Grécia... A morena não conseguia evitar de se pegar desejando que aquilo acontecesse a ela também.<br /><br />Porém, se todo o castelo pensasse que estava namorando com Lucien, bem, aquilo colocaria sua vida amorosa em modo de espera por tempo indeterminado. Mas talvez aquilo fosse uma coisa boa... Talvez ela não devesse sequer estar pensando na possibilidade de um romance enquanto aquela guerra não acabasse. Haviam coisas mais importantes no momento. A sua segurança, a de Lucien e o projeto em que estavam trabalhando era uma delas.<br /><br />- Tudo bem. - a morena concedeu, com um suspiro - Eu concordo que é uma boa justificativa, vocês podem contar comigo.<br /><br />Meridiana deu um sorriso de alivio, encarando os dois. Ela realmente se sentia muito mais tranqüila sabendo que Lucien e Dhara poderiam zelar mutuamente pela segurança um do outro, e, por conseguinte, também a de Kyle. Contudo, havia uma coisa naquela história que não mencionara nem à prim, nem ao namorado. A ruiva confessava apenas para si mesma que também seria deliciosamente divertido ver a cara de Theodore quando escutasse de outra pessoa sobre o tal namoro.<br /><br /><b>NOTA IMPORTANTE: o Freewebs, onde hospedamos as nossas páginas acessórias está fora do ar por problemas técnicos, por isso, por enquanto, nossas demais páginas estão inacessíveis. Esperamos que eles resolvam o problema o mais rápido possível e pedimos desculpas pelo incômodo</b><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-6633504337838015444?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-2250924868129521932009-06-15T09:50:00.000-07:002009-06-15T09:51:03.885-07:00<h4><center><b>Sugestão</h4></center></b><br />Adhara estava tão distraída entre consultar seu caderno e mapas de anotações estelares e cruzar informações com a cartilha em que estava trabalhando para a sua aula de Astronomia daquela noite que só notou que alguém havia parado ao seu lado quando uma bolsa de couro pesada foi posta sobre o tampo da carteira ao mesmo tempo em que uma voz masculina chamava a atenção dela:<br /> <br />- Este lugar está ocupado?<br /> <br />Ela levantou o rosto, reconhecendo de imediato a voz risonha e o encontrando o rosto simpático de Lucien a lhe fitar. A moça sorriu para ele.<br /> <br />- Você sabe que ele nunca está. – ela respondeu com franqueza e um tom amistoso.<br /> <br />- Exceto quando eu decido ocupá-lo. – retrucou o austríaco, puxando a cadeira e sentando-se sem maiores cerimônias ao lado dela.<br /> <br />Eles estavam na sala onde os alunos do 7° ano tinham suas aulas de Feitiços. Faltavam ainda alguns minutos para dar o horário de Flitwick chegar à sala, de modo que havia muito burburinho de conversas pelo local.<br /> <br />- Ela está sentada lá no fundo. McMillan está na mesma direção, duas carteiras à frente, então se você quiser dar uma olhada eu diria que é seguro. – Adhara o informou em um tom calculadamente baixo, de modo que apenas o lufano a ouvisse. <br /> <br />Lucien assentiu e virou o corpo na cadeira, de modo que pudesse enxergar o fundo da sala. Seu olhar vagou pelos alunos até encontrar quem procurava. Não foi difícil, o cabelo ruivo se destacava facilmente. Meri estava sozinha, sentada em uma carteira ao lado da janela, os braços magros cruzados sobre o tampo da carteira e o olhar perdido na paisagem externa do castelo. Ela não virou o rosto e nem demonstrou perceber que Lucien a observava. O austríaco suspirou e acenou em reconhecimento para Ernest Mcmillan e alguns outros colegas lufanos para disfarçar, antes de endireitar o corpo na cadeira.<br /> <br />- Ela parece distraída. – ele comentou, com o cenho franzido. <br /> <br />- Então foi coisa de agora, ela estava olhando para cá antes de você chegar. – a garota o respondeu, sem desviar os olhos de seu dever de Astronomia. <br /> <br />O austríaco sentiu vontade de questioná-la a respeito daquilo, mas reconheceu que Adhara estava ocupada no momento e, ao vê-la trabalhando com tanto afinco naquele mapa estelar, ele próprio se arrependeu de ter deixado seus livros de Runas Antigas no dormitório – havia uma tradução particularmente extensa e complicada que ele teria que terminar para o dia seguinte. Ele provavelmente teria que passar parte da noite em claro na sala comunal para terminá-la a tempo. <br /> <br />Adhara suspirou e largou a pena, flexionando os dedos fatigados por algumas vezes antes de começar a fechar seus livros e juntar anotações. Percebendo o que a morena fazia, Lucien pôs-se a auxiliá-la na tarefa. Eles trabalharam em um sincronismo silencioso, em que ele guardava os materiais de Astronomia dela dentro da bolsa, enquanto a moça tirava os livros de Feitiços. <br /> <br />Nenhum dos dois percebeu o sonserino que passou rente à carteira, observando-os com sincera curiosidade, antes de seguir seu caminho para o fundo da sala.<br /> <br />Theodore Nott meneou a cabeça com um sorriso de escárnio para a interação tão confortável de Adhara com o rapaz Von Weizzelberg. Francamente, ele esperava mais dela. Não fazia nem um mês que Meridiana e Von Weizzelberg haviam terminado o namoro, e agora a sonserina, que era <i>parente</i> de Meri, era vista para cima e para baixo no castelo com o ex da prima. Theodore percebia agora que talvez tivesse dado à Adhara mais valor do que ela merecia durante todos aqueles anos se agora a garota se contentava tão facilmente com os restos de outra.<br /> <br />Nott então procurou Meridiana, a fim de conferir se a ruiva havia notado a mesma cena que ele. Foi com satisfação que ele constatou que sim. A grifinória estava com os olhos pregados no casalzinho, com uma expressão indecifrável nos orbes verdes. Theo notou que, muito providencialmente, a cadeira ao lado da prima estava vaga. Ele não precisou pensar duas vezes antes de seguir para se sentar com ela.<br /> <br />Foi apenas o vulto de Theodore que a fez sair das conjecturas sobre o quanto se sentia confortada em perceber que as pessoas que lhe eram caras, se toravam cada vez mais próximas, sendo capazes de se protegerem mutuamente.<br /><br />Meri desviou o olhar mais que depressa de Lucien e Dhara quando notou a aproximação do sonserino, mas notou que era tarde demais. Nott já a havia flagrado olhando para o dois. A ruiva se sentiu estúpida por ter baixo a guarda tão facilmente, contudo, tentou não demonstrar apreensão, esperando que o comportamento do primo lhe desse pistas de como agir e minimizar seu deslize.<br /> <br />Theodore colocou seu material sobre a mesa e sentou-se sem sequer pedir licença.<br /> <br />- Inacreditável, não é mesmo? Os dois não estão sequer fazendo questão de serem discretos. – o sonserino indicou Adhara e Lucien com um gesto de cabeça, deixando bem claro a quem estava se referindo.<br /> <br />Meri franziu o cenho, se perguntado do que aquele maluco do Nott estava falando. Ela resolveu dar mais uma olhada na prima e no namorado, já que o sonserino claramente estava lhe dando uma brecha para fazê-lo sem parecer muito suspeita. Em um primeiro momento ela não entendeu o que Theodore estava vendo demais na cena. Dhara e Lucien estavam apenas sentados juntos. Ele a havia ajudado a guardar o material e agora eles estavam conversando. Mas então, em um segundo momento, a observação da ruiva se tornou mais minuciosa e ela começou a enxergar certos detalhes. Os mesmos detalhes que Theodore havia percebido.<br /> <br />O austríaco e a sonserina mantinham o contato visual enquanto falavam. Os dois tinham os braços apoiados sobre o tampo da mesa e estavam tão próximos que seus ombros quase se tocavam. Meri sabia que aquela proximidade toda provavelmente se devia ao fato de que Dhara e Lucien deveriam estar tentando manter a sua conversa particular, mas sabia também que tipo de impressão aquilo poderia causar em pessoas maliciosas como Nott. <br /> <br />-Isso não diz mais respeito a mim – a ruiva respondeu, em um tom baixo.<br /> <br />- É, não diz. - Theodore concedeu, antes de abrir um meio sorriso - Mas ainda assim não explica por que você estava olhando com tanto afinco para os dois.<br /><br />-Pelos mesmos motivos que te levaram a fazer essas perguntas para mim, priminho – a ruiva virou o rosto, encarando Nott, enquanto apoiava a cabeça levemente inclinada em uma das mãos e brincava, usando o mindinho, com um cacho que se sobressaia , próximo da orelha. –Curiosidade.<br /><br />Nott apenas arqueou uma das sobrancelhas para a grifinória, mas não a respondeu. Flitwick chegou à sala logo em seguida, cumprimentando a turma e mandando todos pegarem suas varinhas.<br /><br />Meridiana sorriu para si mesma, satisfeita por ter revertido seu deslize em vantagem. Aparentemente ele não havia duvidado da pequena mentira dela. De fato, a ruiva talvez devesse agradecer a Theodore por ter lhe dado uma idéia que acabaria por corroborar a farsa de que cortara relações com seus antigos amigos, especialmente com Dhara e Lucien. Era apenas uma questão de ter a oportunidade certa, e ela exporia ao namorado e à prima o seu plano.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-225092486812952193?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-29801855689251461172009-06-12T21:45:00.001-07:002009-06-12T21:45:29.503-07:00<h4><center><b>Nossa nova seção!!!</h4></center></b><br />Para fechar com chave de ouro o nosso níver de seis anos, além do último post de De Repente 30, e dois CD especiais, temos a estréia da nossa galeria de ilustrações, todas feitas pela talentosissima Dani. Vocês já tiveram uma amostra do trabalho dela no nosso template.<br /><br />O resto vocês podem conferir abaixo, com direito a alguns comentários da artista!<br /><br /><br /><center><a href="http://s31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/desenhos/Desenho.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/desenhos/th_Desenho.jpg" border="0" alt="Voldemort/Hogwarts/Resistência/Hebridas"></a></center><br /><br />Comentário da Dani: Usei a idéia dos 3 núcleos, mostrando a Meri e a Dhara em Hogwarts, O Herman e a Sam em Londres, na Resistência (os prédios ao fundo foram inpirados nos da London Road), a Mina solitária nas Hébridas e, o cavalheiro simpático em cima, o nosso querido Voldie (que tá parecendo mais um dementador)"<br /><br />Comentário empolgado da Raven: "o desenho ficou perfeitoso ao cubo, não sei como te agradecer. Acho que captou exatamente o tom que vamos adotar no ano 07. Adorei o modo como vc colocou a Dhara e a Meri "afastadas" e ainda próximas, e o o Herman e a Sam se apoiando mutuamente, e a forma como a Mina, mesmo presente nas hébridas, está com a mente o coração também mais além.Amei o detalhe das folhas, adorei também as unhas do tio Voldie, a impressão que eu tive é que ele estava estraçalhando a vida de todos ali, como, de fato, fez. Como uma influencia funesta externa."<br /><br /><center><a href="http://s31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/desenhos/MeridianaBlack-Thorne2.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/desenhos/th_MeridianaBlack-Thorne2.jpg" border="0" alt="Meridiana Black-Thorne"></a></center><br /><br />Comentário da Meri: Eu até procurei o making-off da Dani, mas não consegui encontrar, desculpem. Mas, como deu para notar, esse é um trabalho imensamente elaborado, e mostra a Meridiana em seu lado Black-Thorne. Obvio dizer que eu sou apaixonada pelo desenho, não apenas por ser a Meri, mas pelo modo como a Dani conseguiu captar a força, a dualidade e a melancolia da ruiva no atual momento da história.<br /><br /><center><a href="http://s31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/desenhos/Adhara.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/desenhos/th_Adhara.jpg" border="0" alt="Adhara Ivory - Sala Comunal da Sonserina"></a></center><br /><br />Comentário da Dani:Tentei caracterizar ao máximo com a idéia que eu tenho da Adhara. Deu um pouco de trabalho chegar ao tom preto-acinzentado do cabelo dela (pelo menos que eu imagino que ela tenha), mas acho que ficou bom.<br /><br /><center><a href="http://s31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/desenhos/Raven.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/desenhos/th_Raven.jpg" border="0" alt="Raven - Tempos de sacrifícios"></a></center><br />Comentário da Dani:esse desenho é da minha idéia da Raven atual.<br /><br />Comentário da Meri: Este desenho me lembrou bastante os posts da Raven logo no comecinho do sétimo ano, quando a Meri ainda estava desaparecida.<br /><br /><center><a href="http://s31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/desenhos/Mina.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/desenhos/th_Mina.jpg" border="0" alt="Mina nas Hébridas"></a></center><br /><br />Comentário da Dani:Essa seria a nossa querida Mina em seu exílio nas Hébridas. Preocupada e afastada de tudo.(pelo menos é a idéia que eu tenho dela agora) <br /><br /> <br /><h4><center><b>+ 9 beijos para fazer um dia feliz (CD)<br />& A Máfia vai a Festa (CD)</h4></center></b><br /><br />Para fechar os especiais de Dia dos Namorados que a Lulu escreveu, ela preparou um CD com a trilha sonora de + 9 beijos para fazer um dia feliz. <br /><br /><center><a href="http://i30.photobucket.com/albums/c313/Silver9/O%20teto%20da%20coruja/9beijosparafazerseudiafeliz-cd.jpg" target="_blank"><img src="http://i30.photobucket.com/albums/c313/Silver9/O%20teto%20da%20coruja/th_9beijosparafazerseudiafeliz-cd.jpg"></a><br /><br /><b>Download <a href="http://www.mediafire.com/?mojmzzzjjmz" target="_blank"><u>AQUI</u></a></b></center><br /><br />E para animar a festa, ela resolveu presentear a todos com um CD temático do Expresso: <b>Máfia vai a Festa</b>, recheado de são coisas que as mafiosas ouviriam nas festas do pijama delas, se identificariam, ou fariam só de palhaçada.<br /><br /><center><a href="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/capas/Amfiavaifesta-cd.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/capas/th_Amfiavaifesta-cd.jpg"></a><br /><br /><b>Download <a href="http://www.mediafire.com/download.php?nzcixvnttzg" target="_blank"><u>AQUI</u></a></b></center><br /><br /><br /><h4><center><b>De Repente 30 - Satanio</h4></b></center><br /><center><a href="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/sat30.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/th_sat30.jpg"></a><br /><br /><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/30-anos-Sat.jpg"></center><br /><br /><b>*Para ler as últimas postagens, clique <a href="http://feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com/" target="_blank"><b>AQUI</b></a></b><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-2980185568925146117?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-4414581108029266472009-06-12T06:03:00.001-07:002009-06-12T06:03:21.555-07:00<h4><center><b>De Repente 30 - Lore & Herman</h4></b></center><br /><center><a href="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/lorher30.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/th_lorher30.jpg.jpg"></a><br /><b>Lore e Herman adolescentes- Rachel Bilson e Adam Brody Lore e Herman adultos - Jennifer Garner e Ben Affleck</b><br /><br /><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/30-anos-Herman.jpg"></center><br /><br /><br /><center><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/30-anos-Lore.jpg"></center><br /><br /><h4><center><b>+ 9 beijos para fazer um dia feliz</h4></center></b><br /><br /><span style="font-weight: bold);">When all is said and done</span><br /><br /><span style="font-style: italic;font-size:80%;" >(Meridiana e Lucien – Expresso)</span><br /><br /><div style="text-align: right; font-style: italic;"><span style="font-size:80%;">Here's to us one more toast and then we'll pay the bill<br />Deep inside both of us can feel the autumn chill<br />Birds of passage, you and me<br />We fly instinctively<br />When the summer's over and the dark clouds hide the sun<br />Neither you nor I'm to blame when all is said and done<br /><br />It's so strange when you're down and lying on the floor<br />How you rise, shake your head, get up and ask for more<br />Clear-headed and open-eyed<br />With nothing left untried<br />Standing calmly at the crossroads, no desire to run<br />There's no hurry any more when all is said and done</div></span><br /><br />Havia cheiro de fumaça ocre no ar. Aqui e ali, pessoas choravam, riam, se regozijavam. No caos do final da batalha, todos se abraçavam, sem se importar com rivalidades antigas, simplesmente felizes por estarem <i>vivos</i>. Porque logo estariam em casa, brindando ou lamentando seus mortos, mas ainda assim contentes por saberem que <i>tinha acabado</i>. Que as mortes não tinham sido em vão. Que eles tinham <i>significado</i> alguma coisa.<br /><br />Não havia acabado ainda para <i>ela</i>. Havia coisas que precisava fazer, coisas de que precisava tomar conta, tanto por resolver... A verdade é que aquele era apenas o início, pois, terminada a guerra, começava o esforço da reconstrução.<br /><br />Não havia pressa, contudo. Eles agora tinham todo o tempo do mundo.<br /><br />Mas essas não eram suas preocupações no momento. Ligeiramente nervosa, ela esquadrinhava a multidão, à procura da pessoa com quem queria comemorar aquele momento. Havia outros, é claro, seus amigos, sua prima, sua família... Mas ela precisava <i>dele</i> primeiro.<br /><br />Foi ele quem a achou, contudo. Meri sentiu seus pés deixarem o chão, enquanto ele a rodava no ar, beijando-a quase imediatamente, as risadas de ambos sufocados por lábios e lágrimas até que estivessem sem fôlego, até que o mundo tivesse desaparecido num borrão de cores.<br /><br />Lucien só a colocou de volta no chão quando ambos já estavam completamente sem fôlego. Ela o encarou ternamente, sem tirar as mãos de seus ombros; da mesma forma que ele mantivera seus braços em torno de sua cintura.<br /><br />Não eram necessárias mais palavras. Depois de tudo dito e feito, eles podiam se dar ao luxo de um momento de absoluta serenidade, nos braços um do outro.<br /><br /><center><a href="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/meri_lucien_miss.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/th_meri_lucien_miss.jpg" border="0"></a></center><br /><br /><b>Para ler os demais beijos, visitem o Coruja em teto de zinco quente, o blog da Lulu</b><br /><br /><center><a href="http://owlsroof.blogspot.com/" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/owl_b.gif" border="0"></a></center><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-441458110802926647?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-3631989572842224852009-06-11T09:58:00.001-07:002009-06-11T09:58:28.968-07:00<h4><center><b>De Repente 30 - Darien</h4></b></center><br /><center><a href="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/darien30.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/th_darien30.jpg"></a><br /><br /><br /><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/30-anos-Darien.jpg"></center><br /><br /><h4><center><b>De Repente 30 - Selune</h4></b></center><br /><center><a href="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/sel30.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/th_sel30.jpg"></a><br /><br /><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/30-anos-Sel.jpg"></center><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-363198957284222485?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-74672914527548734802009-06-10T05:49:00.000-07:002009-06-10T05:51:38.196-07:00<h4><center><b>De Repente 30 - Mina</h4></b></center><br /><center><a href="http://s31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/mina30.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/th_mina30.jpg"></a><br /><b>Mina adolescente- Amber Tamblyn Mina adulta - Jennifer Morrison</b><br /><br /><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/30-anos-Mina.jpg"></center><br /><br /><h4><center><b>De Repente 30 - Sam</h4></b></center><br /><center><a href="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/sam30.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/th_sam30.jpg"></a><br /><b>Sam adolescente- Jessica Alba Sam adulta - Kate Beckinsale</b><br /><br /><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/30anos-Sam.jpg"></center><br /><br /><h4><center><b>+ 9 beijos para fazer um dia feliz</h4></center></b><br /><br /><span style="font-weight: bold">From where I standing</span><br /><br /><span style="font-style: italic;font-size:80%;" >(Raven e Luke – Expresso)</span><br /> <br /><br /><div style="text-align: right; font-style: italic;"><span style="font-size:80%;">From where I'm standing, I think I caught your eye..<br />Were you looking at me? Cuz I swear I saw you smile.<br />And I'm coming over.. gonna take things off your mind.<br />And I bet you'll fine. And I bet you'll be fine.<br />I guess it's not the way you always planned it.<br />Looks like you're heading for a crash landing.<br />That's just the way it looks from where I'm standing…<br />From where I'm standing.</span></div><br /><br /> Então esse era o Memorial de Guerra de que estavam falando tanto nos últimos tempos... Ela tinha imaginado algo como a fonte no átrio do Ministério, pomposa e absolutamente falsa em sua idéia de “cooperação”. Mais para submissão, na verdade...<br /><br />O obelisco era simples, apenas um marco, não muito distante do túmulo do professor Dumbledore. Um obelisco e um túmulo; essas eram as marcas que o final da guerra tinham deixado em Hogwarts.<br /><br />- Eu imaginei que você estaria aqui. – uma voz soou às suas costas, pouco antes de uma mão morna envolver a sua.<br /><br />Raven ergueu a cabeça, dando de cara com o meio sorriso de Luke.<br /><br />- Você ainda não cortou o cabelo, ruivo? – ela questionou, rindo de leve ao perceber a careta que ele fazia toda vez que a franja caía sobre seus olhos.<br /><br />- Nah... Eu estou pensando em deixar ele assim. Eu fico mais charmoso. – ele piscou o olho para ela.<br /><br />A morena apenas balançou a cabeça de leve, voltando o olhar mais uma vez para o obelisco. Luke a observou em silêncio, ao mesmo tempo em que entrelaçava seus dedos aos dela.<br /> <br />O silêncio da moça era sinal de seu luto. Ainda que seu coração agora estivesse com o ruivo ao seu lado, ela nunca deixaria de lamentar seu primeiro amor. Severus Snape fora o Heathcliff para sua Cathy, o Senhor do Seu Coração.<br /><br />Ela amara pela primeira vez com toda a intensidade de um coração jovem e acreditara que nunca vacilaria em sua afeição. Que nunca encontraria outro amor como aquele. Então, Luke ressurgira, assumindo o papel do Coronel Brandon para sua Marianne.<br /><br />Fora um longo caminho até ali e, de onde ela se encontrava, podia agora admirar e até rir um pouco de si mesma.<br /><br />Um sorriso tranqüilo abriu caminho em seus lábios e ela se voltou para o rapaz, colocando-se na ponta dos pés para salpicar-lhe um beijo na bochecha.<br /><br />- Vamos ter de dar um jeito no seu cabelo de qualquer forma, ruivo. – ela observou, brincando – Não vamos querer que você fique <i>tão</i> charmoso. Se não, o que eu vou fazer? Terei de arranjar um bastão de quadribol para manter a mulherada longe de você.<br /><br />Ele apenas riu em resposta, enquanto passava uma mão pela cintura dela, os dois começando a caminhar para os portões da escola... e para o resto de suas vidas.<br /><br /><center><a href="http://s31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/ravi_luke_kiss.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/th_ravi_luke_kiss.jpg" border="0"></a></center><br /><br /><br /><b>Para ler os demais beijos, visitem o Coruja em teto de zinco quente, o blog da Lulu</b><br /><br /><center><a href="http://owlsroof.blogspot.com/" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/owl_b.gif" border="0"></a></center><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-7467291452754873480?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-21795986118914333332009-06-08T20:48:00.001-07:002009-06-08T20:48:24.583-07:00<h4><center><b>De Repente 30 - Raven</h4></b></center><br /><center><a href="http://s31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/rav30.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/th_rav30.jpg"></a><br /><b>Raven adolescente e adulta - Winona Ryder</b><br /><br /><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/30-anos-Raven.jpg"></center><br /><br /><h4><center><b>De Repente 30 - Dhara</h4></b></center><br /><center><a href="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/dhara30.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/th_dhara30.jpg"></a><br /><b>Dhara adolescente- Alexis Blendel e Dhara adulta - Eva Green</b><br /><br /><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/30anos-Dhara.jpg"></center><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-2179598611891433333?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-79861436381839521172009-06-08T06:42:00.001-07:002009-06-08T06:42:46.120-07:00<h4><center><b> Seis anos de Expresso Hogwarts!!!!</h4></center></b><br />Nossa, nem dá para acreditar que já se passaram seis anos desde o primeiro post publicado aqui oO O tempo voa, e tanta coisa aconteceu, não apenas com os nossos personagens, mas também conosco, com o site e creio que com vocês leitores também.<br /><br />A única coisa que me vêm a cabeça no momento é agradecer a todos por nos acompanharem nessa nossa mágica jornada...Sem vocês, o Expresso não existiria!<br /><br />Como manda a tradição, semana de aniversário, semana de postagens especiais e novidades. <br /><br /><br />A primeira de todas, é claro, foi a mudança de layout, junto vem a mudança das dolls dos persoangens (que vocês podem conferir nas páginas internas)<br /><br />Segundo, vamos aos posts especiais. Temos <b>duas séries que serão postadas simultaneamente aqui</b>.<br /><br />A primeira é <b>"De repente 30/onde estarei aos 3o anos?"</b>. A idéia original era fazer uma fic sobre cada um dos nossos personagens aos 30 anos de idade, mas, como traria muitos spoilers, acabamos decidindo mudar para reflexões dos nossos personagens para quando chegarem aos 30 anos.<br /><br />Por que 30 anos? ? Bem,pegamos novamente a idéia de um amigo meu diz que cada ano de vida de um site/blog equivale a 5 anos reais. De onde ele tirou isso eu não sei, mas acabou nos rendendo boas idéias.<br /><br />A segunda série é <b>+ 9 beijos para fazer um dia feliz</b><br /><br />A Lulu (Mina) resolveu aproveitar a semana do aniversário do Expresso e a semana do dia dos namorados e trazer um presente para vocês.<br /><br />Passo a palavra para ela: <br /><br /><i>E qual seria a melhor maneira de comemorar o dia dos namorados se não com... beijos?<br /><br />De segunda a sexta, publicarei uma pequena coletânea de cenas de beijos inéditas de todos os sites em que publico. O que significa que haverá para todos os gostos - Expresso, Amaterasu e New Dawn.<br /><br />É quase como armar minha própria barraca de beijos sem ter que passar pelo processo de troca de saliva! Fantástico!</i><br /><br />Os beijos do Expresso serão publicados simultaneamente aqui e no Coruja.<br /><br />Bem, sábado teremos mais alguns presentes extras. Um deles acho que se vocês pensarem bem, já dá para desconfiar. Os outros serão CDs temáticos.<br /><br /><b>As postagens de aniversário serão diárias!</b><br /><br />Esperamos que gostem e feliz aniversário para todos nós!!!<br /><br />Beijos, Meri<br /><br /><h4><center><b>De Repente 30 - Meri</h4></b></center><br /><center><a href="http://s31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/meri30.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/th_meri30.jpg"></a><br /><br /><br /><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/30-anos-Meri.jpg"></center><br /><br /><h4><center><b>+ 9 beijos para fazer um dia feliz</h4></center></b><br /><span style="font-weight: bold);"><b>Falling Slowly</b></span><br /><span style="font-style: italic;font-size:80%;" >(Mina e Isaac – Expresso)</span><br /><div style="text-align: right; font-style: italic;"><span style="font-size:80%;">Falling slowly, eyes that know me<br />And I can't go back<br />Moods that take me and erase me<br />And I'm painted black<br />You have suffered enough<br />And warred with yourself<br />It's time that you won<br /><br />Take this sinking boat and point it home<br />We've still got time<br />Raise your hopeful voice you have a choice<br />You've made it now<br />Falling slowly sing your melody<br />I'll sing along</span></div><br /><br />Ele abriu os olhos devagar, momentaneamente confuso de onde se encontrava e porque estava dormindo sentado. Algo se mexeu em seu ombro e ele abaixou o rosto para dar de cara com Mina aninhada contra seu peito, encolhida sob a manta que envolvia precariamente os dois.<br /><br />Isaac deu um meio sorriso. Eles ainda estavam sentados no balanço da varanda; neve caía silenciosa no pátio diante deles, flocos brancos banhados de luar.<br /><br />Apesar do belo cenário, estava frio demais para que eles continuassem ali fora. E seus braços estavam dormentes por terem ficado muito tempo na mesma posição, de modo que não podia carregá-la para dentro. Teria de acordá-la.<br /><br />Com a mais suave pressão, ele encostou os lábios à testa gelada da moça, ao mesmo tempo em que apertava de leve o corpo pequeno contra o seu.<br /><br />- Mina?<br /><br />Ela se encolheu ainda mais, fazendo uma ligeira careta.<br /><br />- Não, Kieran, você não pode morder o Cão. – ela balbuciou, sem abrir os olhos.<br /><br />Ele riu baixinho e o movimento dessa vez foi o suficiente para fazê-la despertar, erguendo os olhos para ele ainda meio grogue.<br /><br />- Isaac?<br /><br /><center><a href="http://s31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/minai_isaac_kiss.jpg" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/th_minai_isaac_kiss.jpg" border="0"></a></center><br /><br /><br /><b>Para ler os demais beijos, visitem o Coruja em teto de zinco quente, o blog da Lulu</b><br /><br /><center><a href="http://owlsroof.blogspot.com/" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/owl_b.gif" border="0"></a></center><br /><br />Aproveito e convido a todos para conhecerem também o blog do nosso talentoso ilustrador do Amaterasu, o Rubem:<br /><br /><center><a href="http://madhatterwoods.blogspot.com/" target="_blank"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/bluerosesb.gif"></a></center><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-7986143638183952117?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-49202431628240952082009-06-05T06:37:00.001-07:002009-06-05T06:37:42.193-07:00<center><h4><b>Armada - Parte Final</b></center></h4><br />- Mas, como assim? - exclamou Ginny, desconfiada - Desde quando sonserinos se voltam contra eles mesmos? Isso é muito estranho!<br /><br />- Tudo é possível para quem acredita na verdadeira magia - respondeu Satanio, brincalhão, com seu melhor sorriso - Mas, falando sério, não é porque algumas serpentes estão rastejando para o buraco que nós rastejaremos atrás, não é, Raven?<br /><br />- É lógico - anuiu a moça – Nós não somos um rebanho, temos idéias próprias.<br /><br />- Eu me lembro de você, Sinclair - comentou Longbottom, com um sorriso - De uma detenção com o Snape há uns dois anos atrás. Ele me deu uma montanha de caldeirões cascorentos para ariar, e você me ensinou um feitiço para limpá-los mais rápido. Sem a sua ajuda, eu teria ficado o final de semana inteiro naquela função.<br /><br />- Também me lembro disso - comentou Luke, que até então se mantivera calado - Peguei essa detenção com vocês. Aquele seboso me deu um saco gigantesco de sementes para separar, e Raven ficou eviscerando lagartas. Excelente forma de se passar um sábado...<br /><br />Um murmúrio ergueu-se entre todos os alunos. Uma parte dos integrantes da formação original da Armada juntou-se num canto, onde conversavam apressadamente, falando quase todos ao mesmo tempo, gesticulando e, de vez em quando, olhando na direção dos dois sonserinos. Satanio observava a movimentação de cabeça erguida, olhos brilhantes; Raven, por sua vez, levantara-se da poltrona e andava de um lado para o outro, cerrando e descerrando os punhos, a despeito dos pedidos de calma de Luke e de Lorelai.<br /><br />- Eu disse que isso não ia dar certo - Raven rosnou, entredentes - Esse pessoal odeia sonserinos, aqui não há lugar nem para mim nem para o Sat.<br /><br />A Fada chegou a articular uma frase, mas foi interrompida por Neville, que, batendo palmas, pedia silêncio:<br /><br />- Gente, por favor, vamos conversar todos juntos, essa confusão não leva a lugar nenhum. O que vocês tanto cochicham aí nesse canto? Seamus, Lavender, Ernest?<br /><br />Finnigan deu um passo à frente e disse, apontando os sonserinos:<br /><br />- Nunca ninguém viu um sonserino a favor de Dumbledore ou de Harry Potter nessa escola. Também nunca se viu nenhum deles se juntar a nós para nada!<br /><br />- E como nos juntaríamos, se nunca fomos convidados? - perguntou Satanio, erguendo os ombros - Não é educado ser penetra nas festas alheias.<br /><br />- E quem garante - prosseguiu Seamus, exaltado - que esses dois não colaram aquele cartaz para chamar atenção dos Carrow para as nossas atividades? Para alertar o inimigo?<br /><br />- O quê? - exclamou Raven, perplexa - Só pode ser brincadeira! Como você pode pensar uma asneira dessas?<br /><br />- Asneira nada, o Seamus disse uma coisa muito séria! - gritou Lavender Brown, virando-se para Neville - Isso é uma estratégia para nos entregar! Esses dois são espiões dos Carrow! Temos que fazer alguma coisa!<br /><br />- Calma, gente, calma! - pediu Luna, erguendo-se da poltrona de onde até então observara tudo, e postando-se entre Raven, que ofegava de raiva, e Lavender, que repetia serem os sonserinos espiões dissimulados - Vamos parar com isso! Não podemos nos dividir, precisamos esfriar a cabeça e pensar com clareza. Concordo com o Goddriac, os sonserinos nunca estiveram conosco porque nunca foram convidados; também é erro nosso achar que não há boas pessoas na Sonserina. <br /><br />Ergueu-se um murmúrio de descontentamento, contido por um gesto de Neville.<br /><br />- Sim, acredito que haja boas pessoas na Sonserina, como também pode haver mal intencionados nas demais Casas - prosseguiu Luna, indiferente aos murmúrios, sorrindo para Satanio e Raven - Temos que dar chance às pessoas de se revelarem. Não é a primeira vez que vejo estes sonserinos interagindo com alunos de outras casas; foram trazidos aqui pela Mercury, que é uma grifinória, e aqui estão com lufanos, corvinais e outros grifinórios. Não acho justo que sejam tidos como espiões apenas por Goddriac ter orgulho de ser sonserino e por Sinclair nutrir um respeito especial por Severus Snape.<br /><br />Todos os olhares se fixaram em Raven, que, involuntariamente, se fez carmim.<br /><br />- Ei, é isso mesmo! - exclamou Zacariah Smith, apontando a sonserina - Essa doida é a queridinha daquele assassino do Snape! Foi ele quem a mandou aqui para nos espionar e depois correr para contar tudo para ele!<br /><br />- Como você ousa... - começou Raven, lívida, dando um passo na direção do lufano; foi detida por Satanio, que a segurou com firmeza.<br /><br />- Acalme-se, Rav. Sente-se aqui com o Luke, vamos; deixe que eu cuido disso. Confie em mim - ele falou, olhando a amiga direto nos olhos. Depois, virando-se para os demais, disse:<br /><br />- Com exceção de nossos amigos, algum de vocês realmente sabe alguma coisa sobre mim e Raven para nos acusar desse modo? – o tom dele era sério e bem diferente do sarcasmo usual.<br /><br />Ninguém se pronunciou; um silêncio quase sepulcral se instaurou entre o grupo.<br /><br />- Tudo o que vocês vêem são as nossas vestes, o prata, o verde e um amontoado de estereótipos de que somos sempre potenciais bruxos das trevas. Já cansei de escutar que a maioria dos bruxos ruins saiu da Casa da Serpente e que o próprio Você-sabe-quem era um dos nossos. – o loiro continuou – Isso é a mesma coisa de afirmar que corvinais são robôs racionais e sem sentimentos, que os grifinórios são arrogantes e metidos a sabe-tudo e que os lufanos são paspalhos e bobalhões.<br /><br />- Ei! Também não é assim! – Smith gritou, enquanto os outros alunos murmuravam entre si pequenos protestos e autodefesas.<br /><br />- Não? – Satanio retrucou, elevando um pouco mais a voz. – Querendo ou não, todas as nossas qualidades que o Chapéu Seletor enumera acabam virando defeitos na boca de detratores. Além disso, não sei se vocês repararam, mas o Chapéu nos seleciona para determinada Casa pelas qualidades que se destacam em nós, mas isso não exclui as outras. Eu sou corajoso como um grifinório, inteligente como um corvinal, leal como um lufano, mas são minha astúcia e minha ambição que me fazem um sonserino. Eu quero ser sempre o melhor no que faço, isso é tão errado assim? O problema é que confundem ambição com mesquinharia. <br /><br />- Vocês não são mesquinhos, nem você nem Raven – Satanio escutou a voz firme de Lucien Von Weizzelberg se pronunciar ao fundo, o que fez o loiro dar um ligeiro sorriso antes de prosseguir em sua fala.<br /><br />- Meu melhor amigo, Herman Mercury, nasceu de uma família quase completamente trouxa. Hoje ele está foragido, e não tenho nem certeza se ele ainda está vivo. Só tenho esperanças. A minha namorada, Yvaine Lancaster, também veio de uma família trouxa, e precisei mandá-la para o outro lado do oceano para que ela e os pais pudessem sobreviver. Raven pode até ter simpatia pelo Snape, mas a mãe dela era trouxa. Vocês acham que ela gosta de escutar falarem que a mãe dela vale menos que um verme? Os pais dela foram vitimados por Comensais com uma maldição que os fez morrer lentamente no decorrer dos anos, e ela viu tudo isso acontecer. Então, não nos digam que não temos motivos para estarmos aqui só porque somos sonserinos!<br /><br />Sentada ao lado de Luke, Raven meneou a cabeça, em assentimento ao notável discurso do amigo. Sat fora certeiro em sua argumentação, e conseguira expor em palavras claras e francas tudo o que a sonserina trazia em seu peito. Assim, permaneceu calada, na esperança de que seu silêncio valorizasse a fala de Satanio.<br /><br />-Acho que Goddriac já demonstrou que tem mais que motivos suficientes para estar aqui – Neville tomou a palavra, quebrando o silêncio pesado que caíra na Sala Precisa. <br />Ninguém aparentemente se prontificara a discordar de Longbottom.<br /><br />Todavia, Raven não era suficientemente ingênua para acreditar que o loiro conseguiria demover os demais da idéia de que toda maldade provém da Sonserina. Ela tinha plena consciência de que, apesar da tolerância e da simpatia que poderiam vir de Neville e de Luna, eles nunca seriam realmente aceitos na Armada de Dumbledore.<br /><br />Um sorriso triste perpassou seus lábios ao tentar imaginar o que o próprio Albus pensaria disso.<br /><br /><b>Com este post, encerramos o mês de setembro nas aventuras do Expresso Hogwarts, semana que vem vai ser a <u>SEMANA ESPECIAL DE ANIVERSÀRIO</u>. Com fics especiais e outras surpresas! <br /><br />Depois voltaremos com o mês de outubro e muitas, muitas reviravoltas!</b><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-4920243162824095208?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-63702434365069149312009-06-03T06:00:00.000-07:002009-06-03T06:01:04.949-07:00<center><h4><b>Armada - Parte 01</b></center></h4><br />Sentada em uma das poltronas que se espalhavam pela sala precisa, Lorelai Mercury relembrava os acontecimentos que a trouxeram àquela reunião da Armada de Dumbledore.<br /><br />Quando Ginny Weasley decobriu sobre o <i>Olho do Grifo</i>, a Fada Prensada foi apresentada oficialmente para Neville Longbottom e Luna Lovegood, que eram os outros responsáveis pelo retorno do grupo subversivo. <br /><br />Longbottom, que não parecia mais ser aquele garoto tímido e atrapalhado que vivia sempre perdendo seu sapo de estimação, mas assumira por completo o papel de liderança deixado vago por Potter desde seu sumiço, havia enfatizado para Lore que era melhor juntarem forças se tinham o mesmo propósito. <br /><br />Mais que isso, o rapaz elogiara o trabalho do <i>Olho do Grifo</i>, o que fizera Lorelai corar involuntariamente, em um misto de encabulamento e orgulho.<br /><br />Ela chegara a relatar para os três sobre quase tudo o que ocorrera com ela e seus amigos no ano anterior (apenas omitiu a traição da irmã, pelo modo dolorido com que aquilo ainda a afetava).<br /><br />Aos poucos ela foi participando das reuniões da Armada, ora repassando informações para a turma do Grifo, ora levando um amigo consigo; contudo, aquela era a primeira vez que Lorelai conseguia levar quase todos os amigos para uma reunião da AD.<br /><br />Além deles, deveriam ter mais ou menos oito pessoas no lugar, somando ao todo quinze alunos subversivos. A Armada estava no seu recomeço, mas tudo indicava, pelos efeitos das pichações que o grupo começava a realizar, e pelos murmúrios de insatisfação dos alunos, que aquele número só tendia a aumentar no decorrer dos próximos meses.<br /><br />A exceção de Satanio e Raven, Lore percebeu que só havia membros das outras três casas no momento. Contudo, a grifinória fez questão de trazer os dois sonserinos naquela noite. O assunto principal a ser discutido foi o cartaz que a Fada descobrira depois ter sido obra dos amigos.<br /><br />Não fora tarefa simples para Lore convencer Raven a vir. A sonserina acreditava que nem ela nem Satanio seriam bem recebidos pelos demais integrantes da AD, e não lhe agradava em nada ser alvo de hostilidades preconceituosas. Satanio, por outro lado, aceitara de pronto o convite, fosse por espírito de equipe, fosse pela simples vontade de testar a Armada.<br /><br />Quando a Fada entrou na Sala Precisa com os amigos sonserinos, um momentâneo, porém significativo silêncio pairou entre os alunos que já haviam chegado e que conversavam animadamente entre si. Lore dirigiu-se às poltronas, ladeada por Raven, cujo corpo teso e o rosto sério indicavam seu desconforto, e seguida por Satanio, que caminhava descontraído, mãos nos bolsos, observando tudo. <br /><br />- Eu disse a você que isso não seria uma boa idéia, Lore - murmurou Raven, tensa, depois que se sentaram - Está mais do que claro que eu e Sat não somos bem vindos aqui.<br /><br />- Fique calma, Rav, eles estão apenas sob o impacto de nossas extraordinárias figuras - comentou o loiro, displicentemente sentado no chão ao pé das amigas - Assim que se acostumarem e puderem ter o prazer de saber quem somos, irão disputar nossa amizade a qualquer preço, você vai ver.<br /><br />- Estou enganada, ou aquele sujeito ali é o tal do Zacariah Smith? Ele não pára de olhar para cá, parece que nunca viu um sonserino na vida - murmurou Raven, irritada.<br /><br />- Deixa ele, Rav. Qualquer coisa, se estiver incomodando você além do tolerável, eu mando o Luke bater nele, pode ficar sossegada. E aposto que ele vai adorar fazer isso. - respondeu Satanio, piscando o olho para Lore, que sorriu de volta.<br /><br />Mais alguns alunos chegaram e, assim que todos se acomodaram, Longbottom levantou-se e tomou a palavra:<br /><br />- Bem, pessoal, conversei com Gina e achamos interessante convocar esta reunião para discutirmos o que aconteceu dias atrás no Salão Principal e que tanto desgosto trouxe para nossos queridos Irmãos Carrow.<br /><br />Boas risadas encheram o ambiente.<br /><br />- Fiquei surpreso quando vi aquele cartaz, porque até então eu imaginava que apenas nós estávamos a par das pichações e as colocando em prática; mas também me senti bastante satisfeito ao perceber que, mesmo sem pertencer à Armada, existem outros alunos que ainda amam Hogwarts e tudo o que ela representa, e não toleram os abusos que aqueles dois cretinos têm cometido a torto e a direito por aqui.<br /><br />Palmas e palavras de apoio preencheram a pequena pausa de Neville.<br /><br />- O que eu gostaria de pedir a vocês - ele prosseguiu - é que tentem descobrir quem foram os autores daquela façanha e os tragam para engrossar nossas fileiras. Quanto mais revolucionários tivermos, mais ações poderemos desenvolver. Vejo que hoje há novatos entre nós, que, pela proximidade, parecem ter vindo com a Srta. Mercury e são... meu Merlin, da Sonserina?!?<br /><br />- <i>Senhora</i> Mercury, Sr. Longbottom, por favor - respondeu Lore, com um sorriso - Sim, eles são sonserinos e são meus amigos. Apresento a vocês Satanio Goddriac e Raven Sinclair, especialistas em fabricar e colar cartazes subversivos.<br /><br />O tempo pareceu congelar os presentes em olhos arregalados e queixos caídos, enquanto Lorelai mantinha o sorriso, Raven corava e baixava os olhos e Satanio erguia altivamente a sobrancelha.<br /><br />- Mas, como assim? - exclamou Ginny, desconfiada - Desde quando sonserinos se voltam contra eles mesmos? Isso é muito estranho!<br /><br />- Tudo é possível para quem acredita na verdadeira magia - respondeu Satanio, brincalhão, com seu melhor sorriso - Mas, falando sério, não é porque algumas serpentes estão rastejando para o buraco que nós rastejaremos atrás, não é, Raven?<br /><br />- É lógico - anuiu a moça – Nós não somos um rebanho, temos idéias próprias.<br /><br />- Eu me lembro de você, Sinclair - comentou Longbottom, com um sorriso - De uma detenção com o Snape há uns dois anos atrás. Ele me deu uma montanha de caldeirões cascorentos para ariar, e você me ensinou um feitiço para limpá-los mais rápido. Sem a sua ajuda, eu teria ficado o final de semana inteiro naquela função.<br /><br />- Também me lembro disso - comentou Luke, que até então se mantivera calado - Peguei essa detenção com vocês. Aquele seboso me deu um saco gigantesco de sementes para separar, e Raven ficou eviscerando lagartas. Excelente forma de se passar um sábado...<br /><br />Um murmúrio ergueu-se entre todos os alunos. Uma parte dos integrantes da formação original da Armada juntou-se num canto, onde conversavam apressadamente, falando quase todos ao mesmo tempo, gesticulando e, de vez em quando, olhando na direção dos dois sonserinos. Satanio observava a movimentação de cabeça erguida, olhos brilhantes; Raven, por sua vez, levantara-se da poltrona e andava de um lado para o outro, cerrando e descerrando os punhos, a despeito dos pedidos de calma de Luke e de Lorelai.<br /><br />- Eu disse que isso não ia dar certo - Raven rosnou, entredentes - Esse pessoal odeia sonserinos, aqui não há lugar nem para mim nem para o Sat.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-6370243436506914931?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-64573841442004012322009-05-31T22:01:00.001-07:002009-05-31T22:01:11.449-07:00<center><h4><b>Payback – Parte 2</b></center></h4><br />Meridiana observava com os murmurinhos da platéia de sonserinos que estavam em volta dela. Não havia nenhum rosto cuja expressão não fosse de verdadeiro espanto, mesmo naqueles cujo deleite era notável. <br /><br />Mesmo com todo o posicionamento pró-comensal que ela vinha demonstrando desde que se propusera a fingir diante dos colegas, parecia inconcebível – e quem sabe ousado – uma grifinória estar às portas da Sonserina com um lufano completamente detonado a tira colo. <br /><br />Estereótipos acabaram se tornando uma verdade praticamente incontestável em Hogwarts no decorrer dos séculos. <br /><br />“É hora de quebrar paradigmas”, a ruiva pensou consigo mesma. Mesmo que no caso dela fosse simulação, grifinórios não eram todos heróis, tampouco sonserinos eram todos vilões. <br /><br />As conversas pareciam ter se ampliado, crescendo da porta da ala da casa das serpentes até onde a ruiva se encontrava, à medida que Theodore Nott e seu séquito abriam caminho por entre os outros alunos. <br /><br />Meridiana sorriu de lado, satisfeita em perceber que o plano estava funcionando tão bem quanto um relógio suíço. Raven conseguira reter Satanio na ala, Theo aparecera sem problemas. Bastava apenas esperar um pouco até que Adhara pudesse dar as caras.<br /><br />- Era exatamente o que você queria, não, primo? – a ruiva perguntou, dando um sorriso pretensamente malicioso – Um pouco de sangue derramado para compensar o que ele tirou de você.<br /><br />- Bloody hell... – Blaise Zambini murmurou, assombrado, do lado direito de Theodore ao ver o estado deplorável do lufano.<br /><br />Nott, entretanto, não foi tão efusivo em sua reação. Na verdade, exceto pelo arremedo de um sorrisinho jocoso, o sonserino manteve sua expressão guardada e evitou fitar por muito tempo a figura do quintanista machucado, preferindo focalizar sua atenção nos olhos de Meridiana.<br /><br />- Você até que foi rápida, Black-Thorne. – ele comentou, embora sua voz não indicasse, ainda, sinais de satisfação. <br /><br />- Sabe que foi mais fácil do que pensei. O garoto é muito crédulo. – Meridiana falou, apontando com a cabeça Kyle, que ainda flutuava inconsciente. A moça tentava não notar o modo como o sangramento causado pela nugá sangra nariz dos Weasley começava a empapar o cabelo do primo caçula. – Uma palavra doce, o sorriso certo, nada muito difícil de se fazer para convencê-lo me acompanhar, e, como eu tinha o elemento surpresa ao meu lado e mais experiência no manejo de varinha, não foi complicado nocauteá-lo. <br /><br />Theodore assentiu e então deu alguns passos à frente, na direção da ruiva. O burburinho havia silenciado desde que Nott chegara com Blaise e Pansy e toda a ala sonserina observava, transfixada, enquanto Theo circundava Meridiana e Kyle, como um professor que avalia com olhos severos o trabalho de seu aluno.<br /><br />A ruiva tentou manter uma expressão impassível enquanto o sonserino fazia a “vistoria”, torcendo para que tenha sido realmente convincente nos detalhes, e, feliz, por ter colocado o primo caçula para dormir. Duvidava que Kyle conseguisse permanecer quieto em meio a toda aquela atenção.<br /><br />Depois de ter dado uma volta inteira ao redor dos dois, Nott parou novamente em frente à Meridiana. A grifinória sustentou o olhar impassível de Nott, mas só conseguiu respirar realmente quando uma expressão nojenta de deleite tomou as feições dele. Theo havia mordido a isca.<br /><br />- Eu não achei que você tivesse a força necessária em você, Black-Thorne. Bom trabalho. – ele finalmente concedeu.<br /><br />- Confesso a você que foi bastante divertido deixá-lo assim, especialmente agora vendo o quanto apreciou, primo – Meridiana respondeu, sorrindo de lado, internamente divertindo-se por sua extrema sinceridade naquele instante estar ajudando a tornar ainda mais crível aquela encenação.<br /><br />Theo deu um meio sorriso e chegou mesmo a abrir a boca para fazer algum outro comentário, mas foi interrompido antes, por uma voz bastante conhecida:<br /><br />- O que está acontecendo aqui? <br /><br />Meri viu o sonserino franzir o cenho e virar o corpo para trás, na direção de onde a voz de Adhara vinha, um tanto abafada pelas dezenas de alunos.<br /><br />Como se pressentissem que finalmente a última estrela do espetáculo havia chegado, os espectadores sonserinos foram abrindo caminho para que a morena passasse pelo corredor. À Meri parecia até que estava assistindo a Moisés separando o mar vermelho. Aquele, entretanto, estava mais para um mar verde e prata.<br /><br />Adhara caminhou por entre os colegas de Casa com a altivez a que Meridiana, depois do convívio próximo com a prima, já havia se acostumado. Naquele momento a grifinória pôde constatar que, apesar do Sr. Ivory também ser uma pessoa que impunha extremo respeito, a altivez dele era algo sutilmente diferente da de Adhara... Seu padrinho era como um iceberg flutuando ao sabor das ondas de um mar gelado, e nunca se sabe quando ele irá causar algum estrago. Dhara era mais como um vulcão borbulhando sob a superfície e prestes a explodir. Era assim que ela parecia aos olhos de Meri agora, e a ruiva se sentiu internamente orgulhosa da capacidade de atuação de sua prima.<br /><br />Dhara parou ao lado de Theodore, mas tão afastada dele quanto podia. Ela lançou um olhar fulminante para o primo sonserino por um instante e então os olhos dela registraram silenciosamente a figura estropiada de Kyle e, em seguida, pousaram sobre Meri.<br /><br />- O que você fez? – ela perguntou, com um tom gélido. <br /><br />- Apenas ensinei ao lufano onde é seu devido lugar. – a ruiva respondeu, fingindo indiferença – E, sinceramente, Dhara, não sei o que te interessa nesse garotinho aqui a ponto de tanto tumulto.<br /><br />- Oh, eu sei o que ele tem que interessa à Ivory. – disse Pansy, com um sorrisinho de escárnio, e arrancando risinhos maliciosos de vários outros alunos, principalmente as garotas.<br /><br />Meri acabou também se juntando ao coro de risos, afinal se queria convencer Theo que, apesar de grifinória, ela, por dentro, tinha o cerne de uma puro-sangue elitista, ali estava uma oportunidade perfeita para fingir que se assemelhava a garotas da laia da Parkinson.<br /><br />Adhara virou-se para Pansy com uma expressão de tédio.<br /><br />- É, e provavelmente é algo que você nunca experimentou. – ela respondeu com desdém.<br /><br />Aquilo fez a cor fugir do rosto de Parkinson e calou a boca de todas as garotas que estavam rindo. Vários garotos fizeram sons de aprovação e incentivo e Meri girou os olhos ao perceber que, para eles, nada seria mais divertido que ver Dhara e Pansy se engalfinhando ali mesmo. Garotos podiam ser realmente muito bobos quando queriam.<br /><br /> A morena, no entanto, não havia esquecido que o foco daquela “operação” eram Meri e Kyle, ela poderia trocar amabilidades com Pansy Parkinson quando quisesse. Por isso, ela se voltou novamente para a prima.<br /><br />- Honestamente, eu não sei o que está acontecendo com você, Meridiana. Será que você consegue ouvir as palavras que estão saindo da sua boca? – Ela fez uma pausa, encarando a ruiva com um olhar incisivo. – Eu sei que o que aconteceu nas férias foi difícil e você pode até estar um pouco confusa agora... Mas você não conversa mais com nenhum dos seus amigos. Você terminou com Lucien a troco de nada. E agora isso? – ela apontou Kyle, que ainda flutuava atrás de Meri, pingando sangue falso – Eu nem te reconheço mais. – Dhara finalizou, em um tom calculadamente mais baixo e ameno.<br /><br />Meridiana sentiu uma pontada na altura do estômago ao escutar as “acusações” da prima. Embora cada uma delas fosse uma ação planejada para aquilo que Meri acreditava ser melhor para salvaguardar seus amigos, apenas naquele instante ela teve plena ciência dos sacrifícios que estava fazendo e daqueles que estavam por vir.<br /><br />- Apenas abri meus olhos para a verdade, Adhara, e descobri quem eu realmente devo ser. – a grifinória finalmente respondeu com a voz altiva e determinada, camuflando a ligeira turbulência que se instaurara momentaneamente dentro dela.<br /><br />Adhara cruzou os braços e meneou a cabeça, fingindo pesar.<br /><br />- Se essa é a pessoa que você realmente é... Então eu não quero mais você na minha vida. – ela disse, encarando os olhos da prima, sendo assistida pelos colegas de Casa que bebiam de suas palavras em um silêncio sepulcral. <br /><br />Com aquilo, Adhara tirou a varinha do bolso da capa e a apontou para Meridiana, torcendo o pulso duas vezes em um feitiço não-verbal que liberou um jato de luz prateada. Alguns olhos se arregalaram, achando que a morena estava atacando a grifinória. Meri, no entanto, não titubeou, ela sabia, afinal, que o feitiço não era direcionado a si, mas sim a Kyle. Porém, pela segurança da atuação que estavam fazendo, ergueu a própria varinha e assumiu uma posição de defesa.<br /><br />Como combinado, o feitiço passou raspando por Meri e atingiu Kyle, envolvendo os ferimentos falsos do lufano em faixas e talas e conjurando uma pequena maca na qual o corpo desacordado dele repousou.<br /><br />A ruiva empertigou-se e encarou a prima com um pretenso olhar fulminante, como se estivesse contrariada por Adhara ter tirado o rapaz da influência do Levicorpus.<br /><br />- Não importa se vamos lutar do mesmo lado amanhã, o que você fez hoje é indesculpável. – a jovem Ivory continuou, em um tom firme. – Nós terminamos aqui, Meridiana.<br /><br />A ruiva cruzou meticulosamente os braços, lançando um olhar pretensamente gélido para a morena. <br /><br />- Se é assim que deseja, Ivory, é assim que vai ser. Garanto que não me fará falta.<br /><br />Adhara assentiu com uma expressão fria, virando em direção ao corredor, tentando abrir caminho pela multidão que os cercava. Contudo, ao contrário do momento em que ela chegou, os sonserinos ao redor, ou por choque pela cena que se desenrolara ou por acharem que ainda não era hora do “show” terminar e queriam, talvez, um pouco mais de sangue, mantinham-se completamente estáticos. <br /><br />- É melhor me deixarem ir embora ou vou conjurar um patrono e chamar a McGonagall. – a moça de olhos azuis meia-noite falou, em um tom de voz controlado e paradoxalmente autoritário – Não importa se estamos nas boas-graças do Diretor, atacar um aluno ainda é uma infração grave e eu não quero ter que começar a apontar nomes – ela completou, encarando abertamente Theodore.<br /><br />- Deixem que ela se vá – disse Nott, com ares de arrogância e condescendência – Eu já estou satisfeito. <br /><br />Com um último olhar gelado para Theo e Meri, Adhara se foi, levando a figura inerte de Kyle junto de si.<br /><br />Naquele ponto, ainda de braços cruzados, a ruiva se permitiu sorrir enquanto via os primos se afastando pelo corredor. Possivelmente Nott interpretaria aquele sorriso como uma congratulação da grifinória a si mesma pelo feito daquela noite. Ele não estaria enganado sobre isso, apenas não poderia adivinhar que Meri estava satisfeita era por ter feito o primo sonserino de paspalho sem que ele ao menos percebesse. <br /><br />Assim que intuiu que Adhara e Kyle já estavam longe o suficiente deles, e que a massa de sonserinos curiosos começava a se dispersar, ela voltou-se para Nott, ainda circundando por seu grupinho de “diletos seguidores”.<br /><br />- Estarei esperando que cumpra a sua palavra, Theodore, uma vez que cumpri a minha. <br /><br />- Não se preocupe Black-Thorne, eu tenho boa memória. – consentiu Nott, com um brilho de satisfação no fundo dos olhos castanhos.<br /><br />Meridiana meneou a cabeça em despedida, seguindo rapidamente para o corredor que levava à saída das masmorras. Embora seu impulso fosse tentar ir atrás dos primos e ver como eles estavam depois do pequeno teatro armado, ela seguiu direto para a torre dos Leões, não podia se arriscar. <br /><br />Amanhã o castelo inteiro saberia o que aconteceu. Depois daquela noite realmente não haveria mais volta para ela sobre suas decisões. De agora em diante ela seria vista como uma candidata a jovem comensal, exatamente como ela desejara. Meridiana precisava seguir em frente, mesmo em meio a receios e possíveis arrependimentos.<br /><br />LEIA a parte 1 clicando <a href="http://www.expressohogwarts.com.br/2009/05/payback-parte-1-em-uma-das-masmorras.html" target="_blank">AQUI</a><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-6457384144200401232?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-29687182974320382502009-05-28T21:05:00.000-07:002009-05-28T21:06:00.232-07:00<center><h4><b>Plano Anti-Cenouras – Parte Final</b></center></h4><br />- Acordem! Acordem, suas preguiçosas!! O professor Carrow quer todo mundo no salão da escola <b>agora</b>! Andem, levantem-se!!<br /><br />Dei um pulo na cama, mordendo o lábio para não xingar ao ser acordada daquele jeito por nossa nova monitora, que até então eu não tivera a mínima curiosidade de saber quem era. Também mordia o lábio para não rir, já que, se o Cenourão nos queria todos tão cedo no salão, era sinal de que tudo tinha dado certo.<br /><br />Enfiei as roupas de qualquer jeito, tirei uma primeiranista do caminho do banheiro para poder lavar o rosto, engoli rápido o conteúdo de um vidrinho que já trazia no bolso da veste e despenquei escada abaixo, empurrando e sendo empurrada por outras garotas não menos curiosas. Os rapazes já se aglomeravam na Sala Comunal, e, assim que ficou claro que estávamos todos despertos e a postos, nossos monitores nos conduziram pelos corredores das Masmorras.<br /><br />O burburinho era inevitável; os sonserinos se perguntavam por que motivo tio Cenoura Crua desejava nossa companhia assim tão cedo. A pretexto disso, percebi que Satanio se aproximava lentamente de mim, com uma cara de sono que mal escondia sua satisfação.<br /><br />- Acho que vai chover – ele murmurou, passando seu braço pelo meu.<br /><br />- Trovejar – respondi, enfiando a mão no bolso de minha veste e contrabandeando um vidrinho para o bolso da veste do loiro.<br /><br />- Café da manhã? – ele perguntou, displicente.<br /><br />- Proteção – murmurei de volta – Depois explico.<br /><br />Quando alcançamos o final da ala das Masmorras, o Lesmão, suando em bicas, tomou a dianteira de nosso cortejo, ombreado pelos monitores. Não fui capaz de reprimir uma careta de desprezo para o nosso covarde atual diretor; fosse ainda Severus o responsável por nossa Casa, ele se nos apresentaria altivo e impassível...<br /><br />Chegamos aos corredores principais e um murmúrio de espanto percorreu os sonserinos. Parecia que o Cenourão não desejava apenas a <b>nossa</b> companhia, mas a da escola inteira. Satanio mordeu o lábio e olhou para a ponta dos sapatos quando viu a massa de alunos e os respectivos diretores das Casas caminhando para o salão principal. Uma pontada de preocupação me fez cutucá-lo de leve.<br /><br />- Beba de uma vez o que eu passei para você, Sat, por favor – murmurei – É uma poção de contenção de alegria, para que nossos sorrisos de gato de Cheshire não nos entreguem. Já tomei a minha.<br /><br />- Ah, então é por isso que você está com essa cara de paisagem? – ele comentou, arqueando a sobrancelha – Me dá um minuto, então.<br /><br />Quando passamos por um banheiro masculino, Sat nele entrou por alguns minutos e depois se juntou a mim novamente, esbarrando sem querer em Pansy Parkison ao retornar.<br /><br />- Onde você estava até agora, Goddriac? – ela perguntou, desconfiada.<br /><br />- Caminhando ao lado de Raven, minha querida, e no presente momento estou exatamente atrás de você – ele respondeu, displicente – Até um pouco atrás estive no banheiro, porque achei que não seria bonito deixar uma poça no meio do salão principal.<br /><br />A garota fez uma careta de nojo.<br /><br />- O que foi? – ele prosseguiu, mantendo o tom – Não tenho culpa de ter sido praticamente arrancado da cama por aquele idiota do Nott.<br /><br />- Você não devia falar assim do Theodore, pode se arrepender depois – Pansy devolveu, com um sorrisinho torto – E você deve estar se sentindo bem sozinha, não, Raven, agora que a sua amiguinha Johnson acordou para a vida e se tornou Black-Thorne – ela completou, me encarando.<br /><br />- Vá dormir, Parkison – respondi, com um suspiro de enfado – E olhe para frente, estamos quase chegando.<br /><br />Com uma careta de desprezo, Pansy nos deu as costas. Realmente nos aproximávamos do salão e, mesmo com a poção contendo meus possíveis sorrisos de triunfo, ela não tinha o poder de sossegar meu coração, que me socava desesperado no peito. Porém, não era medo ou angústia que o descontrolavam, mas a sensação de que o plano tinha sido bem sucedido. Afinal de contas, se assim não fosse, porque o Cenoura nos convocaria com tanta urgência?<br /><br />Quando entramos no salão, uma cena no mínimo burlesca se desenrolava frente ao grande quadro de avisos. Filch irritado, Amycus Carrow vermelho como um tomate, Alecto Carrow pálida como um fantasma, alguns alunos de várias casas bastante espantados e alguns professores a custo sérios encaravam, cada um a seu modo, um enorme cartaz firmemente pregado ao quadro, no qual se lia em grandes letras vermelhas:<br /><br /><i><center>Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma florde nosso jardim<br />e não dizemos nada.<br /> Na segunda noite, já não se escondem,pisam as flores matam o nosso cão,e não dizemos nada.<br />Até que um dia,o mais frágil delesentra sozinho em nossa casa,rouba-nos a lua e,conhecendo nosso medo arranca-nos a voz da garganta <br />E porque não dissemos nada já não podemos dizer nada.</i></center><br /><br />Meu rosto endureceu quando tentei sorrir ao ver nossa obra revolucionária exposta aos olhos de praticamente toda Hogwarts, resistindo bravamente aos repetidos feitiços que o Cenourão, quase apoplético, lançava para tentar arrancá-la do quadro. <i>Wallus Firmare</i>, o feitiço que Darien tão prontamente me ensinara e que eu e Satanio ensaiáramos às escondidas na sala precisa por três dias daquela ansiosa semana de preparativos, fora simplesmente perfeito. Encarei Sat e pude ver no brilho de seus olhos o enorme sorriso que minha poção, graças a Merlin, conseguia conter.<br /><br />Procurei Darien com o olhar, em meio aos Corvinais, e o achei mais ao fundo, com Jamal, disfarçando um sorrisinho orgulhoso. Porém, como todos naquelas proximidades não tiravam os olhos do espetáculo proporcionado pela ira do Cenoura Crua, não me preocupei com a possibilidade de alguém ligar o Cabelo Azul àquela façanha.<br /><br />- Raven, acho melhor chamarmos Madame Pomfrey para acudir o Cenoura, pobrezinho – comentou Sat, ao meu ouvido – Mais um feitiço perdido, ele explode.<br /><br />De fato, a impressão que tínhamos era a de que Amycus Carrow entraria em combustão, de tanta ira. E, malgrado seu, quanto mais se esforçava em destruir o cartaz, mais atenção ele chamava, a ponto de haver alunos lendo à meia voz, ou uns para os outros, aquele que era um de meus poemas prediletos de Maiacovsky. E eu fazia votos para que a advertência do poeta preenchesse corações e mentes daqueles que o liam.<br /><br />Percebendo que os esforços do irmão redundariam em nada, Cenoura Cozida deixou seu aparente estupor e pousou a mão no ombro de Amycus. Este, trêmulo do esforço e, era visível, também de pura raiva, encarou-nos todos e exclamou, apontando-nos sua varinha:<br /><br />- Quem foi o insolente que ousou desafiar minha autoridade? Quem foi o engraçadinho que pensa que pode fazer o que bem entende dentro desta escola? Esta infâmia aqui é a prova de que Hogwarts ficou jogada às traças por todos esses anos, sob o falso comando de um bruxo velho que permitia a vocês acreditar que estavam em suas próprias casas! Pois fiquem avisados de que esse tempo acabou, ouviram! <b>Acabou!</b><br /><br />Um murmúrio de indignação mesclado ao medo se fez ouvir entre os estudantes. Carrow ergueu imperiosamente a mão, e o silêncio retornou.<br /><br />- Não pensem vocês que isso vai passar em branco! – ele retomou, emputecido, literalmente espumando enquanto gritava – Não descansarei enquanto não descobrir quem foi, ou quem foram os responsáveis por esta palhaçada! E, quando puser minhas mãos nele, ou neles... Eu chego a sentir até pena – completou, com um sorriso cruel.<br /><br />Lamentei pelos alunos novatos, que se encolheram, amedrontados, diante da ameaça do Cenoura. Porém, por meu lado, não chegava a sentir medo; eu e Sat fôramos muito cuidadosos tanto nos preparativos quanto na execução, e déramos a sorte inesperada de não cruzarmos com ninguém no caminho, na noite anterior, enquanto nos dirigíamos ao salão principal. A Mão do Invisível acolhera nossa pretensão e, protetora, nos auxiliou todo o tempo.<br /><br />O Cenourão, agora, recrutava os professores ali disponíveis para que algum deles retirasse o maldito cartaz do quadro. O Lesmão, por entre suores e pulinhos, desculpou-se dizendo que feitiços não eram sua especialidade, mas apenas as artes do caldeirão. A Profa. Sprout se ofereceu para fabricar um removedor, mas a receita só ficaria pronta em sete dias. A Diretora da Grifinória, com olhos brilhantes por detrás dos óculos, lançou um feitiço que parecia poderoso, mas que também foi inócuo. Por fim, sustentando o olhar agora assassino de Amycus Carrow, o Professor Flitwick segurava o queixo e explicava que aquele feitiço lhe parecia muito peculiar, e exigia concentração para ser desfeito.<br /><br />Bendita a hora em que preparei a poção de controle para mim e Satanio, caso contrário estaríamos rolando pelo chão de tanto rir. Não sabíamos o que era mais engraçado: se o piti de raiva de Amycus, se a inércia estúpida de Alecto ou a dita concentração do pequeno diretor da Corvinal.<br /><br />Nisso, outro rumor perpassou os alunos. Estiquei o pescoço na direção para onde todos se voltaram e meu coração falhou uma batida.<br /><br />Severus.<br /><br />Enrolado à capa, altivo e frio, dirigiu-se lentamente até onde nos aglomerávamos. Os alunos abriram caminho para que ele passasse e pudesse ficar frente ao quadro de avisos. O Cenourão começou a dizer algo, mas o Senhor de Meu Coração ordenou que se calasse, apenas erguendo a mão. Meu eu interior urrou de satisfação.<br /><br />Respirei fundo para não ofegar enquanto os olhos negros de Severus percorriam o texto de Maiacovsky. Assim que encerrou a leitura, ergueu uma sobrancelha, ignorou uma vez mais uma nova tentativa de manifestação de Amycus e, dirigindo-se ao Professor Flitwick, disse, ao seu modo perigosamente suave:<br /><br />- Seria muito pedir-lhe, senhor Professor, que retirasse imediatamente este acintoso cartaz de nossas vistas?<br /><br />- De forma alguma, senhor Diretor - respondeu Flitwick - Como eu disse ao Professor Carrow, este feitiço é bastante peculiar, uma variante incomum e potencializada do Feitiço Adesivo básico, digamos assim. Existe um antídoto para seus efeitos cuja base é o ácido do estômago de um dragão jovem, mas sua elaboração é bastante trabalhosa e demorada. Porém, creio que há um feitiço mais forte dentro da família <i>Evanescere</i> que pode funcionar neste caso. Vejamos, então. Por favor, afastem-se.<br /><br />E, tomando posição ao sacar a varinha, o pequeno diretor da Corvinal invocou o feitiço, mas, ainda assim, o cartaz permaneceu preso pelas beiradas. Foi apenas na segunda tentativa que, após uma pequena explosão, nossa preciosa obra soltou-se do quadro de avisos e fez-se pó em pleno ar. Foi quando Severus retomou a palavra:<br /><br />- Bem, creio que agora não há mais justificativa para não mantermos nossa rotina. O café da manhã será servido e, após isso, que todos retomem suas atividades. Professores, encaminhem seus alunos para as mesas das Casas e, em seguida, para as salas de aula. Srta. Carrow, coordene os trabalhos. Filch, assessore no que for preciso. Quanto a você, Amycus, acompanhe-me até meu gabinete; temos assuntos a tratar.<br /><br />Por fim, lançou-nos um de seus usuais olhares inexpugnáveis e se retirou a largas passadas, sua capa enfunando-se às suas costas, obrigando o deselegante Cenourão a praticamente correr para alcançá-lo.<br /><br />Satanio, então, tocou meu ombro e despertou minha atenção para a fila de sonserinos que seguiam Slurghorne para a mesa de nossa Casa; eu o segui, em silêncio. Contudo, por dentro eu sorria, a despeito de tudo, numa estranha satisfação, em notar como era diversa a matéria amorfa donde se moldara o Intragável Carrow do poderoso metal em que se forjara o Senhor de Meu Coração.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-2968718297432038250?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-89040636068383353262009-05-28T21:00:00.001-07:002009-05-28T21:00:55.372-07:00<center><h4><b>Plano Anti-Cenouras – Parte 3<br />Em busca do Feitiço Perdido</b></center></h4><br />Voltando para a mesa onde antes da amiga chamá-lo se encontrara, Darien pôs-se a pensar um pouco. Matutou bem a cabeça e não havia se lembrado de nenhum feitiço específico como o que Raven e Sat precisariam.<br /> <br /> - O que foi, D? – Jamal perguntou ao amigo, virando mais uma página do largo livro que liam.<br /><br /> - Nada de mais, apenas a Raven me pediu por um feitiço adesivo, coisas dela. – Darien preferiu poupar Jamal do segredo, para sua própria segurança.<br /><br /> - Eu nunca vi nada do tipo. Se perguntássemos ao Professor Flitwick? Talvez ele...<br /><br /> - Não, não... Melhor não perturbarmos o Flitwick com isso, Jamal. Ele tem coisas mais importantes para serem resolvidas do que uma simples necessidade de alunos loucos como nós. – Interrompeu Darien com um risinho ao final.<br /><br /> Prosseguiram com a leitura, naquele fim de tarde; logo seria hora do jantar e os meninos estavam bastante empoeirados de tanto que mexeram em livros velhos. Ao terminarem com o tópico: Os usos possíveis para o estômago de salamandra. Riram bastante com alguns usos de outras vísceras animais e estavam receosos ao perceber que o cérebro de <i>ghoul</i> é ótimo para poções instantâneas da verdade. Guardaram os livros em seus lugares, deixando a velha mesa bem arrumada; algo que alegraria bastante à Madame Prince. <br /><br /> Já a caminho do quarto, passaram por alguns quadros de Hogwarts; Darien se viu perguntando a alguns amontoados de senhores de chapéus estrelados cor de âmbar se eles saberiam uma forma de ficarem grudados firmemente e fixamente numa parede.<br /><br /> - Jamal! Já sei... Eu lembrei do casamento de minha mãe!!!<br /><br /> - Como assim, o casamento de sua mãe!? O que isso tem a ver com toda essa história da Raven e desses quadros?<br /><br /> - No dormitório conversamos melhor... – Disfarçou o corvinal de cabeça azulada, sabendo que nessas épocas em que estavam o melhor era a discrição.<br /><br /> Chegando ao dormitório, os rapazes trataram de retirar parte das vestes, Darien ficou apenas com a camiseta que tinha por baixo das vestes, enquanto Jamal apenas estava de calças, virado de frente ao seu baú, provavelmente procurando por algumas peças de roupa.<br /><br /> - Então... – Dizia Jamal. – O que essa mistureba toda tem de relacionado com a Raven e os quadros da escola?<br /><br /> - Com os quadros, de nada têm a ver, mas eu me lembro bem de como alguns pôsteres que decoravam o casamento de minha mãe foram colocados presos nas paredes, sem que o vento os levantasse. Algo do tipo não-sei-bem-o-quê-Firmarea. Lembro que uma tia do Lars quem o havia conjurado, e que perto do dia de voltar para casa que a moça tinha ido lá remover as imagens. Talvez tenha algo disso na biblioteca. Depois do jantar voltarei lá. Jamal, se você não quiser, não precisa ir.<br /><br /> - Sério? – Olhou Jamal, um pouco cabisbaixo. Jamais havia pensado que Darien sugerisse que eles se separassem por um momento.<br /><br /> - Não falo sério, seu tolo. Mas se você já se sentir cansado de tanto ler e mexer em livros empoeirados, não me importaria se preferisse ficar aqui no quarto, deitado na cama; escrevendo ou lendo alguma coisa.<br /><br /> - Está certo... – Balbuciou o rapaz mais alto.<br /><br /> E como idealizara, Darien jantou rapidamente e saiu em disparada para a biblioteca, madame Pince já se encontrava lá e olhou por entre os dentes para o garoto, que parecia eufórico.<br /><br /> - Calma, Sr. Semog! Os livros ainda não têm capacidade própria de saírem dos muros do colégio. <br /><br /> - Oh, sim. Desculpe, Madame Prince. – Darien desculpou-se à bibliotecária da escola.<br /><br /> Resolveu procurar na seção de feitiços estranhos, e nada encontrou. Na seção Oriental nada apontava rastros de algo parecido, apenas verificou um título interessante: <i>Apanhando de sonhos com mandrágoras</i>, um conto de dois irmãos que se perdiam no nascimento e um deles crescia no meio de mandrágoras, tornando-se imune a elas.<br /><br /> - Droga! Não acho nada por aqui.<br /><br /> De um estalido no ouvido esquerdo, o garoto seguiu para a seção que continha livros de feitiços para fins específicos. Darien não sabia ao certo por onde procurar, mas dada a finalidade para a qual o feitiço foi utilizado, o garoto foi objetivo; seção de decoração de interiores. Algo que particularmente não o interessava, mas, naquele momento serviu como luvas de ferro em meio ao ácido que escorria pelos corredores de Hogwarts.<br /><br /> - Espero que aqui tenha alguma coisa.<br /><br /> - Sr. Semog, o senhor tem vinte minutos aqui dentro.<br /><br /> Darien não percebeu que o tempo fora curto, e passara muito rápido. Ninguém mandou não pensar antes, foi se apegando às lembranças do casamento de Becky aos poucos.<br /><br /> Folheou todo o livro e nada parecia servir, até que: <i>Feitiços colantes/adesivos</i>. Finalmente havia achado algo próximo, mas todos pareciam ter período de duração, quando já não tinha mais esperanças alguma de ajudar a amiga, encontrou <i>Wallus Firmare</i>, um feitiço adesivo muito forte e eficiente, para removê-lo apenas ácido de estômago de dragão jovem. <br /><br /> Darien transcreveu os procedimentos para o feitiço, guardou bem a pronúncia forte e arrastada que deveria fazer ao pronunciar o Firmare, seguiu feliz de volta ao dormitório. Darien, finalmente, havia escolhido um lado desta guerra. E, estranhamente, se sentiu mega contente ao ser um rebelde na escola.<br /><br /> Agora era necessário avisar à Raven quem o feitiço estava a mãos, e por em prática tudo o que ela e o Sat estavam tramando.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-8904063606838335326?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-67106761246358513362009-05-24T19:44:00.001-07:002009-05-24T19:44:48.584-07:00<center><h4><b>Plano Anti-Cenouras – Parte 2</b></center></h4><br /><br />No dia seguinte à minha conversa suspeita com Satanio no jardim, saí em busca de Darien para falar-lhe sobre nosso plano e perguntar se ele poderia nos ajudar com o feitiço de que precisávamos. Era comum acharmos que os Corvinais eram os melhores em termos de feitiços, devido à assessoria direta do Prof. Flitwick, e a lembrança do Cabelo Azul também foi pontual, levando-se em conta a destreza com a varinha que ele demonstrou quando daquele antigo episódio do Plano Contra os Sonserinos...<br /><br />Rodei o castelo e nada de achá-lo; desanimada, rumei para a biblioteca. Talvez se eu mesma procurasse nas estantes dos livros mais antigos e esquecidos poderia achar o que precisava.<br /><br />Pois foi justamente quando desisti da busca e esperei que a Mão do Invisível colocasse o Cabelo Azul em meu caminho que então o achei. Sentado a uma mesa ao fundo da biblioteca, Darien lia um grande livro em comum com Jamal; formavam uma dupla concentrada, as cabeças muito juntas, atentos ao que estava escrito. Um mar de pergaminhos os circundava.<br /><br />Fiquei sem saber o que fazer. Atrapalhá-los me pareceu de uma extrema indelicadeza, já que estavam tão absortos em coisa a princípio mais relevante do que procurar meios para disseminar o caos entre as Cenouras. Entretanto, no que poderia ser uma transmissão de pensamento bem a propósito, Jamal ergueu a cabeça, chegou sua cadeira um pouco para trás e estirou-se num delicioso espreguiçar. Quando retomou a posição de leitura, nossos olhos se cruzaram; sorri para ele, que me sorriu de volta e cutucou Darien, dizendo:<br /><br />- Veja, D, é a sua amiga sonserina, a Sinclair.<br /><br />Darien ergueu o olhar na minha direção e também sorriu, acenando para que me aproximasse.<br /><br />- Olá, Raven! – ele me cumprimentou, gentil – Veio procurar alguma receita complicada para alguma poção especial?<br /><br />- Não, meu caro... Eu estava, na verdade, procurando por você – respondi, baixando um pouco a voz – Será que eu poderia atrapalhar um pouco seu estudo? É coisa rápida. Preciso fazer uma pergunta para você, Cabelo Azul... – E completei, dirigindo-me a Jamal: - Me empresta o Darien uns minutinhos? Prometo que o devolvo direitinho.<br /><br />- Se você jurar que cumprirá a promessa, empresto sim – respondeu o rapaz, ainda sorrindo – Enquanto isso, vou adiantando a leitura aqui, D.<br /><br />Levei Darien para perto de uma estante e escolhi um livro. Abri-o e, enquanto o folheava à procura de coisa alguma, expliquei ao corvinal:<br /><br />- Darien, eu e o Sat estamos com um plano para fazer os Cenouras de bobos. É coisa simples, tem a ver com as pichações que o pessoal da AD, segundo a Lore, quer fazer em Hoggy, lembra?<br /><br />O Corvinal anuiu. Parei em uma página qualquer do livro, deslizei o dedo por ela e apontei um parágrafo. Continuei com a explicação:<br /><br />- Entretanto, precisamos de um Feitiço Adesivo que seja mais forte que o usual, mas nem eu nem o Diabo Loiro temos idéia de como se faz uma coisa dessas. Ficamos algum tempo pensando até que o Sat lembrou de você, e eu concordei com ele.<br /><br />- Obrigado, Raven, pela confiança, e adorei a idéia! – disse Darien, com os olhos brilhantes – Eu não sei exatamente, de cabeça, como incrementar o Feitiço Adesivo, mas vou procurar saber o mais rápido possível e o ensino a você. Ou, se achar melhor, me junto a vocês na hora da ação e faço o feitiço. Quando será o ataque?<br /><br />- Ainda não sabemos, Azul... Eu e Sat estamos esperando o feitiço para poder bolar a estratégia de ação – expliquei, folheando novamente o livro – Hm, talvez seja melhor você me ensinar o feitiço... Veja bem, Darien, não quero excluir você, mas é que, para executarmos o plano, teremos que usar a capa de invisibilidade do Sat, e acho que não caberemos nós três debaixo dela... Porém, tudo ainda está na fase de esquematização, podemos ver o que combinamos.<br /><br />- Entendi... Mas, o feitiço vai aparecer, palavra de Corvinal! – exclamou Darien, esfregando as mãos.<br /><br />- Obrigada, Cabelo Azul! – falei, com um sorriso – Ah, mais uma coisa: comentei o plano só com o Sat não porque não confie em nosso grupo, ou nos ache melhores nisso que os demais. É apenas um costume antigo nosso, de dividir mal feitos... e confesso que fiquei com medo de envolver mais pessoas. E se formos pegos? Contudo, Darien, se você quiser, pode comentar com nosso pessoal sobre a idéia. Só não sei se será possível incluir todos na ação.<br /><br />- Tudo bem, mas acho que só falarei se tiver oportunidade. Talvez seja arriscado convocar uma reunião... Vamos ver como as coisas vão ficar. Assim que conseguir o feitiço, passo para você, ok?<br /><br />- Valeu, Darien! – exclamei, sorrindo. Depois, guardando o livro de volta à estante, brinquei: - Acho melhor voltar para a sua mesa, antes que Jamal pense que eu seqüestrei você...<br /><br />Despedimo-nos, sorridentes, e deixei a biblioteca com a sensação de que aquele plano tinha tudo para dar certo. Em breve Hogwarts sentiria cheiro de cenoura queimada no ar...<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-6710676124635851336?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-65701865282858491352009-05-22T08:42:00.001-07:002009-05-22T08:42:49.323-07:00<center><h4><b>Plano Anti-Cenouras – Parte 1</b></center></h4><br />- Rav, ouça essa pérola: <i>Ao entrar em contato direto e inesperado com um trouxa, não se preocupe; ele é suficientemente imbecil para não entender que se deparou com um bruxo. Basta desaparecer imediatamente de sua frente e o inepto trouxa acreditará que esteve sonhando.</i><br /><br />Segurando o riso, Satanio lia, com doutoral entonação, um trecho de nosso atual livro de Estudos Trouxas. Irritada, externei minha opinião com uma careta, que depois escondi mergulhando o rosto no barrigão gordo de meu gato Jack, que se lambia filosoficamente.<br /><br />- Achou pouco, querida? Tem mais. Uma advertência para jovens bruxos sobre as perigosas trouxas: <i>Mulheres trouxas são insípidas e insignificantes. Não é aconselhável a nenhum jovem bruxo, principalmente os de estirpe, misturar seu sangue puro ao dessas frágeis criaturas. O mesmo se aconselha às jovens bruxas em relação aos trouxas do sexo masculino. Orgulhem-se de seu nascimento. Preservem a raça. Trouxas são diversão, não compromisso.</i><br /><br />- Que bonito, isso! – exclamei, com um sorriso maldoso – A mestiça aqui agradece a gentileza!<br /><br />- Desculpe, Rav, eu estava só... – começou Satanio, jogando o livro no gramado.<br /><br />- ... lendo essa porcaria que a Cenoura Cozida chama de livro didático – cortei, ao perceber que o loiro achava que me magoara de verdade – Esquenta não, Sat, apenas comentei como é agradável nosso atual curso de Estudos Trouxas...<br /><br />Satanio, então, juntou algumas folhas de pergaminho meio escritas que eu havia espalhado na grama à nossa frente e sentou-se um pouco mais perto de mim. Olhou, distraído, os poucos estudantes que também desfrutavam do fraco sol daquela tarde e só então me fez a pergunta que eu imaginava que já estivesse a queimá-lo já há algum tempo.<br /><br />- Rav, eu quero ser um pufoso rosa choque se você realmente me trouxe pelo braço até o jardim de Hogwarts para estudar essa droga – ele comentou, cutucando o livro que ele jogara na grama e olhando-me nos olhos com uma expressão séria – Sou seu amigo, não me maltrate; conte logo a porcaria que vamos fazer antes que eu tenha um treco de curiosidade.<br /><br />Sorri. Respirei fundo, olhei ao redor buscando algum <i>traço cenoural</i>, mas nada vi. Então, expliquei:<br /><br />- Tenho pensado muito na questão das pichações, sabe? Que a Lore comentou sobre o pessoal da AD estar planejando. É uma excelente idéia, mas queria armar uma coisa que não só desafiasse os Cenouras, mas também os envergonhasse na frente dos alunos. E acho que tive uma idéia que pode dar certo, se você topar me ajudar.<br /><br />- Mande a idéia. Sou todo ouvidos.<br /><br />Abri o livro de Estudos Trouxas novamente e, apontando um parágrafo a esmo, murmurei o esboço de meu plano para um Satanio cada vez mais animado. Em seus lábios lentamente se desenhava aquele seu meio sorriso característico de quando era capturado por um mal feito irresistível... Quando me calei, ele passou a folha do livro e me apontou um outro parágrafo qualquer.<br /><br />- A idéia é excelente, Rav. Na verdade, o mundo está perdendo uma extraordinária mentora de planos malignos... Ah, se você ficasse um pouco mais Sonserina! – ele comentou, matreiro.<br /><br />- Se eu ficasse um pouco mais Sonserina, Sat, me tornaria... uma deles – respondi, com um arrepio.<br /><br />O loiro e eu nos entreolhamos, e então ele bagunçou meu cabelo num gesto estabanado.<br />- Raven Sinclair, o dia em que você se tornar uma Comensal da Morte eu desfilo pelado no salão principal desse castelo!!! – ele exclamou, morrendo de rir.<br /><br />Fiz menção de me levantar, mas Sat me segurou pela manga da veste.<br /><br />- Ei, onde você pensa que vai? – ele exclamou, surpreso.<br /><br />- Vou imediatamente ao gabinete do Professor Snape! – afirmei, segurando o riso – Depois dessa, ele acaba de ganhar mais uma serviçal para Tio Voldão e Hogwarts poderá presenciar um acontecimento que renderá um capítulo inteiro de <i>Hogwarts – Uma História!!</i><br /><br />- Putz, Raven, estou realmente surpreso! – Sat retrucou, o corpo sacudido pelas risadas – Nunca imaginei que você teria tanto empenho em me ver sem roupa!<br /><br />- Meu amigo, conheço uma lista de gente aqui que adoraria ver essa cena, mas, para seu governo, eu não estou nela. Eu preferiria...<br /><br />- <b>Não! NÃO!</b> Eu <u>não quero</u> ouvir isso!! Não quero sequer <b>pensar</b> numa coisa dessas!! Pelo amor de Merlin, vamos voltar ao plano imediatamente!!! – o loiro exclamou, frenético, agitando as mãos e esbugalhando os olhos, arrancando-me risadas e um profundo rubor que esquentou minha face.<br /><br />- Melhor nos contermos, mesmo, porque estamos arruinando nosso disfarce – asseverei, mais calma – Ninguém ri às gargalhadas enquanto estuda, a não ser que seja um ataque de riso histérico por incompreensão – acrescentei, lembrando-me das malditas aulas de Aritmancia.<br /><br />Sat anuiu. Pegou a pilha de pergaminhos e entregou-me um deles; apontou-me seu conteúdo – que nada tinha a ver com o que conversávamos – e enumerou, concentrado:<br /><br />- Para o plano funcionar, temos a minha Capa de Invisibilidade, o texto que você escolheu e a cara de pau necessária. Só nos falta o ingrediente principal, o feitiço aditivado que nem eu nem você sabemos fazer.<br /><br />- Pois é – suspirei, entristecida – Se a Meri estivesse conosco...<br /><br />Sat, em silêncio, perdeu o olhar no jardim. Até que exclamou, satisfeito:<br /><br />- Perdemos a Grifinória, mas temos um Corvinal de plantão. O Semog saber o feitiço e, se não souber, tem o Prof. Flitwick à mão. Está resolvido, Ravenzinha: sua missão agora é procurar nosso amigo Cabelo Azul e pedir-lhe ajuda. Aposto que ele vai adorar participar da festa.<br /><br />- Sem dúvida, Sat, mas tenho medo de envolver muita gente nessa tramóia. Se formos pegos...<br /><br />- Ah, quer dizer que <b>eu</b> posso ser pego e torturado junto com você, mas o coitadinho do Semog não? Ele faz parte da resistência também! Que proteção é essa? – o loiro exclamou, indignado.<br /><br />- Mas, Sat, você não entendeu, não é nada disso! É que... Ei, por que você está rindo?? Sat, seu implicante, você está impossível hoje! – exclamei, batendo nele de leve com o livro de Estudos Trouxas enquanto ele rolava de rir na grama, troçando de minha cara culpada.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-6570186528285849135?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-62388330359450937432009-05-20T06:30:00.001-07:002009-05-20T06:30:58.769-07:00<center><h4><b>A Volta dos que não foram...</h4></center><br /><br />Pessoas amadas e queridas, <br /><br />cá estou eu de novo para dar um sinal de vida para vocês. A Lucilla (Dhara) ainda continua enrolada com a faculdade, e me mandou um e-mail avisando que só estará plenamente livre no dia 24 ou 25. As coisas estão um pouco pesadas para ela, com dois estágios, faculdade e uma internet carroça dividida por três pessoas. <br /><br />Enfim, novamente peço desculpas e compreensão.<br /><br />Para não deixar vocês "no vácuo", vou fazer duas coisinhas. A primeira - logo abaixo - é um preview da segunda parte do arco. <br /><br />A segunda é que na sexta feira colocarei no ar o começo de um arco estrelado por Raven,Sat e Darien, em um elaborado plano anti-cenouras!<br /><br />bjs, Meri</b><br /><br /><center><h4><b>Payback – Parte 2 - Preview</b></center></h4><br /><br />Meridiana observava com os murmurinhos da platéia de sonserinos que estavam em volta dela. Não havia nenhum rosto cuja expressão não fosse de verdadeiro espanto, mesmo naqueles cujo deleite era notável. <br /><br />Mesmo com todo o posicionamento pró-comensal que ela vinha demonstrando desde que se propusera a fingir diante dos colegas, parecia inconcebível – e quem sabe ousado – uma grifinória estar às portas da Sonserina com um lufano completamente detonado a tira colo. <br /><br />Esteriótipos acabaram se tornando uma verdade praticamente incontestável em Hogwarts no decorrer dos séculos. <br /><br />“É hora de quebrar paradigmas”, a ruiva pensou consigo mesma. Mesmo que no caso dela fosse simulação, grifinórios não eram todos heróis, tampouco sonserinos eram todos vilões. <br /><br />As conversas pareciam ter se ampliado, crescendo da porta da ala da casa das serpentes até onde a ruiva se encontrava, à medida que Theodore Nott e seu séquito abriam caminho por entre os outros alunos. <br /><br />Meridiana sorriu de lado, satisfeita em perceber que o plano estava funcionando tão bem quanto um relógio suíço. Raven conseguira reter Satanio na ala, Theo aparecera sem problemas. Bastava apenas esperar um pouco até que Adhara pudesse dar as caras.<br /><br />-Era exatamente o que você queria, não, primo? – a ruiva perguntou, dando um sorriso pretensamente malicioso – Um pouco de sangue derramado para compensar o que ele tirou de você.<br /><br />(...)<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-6238833035945093743?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-28686522607348435612009-05-13T06:21:00.001-07:002009-05-13T06:21:45.475-07:00<center><h4><b>Hiatus de Emergência</b></h4><br /><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/dolls/Meri2.gif" border="0"><br /></center><br />Pessoas amadas e queridas que lêem o Expresso Hogwarts, fomos obrigados a dar uma pequena pausa. A Lucilla (Dhara) foi pêga de surpresa por algumas provas de última hora (professores adoram fazer isso) e o fechamento do arco do Payback precisou ser momentaneamente adiado. <br /><br />Talvez sexta a gente consiga trazer o resto do arco para vocês, mas é mais provável que fechemos a história na semana que vem.<br /><br />Pedimos desculpas pelo transtorno, mas, espero que compreendam a situação. Apesar de nossa paixão pelo Expresso, os estudos vêem em primeiro lugar.<br /><br />Enquanto isso, aproveitem as fics das últimas semanas e dêem uma olhadinha nos nossos outros trabalhos, Amaterasu e New Dawn.<br /><br />bjs, Meri<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-2868652260734843561?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-74721672366433072622009-05-10T21:18:00.000-07:002009-05-10T21:19:05.134-07:00<center><h4><b>Payback – Parte 1</b></center></h4><br />Em uma das masmorras vazias da escola, Meridiana olhava pela fresta da porta o fluxo de sonserinos que se dirigiam para a ala das serpentes. Se Theodore queria uma vingança em grande estilo contra Kyle era exatamente isso que ela daria a ele, um espetáculo com direito a platéia.<br />Fazia cerca de quinze minutos que a ceia findara. Ela viu o vulto de Adhara passar pouco tempo antes, juntamente com alguns poucos sonserinos que saíram mais cedo do jantar. Raven e Satanio também já haviam seguido sala comunal adentro. Ela combinara com a amiga para que ela contivesse o loiro e não estragasse a atuação. <br />Estava tudo saindo perfeitamente conforme o combinado entre eles. A ruiva olhou para trás, vendo Kyle encostado na parede, um pouco constrangido pelo resultado final da maquiagem de teatro que a prima lhe aplicara.<br />- Cara, nem nas piores brigas que eu me meti na Grécia eu acabei tão detonado – ele murmurou baixinho.<br />Meridiana saiu de perto da porta aproximando-se dele com um pequeno sorriso.<br />- Isso significa que temos uma excelente chance de nos sairmos bem dessa enrascada. – ela falou, pousando a mão no ombro dele. Pela expressão do rosto de Kyle, parecia que finalmente ele começava a compreender a gravidade da situação em que haviam se metido. <br />- O que estamos esperando? – ele perguntou, fitando a prima grifinória com relativa apreensão. <br />- O bobo da corte de nossa peça. Sem Theodore, não podemos começar. – ela virou-se momentaneamente, tirando do bolso uma pequena pílula e entregando para o lufano, que a engoliu sem pensar duas vezes. – Logo, logo o “nugá sangra-nariz” vai fazer efeito, mas antes...<br />- Antes o que? – Kyle perguntou, sem perceber que Meridiana tirara a varinha da capa. <br />- Preciso te colocar para dormir ou seu pavio curto vai estragar tudo. Não vai doer, eu prometo. <br />Sem esperar que Kyle pudesse contestá-la, ela murmurou Morpheus Serenati, fazendo com que o primo caísse em um sono suave, porém profundo. <br />Ela reconheceu a voz de Theodore vindo pelo corredor e se apressou até a fresta da porta. Ele estava rodeado de colegas, inclusive Pansy Parkinson e Millicent Bulstrode. Parecia que o antigo grupinho do Malfoy havia abandonado o loiro quase por completo agora que ele parecia ter caído em desgraça e se juntara em torno de Nott como figura de destaque. <br />Revirando os olhos, ela deixou que eles alcançassem a entrada da ala das masmorras, e, depois que mais um grupo de sonserinos além deles passou, ela virou-se para Kyle, apontando a varinha para o rapazinho desacordado. <br />- <i>Levicorpus.</i><br />O corpo do lufano começou a flutuar desajeitadamente como se uma mão invisível o segurasse pelo pé, o sangue – efeito do nugá – pingava pelo nariz de Kyle, sujando as pedras cinzentas do chão. A ruiva abriu a porta pesada da masmorra com um forte puxão e saiu à frente, trazendo o corpo de Kyle flutuando molemente como um marionete atrás de si.<br />- Com licença – Meridiana se aproximou, cutucando as costas de um primeiranista que estava prestes a entrar na ala das serpentes. – Poderia chamar Theodore Nott para mim?<br />O garotinho virou-se para responder, mas não conseguiu articular palavra alguma ao notar o contraste da cena que via: uma moça bonita, com um sorriso insinuante nos lábios, ao lado de um rapaz desacordado e aparentemente muito machucado que flutuava no meio do corredor como um fantasma. Ele apenas assentiu, correndo para dentro da sala comunal verde e prata.<br />A ruiva escutou novas vozes vinda de suas costas. Alguns sonserinos retardatários se aproximavam. O sorriso dela aumentou. O circo estava se armando.<br /><center>*****</center><br />Adhara havia se posicionado estrategicamente em uma poltrona que ficava no lado oposto da lareira do salão comunal, o lugar que outrora fora o ponto de encontro de Draco Malfoy e seus comparsas mais próximos, mas que hoje era ocupado por Theodore, Zambini e todos os demais veteranos proeminentes da Sonserina. Apesar de estar longe, ela podia ter uma visão bem clara do que estava acontecendo no grupo de Theodore.<br />Eles estavam conversando e rindo enquanto saboreavam alguns petiscos que os elfos domésticos agora sempre deixavam à disposição dos alunos da Sonserina no salão comunal. Pansy estava sentada no braço da poltrona de Theodore e ria com especial entusiasmo de tudo o que ele falava. Em dado momento, ela colocou a mão sobre o ombro de Nott e se curvou para ele, mas Theo, muito discretamente, retirou a mão dela e voltou sua atenção para dizer algo a Blaise Zambini.<br />Adhara deu um meio sorriso de apreciação ao ver a expressão contrariada de Pansy. Ela se forçava a admitir que Theodore tinha pelo menos um ponto positivo a seu favor – ele tinha um melhor gosto para mulheres do que Draco.<br />- Nott! Nott! <br />Quase todas as cabeças do salão comunal da Sonserina se viraram para observar o menino magricela que irrompeu pela porta, gritando pelo nome do setimanista.<br />Adhara se esqueceu no mesmo instante da satisfação de ver Pansy ser rechaçada e focou cada fibra de sua atenção na figura do garotinho. Ele parecia estar aterrorizado, atônito e, ao mesmo tempo, excitado. Ele correu aos tropeços para o grupo de Theodore assim que os localizou, e, por causa da distância, a morena não pôde ouvir o que ele dizia a Nott e nem tentar fazer uma leitura labial, pois o primeiranista ficara de costas para ela, mas ela podia ver o semblante de Theo e notar as sobrancelhas do rapaz se unirem em uma expressão que mesclava desconfiança e curiosidade.<br /><br />Theodore se levantou, flanqueado por Blaise, Pansy e Millicent, e seguiu o garotinho para fora do salão comunal, sob os olhares de diversos outros alunos. De seu lugar a jovem notou que alguns grupinhos de curiosos, uns discretos, outros nem tanto, tinham decidido seguir os quatro setimanistas. <br /><br />Ela soltou um curto suspiro, recostando-se melhor na poltrona, e tateou o bolso de sua capa para retirar de lá um relógio redondo e prateado. Adhara abriu a tampa do visor e checou a hora: 8:15 da noite, exatamente o horário que havia combinado com Meridiana. Havia começado.<br /><br /> A morena fechou o tampo do relógio e cruzou os braços. Daria à Meri os dez minutos que a prima pedira para conversar com Theodore e mostrar ao sonserino o resultado final da “lição” que a ruiva dera em Kyle, e então partir para cumprir o seu papel na pequena peça que orquestraram.<br /><br />Ela inspirou fundo e fechou os olhos. Aqueles provavelmente seriam os dez minutos mais longos de sua vida.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-7472167236643307262?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-26271452712334535382009-05-07T21:22:00.000-07:002009-05-07T21:23:53.158-07:00<center><h4><b>Velhos Conhecidos</b></center></h4><br />Era uma manhã calma, especialmente pelo fato de quase todos os habitantes da casa estarem ausentes. Não que houvessem muitos: somente quatro moradores para aquela casa grande. Os três rapazes tinham saído para fazer compras no mercado e aceitaram quando Sam pediu para ficar em casa.<br /><br />Lusmore não tocara no assunto do dia em que viu a morena chegar abalada, mas entendeu que ela estava dando um tempo em casa. E por isso convenceu os outros rapazes a deixar a única garota da casa ganhar uma manhã de madame como presente.<br /><br />Sam estava sentada no sofá lendo um livro que Cyan a emprestara sobre feitiços defensivos. Um ou outro ela tentava fazer com sua varinha, mas sabia que precisaria de alguém junto para praticar direito.<br /><br />A porta da sala se abriu e os olhos cinzas da jovem olharam para a pessoa que entrava, Godfrey McKinnon. Ele sorriu para ela enquanto dava passagem para três pessoas que vinham atrás dele entrarem.<br /><br />- Bom dia, Samantha. Tenho novidades. Onde estão os outros moradores da casa? - ele perguntou bem humorado, tirando um sapo de chocolate do bolso e jogando na direção dela, que o pegou no ar.<br /><br />A garota se levantou, com um meio sorriso, mas antes que pudesse responder alguma coisa, um dos rapazes que chegara com Godfrey andou rapidamente até ela, abraçando-a.<br /><br />- Samizinha! Não acredito que você está aqui! - ele a levantou no ar. - Ao menos um rosto familiar nessa bagunça de país.<br /><br />Ainda meio tonta, Sam olhou para o rapaz que ainda a abraçava e reconheceu o amigo de infância, vizinho de anos, Michael Byrne.<br /><br />A família dele se mudara três anos atrás do prédio onde Sam morava com seus pais e desde então não falara mais com o rapaz. Os dois tinham uma pequena diferença de idade, somente dois anos, mas fora o suficiente para que em Hogwarts praticamente se ignorassem.<br /><br />- Oi, Michael. - ela respondeu, soltando-se.<br /><br />- Vejo que ao menos dois de vocês já se conhecem, o que facilita a adaptação de vocês. - Godfrey observou - Eu gostaria de explicar só uma vez, sabe se os rapazes vão demorar?<br /><br /> Como se em resposta à pergunta de Godfrey, os outros três ocupantes da casa chegaram, carregados de sacolas. Lusmore, que até então estivera cantarolando uma melodia alegre, silenciou-se, os olhos se fixando nos três desconhecidos com suas malas ao pé do sofá.<br /><br /> Herman e Isaac se encararam, mas foi o bardo quem colocou em palavras o que ambos tinham pensado.<br /><br />- Substituição do time?<br /><br />- Entrem, entrem. - Godfrey respondeu, ignorando o olhar inquisitivo do sobrinho - Guardem suas compras e voltem para cá, temos algumas coisas para conversar. E vocês não vão ser substituídos, relaxem.<br /><br />O silêncio reinou na casa enquanto os que estavam na sala se acomodavam e esperavam os outros retornarem. Parecia que ninguém, sem contar Godfrey, sabia o que estava acontecendo.<br /><br />Nas regras passadas aos participantes da Resistência, cada célula tinha até três participantes. A célula comandada por Lusmore era uma exceção, com quatro pessoas juntas – mas isso era obviamente explicado pelo fato de que eles tinham formado um time mesmo antes de seguirem para aquele lugar. <br /><br />Também fora informado que ficaria uma célula em uma casa e que nenhuma saberia da outra, haveria troca de informações entre elas apenas em situações de necessidade, e, mesmo assim, através dos contatos que usualmente faziam essa ponte de ligação, como o próprio Godfrey McKinnon.<br /><br />Aquela situação naquela sala de estar era inusitada e inesperada por todos.<br /><br />Quando os recém-chegados afinal se juntaram a eles, sentando-se no sofá e olhando para o homem, este começou a falar.<br /><br />- Como vocês já sabem normalmente uma célula não teria contato com outra. Mas devido a um problema interno, vocês serão exceção novamente. Essa casa é grande o suficiente para acomodar vocês sete. - ele se interrompeu, como se esperasse por perguntas. Como estas não vieram, continuou. - Tenho certeza que não irão comentar sobre suas missões e nem entrar em detalhes que não diga respeito à outra célula. Em compensação terão mais pessoas para trocar experiências.<br /><br />Os rostos confusos e pensativos fizeram Godfrey se perguntar se era correto aquilo, mas ao mesmo tempo não tinha escolha. Aquela casa estava bem protegida e até aquele momento não estavam conseguindo novas casas para esconder o pessoal da Resistência.<br /><br />- Perguntas? - ele falou, tentando puxar algumas reações dos outros.<br /><br />- Eu tenho uma. – Lusmore levantou a mão, voltando-se para os novos inquilinos – Algum de vocês sabe cozinhar?<br /><br />Herman deu um meio sorriso fraco, enquanto Isaac revirava os olhos. Sam meneou a cabeça.<br /><br />- Você realmente não tem jeito, não é?<br /><br />- Bem, se eu não cozinho, ninguém come nada que preste por aqui. – o bardo observou – O cão aqui não sabe descascar uma batata e Herman é distraído demais para deixar qualquer coisa no fogo com ele vigiando. Minhas costelas que o digam, elas ficaram intragáveis de tão queimadas.<br /><br />- Eu ajudo! – Sam exclamou.<br /><br />Ele deu um meio sorriso de lado, mas não respondeu. Um dos garotos ergueu a mão.<br /><br />- Eu cozinho. Ajudava minha mãe quando estávamos sozinhos.<br /><br />- Ótimo. Sejam bem-vindos à casa. Hoje você cozinha.<br /><br /><center>*****</center><br /><br />O loiro deixou sua mochila cair no chão e olhou para Sam. Os dois estavam sozinhos agora, já que Isaac e Godfrey tinham se retirado para conversar alguma coisa sobre a questão das comunicações entre cada célula e seus dirigentes – o ex-corvinal ficara responsável por ajudar naquela questão – e Herman e Lusmore tinham seguido com os outros dois novos companheiros.<br /><br />Lusmore, aliás, desaparecera em direção à cozinha com Troy, conversando animadamente sobre como eles poderiam revezar na cozinha para fazerem almoços decentes e não “essas coisas sem gosto e extremamente nocivas à saúde desse povo que inventou fast-foods”.<br /><br />Aquela era uma coisa que ela só viera descobrir sobre o bardo quando tinham passado a morar em Londres. Em Hogwarts, ele nunca reclamara de sua comida. Ali, contudo, eles tinham acabado por descobrir que, por conta dos muitos anos vivendo nas florestas de Lyon com druidas e druidesas, Lusmore era absolutamente contra qualquer tipo de comida enlatada, condicionada ou minimamente industrializada.<br /><br />E, embora ele não fosse um cozinheiro de primeira, isso significava que, pelo menos, estavam livres de alimentarem-se apenas de hambúrgueres, batata-frita e milkshake até a guerra terminar.<br /><br />- Não acredito que você está na Resistência, não tem nem 17 anos. - Michael virou para Sam - Principalmente conhecendo sua mãe...<br /><br />- Estão todos na França. Eu pedi para ficar aqui e meu avô deu uma ajuda. - ela sentou melhor no sofá e virou o corpo para ele. - E a Tia Jacy?<br /><br />- Minha mãe conseguiu fugir, mas meu pai foi pego e preso. Não sei onde ele está... - ele baixou os olhos levemente. - Até por isso eu estou aqui. Quero encontrá-lo.<br /><br />Sam levou sua mão até a do rapaz. Conhecia a família dele há anos e saber que o Sr. Byrne, que ela chamou de Tio Bill por tanto tempo, sumira a fez querer ajudar Michael. Um sorriso surgiu no rosto do loiro ao sentir aquela mão quente sobre a sua.<br /><br />- Você cresceu e está tão bonita quanto sua irmã.<br /><br />Sam se lembrou do jeito de ser de Michael, que sempre tentou namorar sua irmã, e puxou sua mão. A última coisa que a morena queria era pensar em romance, principalmente no meio de uma guerra.<br /><br />- Certas coisas não mudam, não é? - ela falou. - Se cair na rede é peixe...<br /><br />O rapaz sorriu e pegou sua mochila.<br /><br />- Vai me mostrar onde é meu quarto? - o loiro falou piscando para Sam.<br /><br />A resposta dela foi um virar de olhos e o abrir do livro que estava ao seu lado, enquanto levantava o dedo mindinho para Michael. Quando crianças seus pais os proibiram de xingar um ao outro e eles passaram a usar símbolos nas mãos para burlar os adultos. Levantar o dedo mindinho era equivalente a levantar o dedo do meio.<br /><br />- Vejo que seu bom humor continua o mesmo. - Michael passou a mão na cabeça dela, bagunçando o cabelo, antes de subir.<br /><br /><center>~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~<br /><br /><b>Alguns Comunicados</b></center><br /><br />Título auto-explicativo. XD<br /><br />Bem, brechinha para contar algumas novidades e também algumas pequenas mudanças.<br /><br />A <b>primeira</b> é que eu resolvi mudar o ator do Kyle. Eu gosto do Zac Efron, contudo, o <b>Thomas Dekker</b>, que já fez Heroes e faz o John Connor em Terminator: The Sarah Connor Chronicles, tem com "cara mais de meninão perdido no meio do furacão" que o Zac, e também mais cara de moleque, apesar da cara sujinha. Sem falar que o Christian Bale (Ludo) faz o John Connor no cinema e estou juntando as duas coisas XD<br /><br />Além disso, quero usar a Lena Headey, que faz a Sarah Connor na série, como a Lucy mais velha, já que dá para achar fotos dos dois juntos. E, embora ela faça mais papéis de "mulheres fortes", como a rainha de Esparta, a própria Sarah e a mocinha de Irmãos Grimm, ela tem fotos mais doces e melancólicas. Sem falar que, apesar da aparente fragilidade, a Lucy é uma mulher (muito) forte. <br /><br />A segunda mudança diz respeito tanto ao <b>Fogo e Gelo</b> - cujo link está na parte de "Outras Histórias" e que, quando a inspiração vier, pretendo fazer um bottom mais arrumadinho - e o <b>Dolls da Katchoo</b> - que deve ter atualização hoje a noite, estão com um <b>novo sistema de comentários</b><br /><br />Muita gente reclamou que não conseguia usar o sistema de comentários do Blogger e para dar vazão a todos coloquei nos menus aquelas caixinhas de comentários. <b>Usem e abusem</b>:<br /><br /><center><a href="http://expressohogwartspast.blogspot.com/" target="_blank" title="Um conto de amor passado na Hogwarts da Idade Média"><img src="http://i31.photobucket.com/albums/c364/expressohogwarts/layout/fg2.gif"></a></center><br /><br />A terceira notícia é 100% novidade. A Lulu, para dar (ainda mais) vazão a sua fome de escrever, criou um blog, o <b>Coruja em Teto de Zinco Quente</b>, onde ela pode colocar todas as loucuras que não consegue postar aqui, no Amaterasu e em nenhum outro lugar.<br /><br />O endereço é: <a href="http://www.owlsroof.blogspot.com/" target="_blank" title="Loucuras da Lulu">www.owlsroof.blogspot.com</a><br /><br />E, para fechar, o recado básico de todo último post da semana:<br /><br /><b>*Para ler as últimas postagens, clique <a href="http://feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com/" target="_blank"><b>AQUI</b></a></b><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-2627145271233453538?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-85311515149978457562009-05-05T20:29:00.001-07:002009-05-05T20:29:57.254-07:00<center><h4><b>Finding Napoleon</b></center></h4><br /> - Mmmm... Cuio! Ato?<br /><br /> Mina deu um meio sorriso, virando ligeiramente a cabeça para ver o irmão sentado desajeitadamente no chão, tentando fazer as peças de um quebra-cabeças se encaixarem – que consistiam, naquilo preciso instante, em fazer caber um quadrado dentro de um círculo.<br /><br /> - Muia!!!<br /><br /> - Sinto muito, Kieran, mas eu tenho de terminar de arrumar meu guarda-roupa. – Mina respondeu – Ordens da Dona Holly. Se eu não obedecer, sabe-se lá o que ela pode fazer comigo...<br /><br /> - Oly nã ma. Oli, oly!<br /><br /> A moça riu de novo, voltando a atenção para as gavetas abertas diante de si, onde as roupas acumulavam-se, amassadas ou jogadas de qualquer jeito. Aos pés dela, já havia uma pilha de blusas e calças que, para surpresa da garota, já não lhe serviam mais.<br /><br /> Tudo parecia muito curto. Ou muito folgado. O que significava que ela estava crescendo... e perdendo peso ao mesmo tempo.<br /><br /> - A continuar nesse ritmo, eu vou virar um palito... – ela resmungou para si mesma.<br /><br /> Essa não era sua principal preocupação, contudo. Considerando que mais da metade de seu guarda-roupa estava jogada aos seus pés, isso significava que não tinha sobrado muita coisa para ela vestir. O que a levava para outro dilema: como faria para arranjar mais roupas? Ela não podia ir a Londres comprar. E também não ia fazer Holly de sua "escrava particular" para apertar todas aquelas calças.<br /><br /> Sempre podia procurar o alfaiate de Prydery... Só que existia um pequeno problema nessa condição... A moda das Hébridas parecia ter simplesmente estacionado no tempo. Qualquer um que fosse à vila e não estivesse acostumado ao modo de viver do lugar, pensaria seriamente que fizera uma viagem para o passado.<br /><br /> E tudo o que ela precisava era de corseletes medievais impedindo-a de respirar...<br /><br /> Talvez pudesse dar uma olhada no sótão depois. Havia baús e baús de roupas antigas lá. Quem sabe não tinha a sorte da avó ser do seu tamanho? As fotos que mostravam Stella MacFusty pela casa sempre a traziam em roupas aparentemente confortáveis. E isso era tudo do que ela realmente precisava.<br /><br /> Foi nesse instante que os olhos dela bateram em um objeto esquecido nos fundos do guarda-roupa. Um sorriso melancólico surgiu nos lábios da menina, enquanto ela puxava o cãozinho de pelúcia que ganhara de Lorelai no Natal do ano anterior.<br /><br /> - Napoleão... Eu tinha praticamente me esquecido de você... – ela desculpou-se, abraçando o bichinho – Kieran! Eu tenho alguém para te apresentar!<br /><br /> - Enta! Eeee! Em, em, Mi!<br /><br /> Ela caminhou até o irmão, sentando-se de frente para ele, colocando o brinquedo entre os dois.<br /><br /> - Kieran, esse é Napoleão. Mas você pode chamá-lo carinhosamente de Napinha.<br /><br /> - Inha! – o menino respondeu, batendo palmas, antes de puxar o pobre Napoleão pelas orelhas, mordendo-lhe o focinho.<br /><br /> - Ei! Peraí, não é para você morder o coitado! – Mina tentou, o mais gentilmente possível, tirar o focinho de pelúcia de Napoleão da boca de Kieran – Eu não sabia que já estava na hora de começar a procurar mordedores para você...<br /><br /> - Mmmmm... – ele respondeu, lutando ainda por alguns segundos, antes de soltá-lo – Inha!<br /><br /> Ela não pode se impedir de rir quando afinal recuperou Napoleão para seu colo, ainda que um tanto babado e amassado.<br /><br /> - Depois eu vou arranjar alguma coisa para você morder, mas não faça mais isso com o Napoleão, certo? – ela pediu, abaixando a cabeça até ficar no mesmo nível do irmão – Obrigada, Kieran.<br /><br /> - Mia?<br /><br /> Ela sorriu, afetuosa. Desde o dia anterior, quando conseguira fazer alguns pequenos fiapos de vapor prateado deixarem sua varinha enquanto tentava mais uma vez executar o feitiço do patrono, ela se sentia um pouco mais leve. E devia isso ao irmão. Fora apenas após passar uma tarde toda envolvida em brincadeiras com o pequeno que ela sentira-se suficientemente contente para evocar o encantamento.<br /><br /> Ainda estava um pouco deprimida, é verdade; o sentimento de impotência que a dominava desde que tinha deixado Hogwarts no meio da noite, após a morte do professor Dumbledore, continuava lá... Mas com o passar dos dias, com o trabalho que começara a fazer, com as aulas que tinha com Holly e o avô, aos poucos, as coisas pareciam estar voltando aos seus lugares.<br /><br /> Demoraria para que ela pudesse voltar a ser a Mina de sempre. Mas ainda havia esperanças. Ela não podia deixar de acreditar. Se deixasse de crer, o que mais lhe restaria?<br /><br /> Tinha de conseguir se comunicar com Lusmore. Tinha que descobrir o que acontecera com os amigos. Tinha de fazer o possível e o impossível para atender as expectativas de seu avô, de Holly, dos domadores, dos aldeões... e, acima de tudo, às suas próprias expectativas.<br /><br /> Haveria momentos em que iria desanimar. Mas então, poderia olhar para o sorriso alegre e ainda sem dentes do irmão e pensar que ela ainda não terminara seu trabalho.<br /> - Há ainda muito o que fazer para que eu possa me dar ao luxo de me desesperar... Não é, Kieran? – ela perguntou, sem deixar de sorrir.<br /><br /> - Hum! – ele respondeu entusiasticamente, engatinhando para o colo da irmã, erguendo os braços para o pescoço dela – Mia!<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-8531151514997845756?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-37634886.post-70438040900941911822009-05-03T22:15:00.000-07:002009-05-03T22:16:01.199-07:00center><h4><b>Not too early, but too late</b></center></h4>
<br />A cruz é um dos simbolismos mais antigos usados pela humanidade. Emprestada a diversas religiões, para cada uma delas tinha seu próprio significado: ela poderia ser uma representação do sol no Extremo Oriente, ou uma mórbida aranha a girar em sentido anti-horário, trazendo marcas e lembranças de um passado doloroso e cruel.
<br />
<br /> Podia significar tormento, suplício – a palavra Cruz vinha afinal do latim, <i>Crucio</i>, como a Maldição Imperdoável. Podia ser uma rosa dos ventos, a apontar cada um dos pontos cardeais, ao mesmo tempo em que representava os quatro elementos. Ou a união do divino, na linha vertical e do mundano; a horizontal.
<br />
<br /> Vida ou morte, todos os significados de que ele conseguia lembrar-se para a figura de uma cruz estavam representados naquela sala: o Ankh sobre a porta; o cruxificado na parede atrás da mesa, a cruz grega na moldura do espelho, a suástica na imagem de Buda, a pequena cruz celta em pé sobre a escrivaninha, as bandeiras da Escócia e da Inglaterra lado a lado – a cruz de Santo André e a cruz de São Jorge...
<br />
<br /> Godfrey McKinnon não era um homem de se impressionar facilmente. Mas o escritório de August Chenoweth sempre exercera sobre ele um estranho misto de fascínio e temor. E não era apenas pelas cruzes que imperavam por todo o aposento. Dos livros aos objetos sobre sua mesa, August parecia ter se cercado de tudo aquilo que havia de mais representativo da Cultura Humana.
<br />
<br /> Naquela tarde, contudo, pela primeira vez desde que passara a freqüentar a casa do velho jornalista, o domador não deu atenção a qualquer uma das metáforas escondidas por trás daqueles objetos. Ele estava mais preocupado com aquilo que trouxera enrolado dentro do forro do casaco, e com os significantes que existiam por trás dele.
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<br /> - Clio já tinha me ligado de madrugada para avisar, mas eu não tinha como sair sem despertar uma suspeita. – August quebrou o silêncio que se instalara entre eles após o pôster ser desenrolado sobre sua mesa – Ela passou a madrugada no jornal, junto com vários outros funcionários... Mas ninguém sabe quem fez isso, ninguém viu como foi feito, não há nada, nem uma única pista que possa nos levar ao autor ou autores dessa façanha.
<br />
<br /> - O pessoal da limpeza já estava quase terminando de rasgar todos os papéis quando eu cheguei. – Godfrey confessou – E havia uma turma de aurores por perto, além de vários outros funcionários do Ministério. Eles estavam furiosos.
<br />
<br /> - Não é para menos. Ninguém ousou a acusá-los tão abertamente até agora. – o jornalista suspirou, sentando-se em sua cadeira, massageando a nuca – Eu só não entendo como conseguiram fazer isso sem serem pegos. Isso simplesmente não me entra na cabeça. Dentro do Beco Diagonal, Godfrey! Como eles conseguiram burlar a vigilância?
<br />
<br /> O outro apenas meneou a cabeça em resposta, os olhos claros encontrando-se com os do velho.
<br />
<br /> - O que realmente me preocupa, August, é <b>quem</b> são eles. Desde a morte do Professor Dumbledore, a Ordem começou a se fragmentar; não há mais um nome que consiga agregar as opiniões e valores de todos que estão envolvidos com a Resistência. Com isso, nós perdemos força; nos deixamos levar pelas picuinhas de esse e aquele grupo, por pessoas que estão mais interessadas em fortalecer o próprio poder do que em se opor verdadeiramente ao que está acontecendo.
<br />
<br /> - Mais que isso, Godfrey... – Chenoweth suspirou, cansado – Estão surgindo grupos que acham que nós somos tão culpados quanto os Comensais. Que não fazemos o suficiente. Que estamos apenas nos escondendo como velhos covardes. Meadowes veio discutir comigo no outro dia pelo fato de eu estar “monopolizando” a juventude.
<br />
<br />- Ele deve ter ouvido sobre a casa que você fez o filho de Alexis comprar. Não deixa de ser verdade, contudo. Todos os adolescentes que me aparecem, eu mando para você. Nenhum deles está muito satisfeito com isso.
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<br />August suspirou.
<br />
<br />- Dorcas era muito jovem quando foi assassinada. Ele deveria entender o que estou tentando fazer. Mas parece que a morte da irmã apenas o deixou mais amargo. Ele sacrificaria quem fosse necessário para ter uma chance de vingança. – o mais velho abaixou ligeiramente a cabeça – Eu sei que é contra as regras, mas juntar os mais jovens num lugar só, onde eles pudessem ter um pouco de liberdade... Nós devemos isso a eles.
<br />
<br /> Ele desviou o olhar para o papel sobre sua mesa, um anúncio de propaganda do Profeta Diário pixado com letras rubras e raivosas: <i>Aquele que se rende é meu inimigo</i>. Aquela era apenas uma das muitas inscrições que tinham surgido durante a noite em vários muros e paredes do Beco Diagonal.
<br />
<br /> - Eu temo que isso seja só o começo. – August continuou – Palavras são o primeiro degrau na escalada do terror. Não sou um profeta, Godfrey, mas eu sinto que daqui para frente, comecemos a nos deparar com alguns atos extremistas. Eles acabarão colocando inocentes na linha de fogo.
<br />
<br /> - Eles já colocaram. – o domador respondeu – Todos os dias eu me deparo com faces cada vez mais juvenis querendo abrigo, proteção ou vingança. Eu não sei como o Hades' Gate e Omar conseguiram se tornar tão populares. – ele olhou para a mão enluvada, pensando na tatuagem que havia sobre o couro de dragão.
<br />
<br /> - Os amigos de sua sobrinha estão todos comigo. – August observou – Mercury e Cyan me encontraram através de minhas netas. A jovem Blair veio com Peter, Mahala também está conosco... Se Mina estivesse aqui...
<br />
<br /> - Eu a despacharia de volta para casa no mesmo instante. – Godfrey o interrompeu – Eu não posso impedir que todos que chegam até mim entrem nessa vida, August. Muitos estão desesperados, muitos não têm absolutamente mais nada a perder. Mas, se eu pudesse, eu jamais traria essas crianças para você ou para qualquer outro núcleo de resistência.
<br />
<br /> August deu um meio sorriso.
<br />
<br /> - Eles estão ficando mais jovens a cada dia que passa. A juventude parece ter muito mais consciência do que está acontecendo; os velhos, como nós, só fazem se acovardar e correr para debaixo da cama.
<br />
<br /> Godfrey se levantou.
<br />
<br /> - Eles estão perdendo a inocência cedo demais. E, cedo demais, nós os estamos perdendo.
<br />
<br /> - Ou talvez sejamos nós que tenhamos agido tarde demais, Godfrey. – o jornalista respondeu, melancólico – Não tão cedo... mas sim, muito tarde...<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37634886-7043804090094191182?l=feedsdoexpresshogwarts.blogspot.com'/></div>Katchiannyanoreply@blogger.com0