Wednesday, December 23, 2009

The Gift of a Friend
Sometimes you think you'll be fine by yourselfCause a dream is a wish you make all aloneIt’s easy to feel like you don’t need helpBut it’s harder to walk on your own
De cabeça baixa, ela caminhava sozinha, perdida em seu próprio mundo – como de hábito. Com o canto dos olhos a outra grifinória observou a colega, perguntando-se o que fizera para merecer aquilo.
Lorelai suspirou. Com tantas pessoas na turma, Snape tinha que colocá-la justamente com alguém que não gostava dela?
Enquanto isso, Mina tentava organizar-se mentalmente. Seria impossível fazer aquela monografia sozinha; de uma maneira ou de outra, ela teria de depender um pouco de sua parceira, ainda que não gostasse muito disso.
Antes, contudo, que pudesse se aprofundar em suas conjecturas, sentiu um ligeiro esbarrão contra o ombro. Levantando os olhos, ela se deparou com outra garota – pelo uniforme, uma lufana.
A moça sorriu de leve.
- Desculpe.
Mina balançou a cabeça.
- Não foi nada.
You'll change insideWhen you realize
Ela chegou quase derrapando pela passagem, parando meio minuto para recuperar o fôlego, antes de emergir completamente no QG. Lorelai e Sam já estavam lá, acompanhadas de uma pilha de sanduíches, uma garrafa térmica com o chocolate quente que Sam prometera mais cedo, além de várias sacas de doces.
As duas estavam sentadas em seus sacos de dormir, tão concentradas no jogo de snap explosivo que sequer a perceberam entrar. Mina sorriu, largando-se em sua própria saca, chamando afinal a atenção das duas para ela.
- Desculpem o atraso. - ela disse, enquanto tirava o casaco, relaxando aos poucos - Eu estava...
- Na biblioteca. - Lore e Sam completaram ao mesmo tempo.
Mina suspirou, coçando a cabeça.
- Como vocês sabiam?
- Não é preciso ser um gênio para descobrir. - Sam respondeu.
- Qualquer um que conheça nossa generalíssima o suficiente saberia disso. - Lorelai afirmou.
A caçula das mafiosas apenas balançou a cabeça, sorrindo de leve.
- Ok... agora que estou aqui, o que temos planejado para nossa primeira e oficial noite do pijama no QG?
As outras duas se encararam entre si, sorrisos idênticos em seus rostos. Por um instante, Mina sentiu-se tentada a fugir da companhia das amigas, sabendo que aqueles olhares e sorriso só podiam significar uma coisa.
- Bem... - Lore começou - Nós vamos primeiro jantar nossos sanduíches, é claro...
- Enquanto pomos as fofocas da escola em dia... - Sam continou, os lhos brilhando quase malignamente - Falamos sobre garotos...
- Depois vamos ouvir você tocando violão, finalmente...
- E vamos cantar músicas bestas, enquanto bebemos chocolate quente e dançamos pela sala de pijamas...
- Vamos brincar no pula-pula...
- Até cansar...
- E, quando finalmente você estiver menos esperando...
- MONTINHO NA GENERALÍSSIMA! - as duas terminaram ao mesmo tempo, dissolvendo-se em risadas.
Mina revirou os olhos, embora o efeito não fosse o mesmo com sorriso que insistia em aparecer no canto da boca.
- Por que é que sempre sobra para mim?
The world comes to lifeand everything's alrightFrom beginning to endWhen you have a friendBy your sideThat help's you to findThe beauty of allWhen you'll open your heart andBelieve inThe gift of a friend
Ela terminou sua história sentindo-se como se tivesse corrido uma verdadeira maratona até ali. Os braços de Herman lhe propiciavam algum conforto, mas mesmo eles eram incapazes de afastar por completo todos os sentimentos que recontar o que acontecera tinham trazido à tona.
Lorelai levantou os olhos, notando pela primeira vez as reações que provocara nos amigos. Todos pareciam preocupados, conversando entre si... exceto por Samantha e Mina.
Nenhuma das duas tinha desviado o olhar dela nem por um instante desde que ela começara a falar. Sam parecia estar se segurando em seu lugar, os punhos cerrados, como se estivesse pronta para partir a cara de alguém – de qualquer um que ousasse machucar sua amiga. Mina, por sua vez, tinha o olhar triste, mas decidido e Lore não duvidava de que, naquele momento, a domadora estivesse pensando em estratégias para ajudá-la e protegê-la.
Cada uma delas tinha uma expressão diferente, mas ambas compartilhavam de um mesmo sentimento... e, subitamente, em meio à toda a dificuldade que fora reviver a cena das férias, Lorelai sentiu-se grata por saber que, não importasse o que acontecesse, ela teria as amigas ao seu lado.
Someone who knows when you’re lost and you’re scaredThere through the highs and the lowsSomeone you can count on, someone who caresBesides you where ever you go
Sam sorriu, orgulhosa, enquanto observava a amiga se aproximar do pequeno altar com os olhos fixos em Herman. Ela não podia estar mais feliz pela amiga e agradecida ao mensageiro por ser capaz de iluminar o olhar de sua irmã daquela maneira.
Com tudo o que estava acontecendo, era bom ter algo para comemorar. Depois de tantos dissabores, um pequeno raio de sol nos dias nublados que eles enfrentavam.
A moça desviou ligeiramente o olhar para o lado, soltando um pequeno suspiro. Havia uma única nota dissonante naquele dia; uma única ausência, mas que faria uma diferença enorme.
Era para Mina estar ali também, a dama de honra para sua madrinha, a chuva de arroz para sua cinta-liga. Era para ela estar ali e pegar o buquê para que depois pudessem provocá-la, perguntando quando Isaac iria propor. Para beberem juntas todo o champagne da festa, subirem no palco e contarem histórias da máfia, até que Lore se derretesse de vergonha.
Era para estarem juntas nos bons momentos como tinham estado nos maus.
Sam se perguntou quando, exatamente, ela tinha começado a identificar votos de casamento com votos de amizade. Mas quem se importava se ela estava ou não fazendo sentido? As únicas pessoas com quem poderia discutir aquilo ou não estava ali ou era a noiva...
Ela sorriu mais uma vez, imaginando a cara que Mina faria quando ela dissesse que a domadora teria que compensar sua ausência no casamento da fada prensada com o próprio casamento o mais rápido possível.
Ela quase podia sentir a amiga revirando os olhos, cruzando os braços e bufando um "porque sempre sobra para mim?". E, com isso, sentiu-se estranhamente mais leve.
Mina podia não estar ali presente fisicamente. Mas estava em seu coração. E, ela tinha certeza, estava no de Lorelai também. E, por hora, até que pudessem estar juntas de novo, aquilo bastaria.
You'll change insideWhen you realize
The world comes to lifeand everything's alrightFrom beginning to endWhen you have a friendBy your sideThat help's you to findThe beauty of allWhen you'll open your heart andBelieve inThe gift of a friend
Ela observou os pequenos pássaros até que eles sumissem no horizonte, levando com eles suas mensagens.
A jovem suspirou, deixando-se cair sentada junto à escrivaninha do quarto de hotel. Nunca fora uma particular fã de seu aniversário, já que nunca antes tivera realmente com quem comemorar...
Mas as coisas tinham mudado no ano anterior. Ela tinha mudado. E, mais do que nunca, Mina se descobriu ansiando pela presença das amigas, por uma noite de pijama regada a risadas, bolo e cerveja amanteigada.
Ela sentia falta das outras mafiosas.
And when the hope crashes downShattering to the groundYou'll, you'll feel all aloneWhen you don’t know which way to goAnd there's no such leading you onYou're not alone
Encostada à janela, ela observava a garoa que caía nos jardins da escola. Largados à frente dela, junto ao parapeito, estavam cadernos e cartas abertas; bilhetes rabiscados às pressas que a faziam lembrar de tempos em que parecia estar sempre se controlando para não cair na gargalhada, seguida imediatamente das outras duas mafiosas.
Quão diferente Lorelai se sentia agora entre as paredes de Hogwarts. Fazia realmente apenas um ano desde que ela tinha andando às escondidas pelo castelo, surrupiando comida da cozinha, encrencando com a irmã caçula, caindo de cabeça dentro de armários sem fundo?
A chuva também castigava Londres, carregando lixo pelas calçadas, dotando a paisagem de um ar desolado, enquanto Samantha caminhava apressada sob o guarda-chuva vermelho, de tempos em tempos olhando por cima do ombro.
O temor e a ansiedade não diminuíram mesmo ao dobrar a esquina, quando o lugar que chamava de casa naqueles últimos meses apareceu afinal em seu campo de visão. E, não pela primeira vez, ela se perguntava se as pessoas que amava estavam bem. Se estavam seguras.
Se aquilo que ela estava fazendo fazia alguma diferença para o mundo delas.
Não eram pensamentos diferentes daqueles que Mina tinha, enquanto açulava Finvara, cortando caminho em meio à tempestade, tomando cuidado para não se aproximar demais das escarpas, enquanto os trovões ribombavam sobre sua cabeça.
As decisões que tinha tomado aquele dia poderiam influenciar enormemente o que estava acontecendo. Ela tomara a vida de alguém sob sua responsabilidade; tomara uma posição frente ao que estava acontecendo.
E aquele, talvez, fosse o primeiro passo para assegurar uma chance... um futuro... um reencontro...
The world comes to lifeand everything's alrightFrom beginning to endWhen you have a friendBy your sideThat help's you to findThe beauty of allWhen you'll open your heart andBelieve inWhen you believe inYou can believe in
A primeira coisa que ela percebeu – depois de ter se assegurado que Herman estava bem, estava vivo e estava ali – foi a maneira como Mina estava próxima ao Cão, de mãos dadas, com um ar ligeiramente conspiratório na expressão cansada, mas, ainda assim, sorridente.
Antes que ela pudesse dizer alguma coisa, contudo, a terceira mafiosa – a única que faltava para a cena estar completa – irrompeu à porta, com ninguém mais que Mahala a tiracolo.
Lorelai abriu e fechou a boca por um segundo, tentando entender em que diabos de dimensão alternativa ela tinha ido parar. Mas tudo isso deixou de ter importância quando Satanio começou a gargalhar do outro lado da enfermaria.
- E então? Onde está o montinho? Eu venho esperando isso faz meses!
Não foi preciso mais que isso. Em meio aos risos dos amigos e dos olhares confusos de todos os outros ocupantes do lugar, as três praticamente correram para cima ma das outras, num abraço coletivo que terminou com todas no chão, rindo e chorando como se não houvesse amanhã.
- Isso requer uma comemoração. – Sam riu.
- Uma noite do pijama. – Mina concordou.
- Eu sinto que temos toneladas de fofocas para colocar em dia. – Lore completou – E, agora, todo o tempo do mundo para fazê-lo.
- Nem tanto... Vocês terão que ajudar a organizar um casamento. – a voz de Isaac observou por trás delas.
O rosto da domadora adquiriu um peculiar tom de vermelho-quase-roxo, enquanto as outras duas observavam-na estupefata. A surpresa, contudo, demorou tempo suficiente apenas para que Sam recobrassem a presença de espírito.
- Isso! Montinho na generalíssima!
The gift of a friend

Friday, December 18, 2009

Chacina - Final


Chris observou a postura da companheira, antes de se voltar completamente para o outro rapaz caído no chão. Ele podia sentir a tensão da jovem Dashwood, a hesitação em terminar aquilo que tinham começado.

- Parece que ainda temos um aqui, não é verdade? - ele perguntou com a voz pungente de ironia, cravando os olhos verdes sobre ela - Temos que dar um jeito nisso, o que acha?

Ela não respondeu, ao invés disso preferiu esperar para descobrir o que o rapaz estava planejando. Embora continuasse tentando arduamente camuflar seus sentimentos contraditórios, Melinda realmente receava pela vida de Tristan. Desde o momento em que percebera a presença do amigo entre os membros da comitiva rebelde, ela fez o que estivera ao alcance dela – de forma que Morel não desconfiasse - para que McCloud sobrevivesse.

Para surpresa dela, o outro comensal veio postar-se às suas costas, uma mão insinuando-se sob o braço com que ela segurava a varinha, fechando a mão sobre seus dedos. O que ele estava pretendendo? Teria percebido? Estaria segurando-a para que ela não pudesse fugir?

Outro meio sorriso insinuou-se nos lábios de Christopher. Ele tinha razão, Dashwood não queria continuar. Talvez ela conhecesse aquele último sobrevivente... talvez ele fosse alguém importante para ela.

- Você tem dez segundos. - ele disse num murmúrio, encarando o rapaz moreno no chão - Dez segundos para correr por sua vida. Se não conseguir sair do meu campo de mira em dez segundos... Receio que terei de usar minha última flecha. Então... Um...

Tristan observou-o, incerto sobre o que o comensal dizia. Olhou de soslaio para a outra comensal, tentando descobrir algum indício sobre o que estava por trás daquilo tudo. Talvez fosse impressão de McCloud, mas ele notou um leve brilho de alívio nos orbes anis de mulher.

- Dois...

Aquela parecia ser, então, a única chance que tinha. Ainda que não desse as costas para eles, acabaria por morrer. E não podia morrer de maneira tão imbecil. Havia ainda muitas coisas a fazer, muito da vida que queria aproveitar. Não poderia deixar Selune sozinha no mundo, ele prometera que nunca iria abandoná-la, e não estava disposto a quebrar aquele juramento.

- Três...

Melinda observou, ansiosa, enquanto Tristan levantava-se. As pernas do amigo estavam tremendo, possivelmente era a primeira vez que ele se via cara a cara com a morte, contudo, a expressão de McCloud era nitidamente orgulhosa e desafiadora.

O moreno continuou a contar, observando o outro se afastar. Largando a mão da moça, ele voltou a erguer a besta, fazendo mira. Pouco se importava se sentira-se inicialmente misericordioso. Ele dera um prazo. Se o rapaz não era capaz de entender algo tão simples, então, não merecia viver. Era como todos os outros, apenas alguém que se deixava levar pelas ordens de seus superiores, sem questionar-se acerca da culpa ou inocência dos mesmos, sem escolha, sem consciência.

- Nove...

Tristan já tinha se afastado o suficiente. Melinda viu Chris colocar o dedo no gatilho.

- Dez.

Em desespero e sem refletir sobre o que fazia, ela empurrou o outro comensal para o lado, ao mesmo tempo em que a flecha partia da besta, zunindo e cortando o ar, enquanto Tristan aparatava para longe deles. Christopher deu alguns passos para trás, pouco antes de recuperar o equilíbrio. Estavam agora sozinhos no pequeno beco. Ele deixou o capuz cair para trás e retirou a máscara.

- Por que fez isso? – ele perguntou sem entonação.

- Ele costumava ser meu amigo. - ela respondeu, sincera, encarando-o friamente, apesar de uma sombra em seus olhos lhe traíssem. Ela temia a próxima reação de Morel, contudo, já roubara tantas coisas preciosas das pessoas que amava, pelo menos a vida deles ela não se permitiria saquear.

Christopher a observou em silêncio pela segunda vez. Ela não saberia precisar o que ele estava procurando, mas, aparentemente, ela passara no exame, pois, no segundo seguinte, ele lhe deu as costas, desaparatando, sem esperar por ela.

Melinda suspirou. Pelo menos já havia terminado, seus superiores dentro do exército do Lorde das Trevas tiveram o show que queriam. E agora não levaria muito tempo até que Londres inteira estivesse fervilhando diante da notícia daquele massacre.

Os remanescentes da ordem da Fênix, independente de qual facção pertencessem, saberiam que não havia clemência para aqueles que desafiavam os atuais donos do poder.

Tuesday, December 15, 2009

Chacina - Parte 1


O rapaz, caído no chão, encarou-a com um misto de ódio e terror, enquanto ela levantava a varinha em sua direção. Havia respingos de sangue na máscara dela. Os olhos azuis fixaram-se nos dele, demonstrando emoção alguma e parecendo mais escuros do que antes.

Tristan McCloud sabia que se travava de uma garota, pois o contorno que se insinuava por baixo das vestes negras a denunciava. Alguma coisa dentro dele parecia insistir em dar àquela estranha um ar de familiaridade. Mas a racionalidade dele insistia em dizer o contrário. Não poderia ser ela... Por mais errado que fosse o caminho que ela escolhera, duvidava que pudesse se envolver em tamanha carnificina.

O rapaz, incapaz de conseguir sair da mira da serva de Voldemort, tentou descobrir como as coisas haviam dado tão terrivelmente errado a ponto de ver praticamente todos os seus companheiros massacrados selvagemente diante seus olhos.

Já fazia mais de um mês que havia se juntado à resistência via os contatos que conseguira na escola de magistratura bruxa da Academia de Estudos Alquímicos, com o intuito de fazer frente ao comensais, mas também, de localizar a amiga perdida. Contudo até agora não conseguira descobrir absolutamente nada sobre Melinsa Dashwood. Nenhum alento para dar à família dela ou mesmo para a outra melhor amiga de ambos, Yvaine Lancaster, que, felizmente, estava do outro lado do mundo. Segura de todo aquele horror.

Agora, tudo indicava que não iria descobrir absolutamente nada. Morreria com a dúvida que aqueles olhos azuis que lhe encaravam emanavam.

Protegida sob a máscara, Melinda Dashwood desejava que Tristan não a reconhecesse, por vergonha de tudo o que ele acabara de testemunhar. Era verdade que grande parte daquela chacina havia sido feita por seu companheiro de horda das trevas, mas ela também ceifara alguns daqueles que estavam espalhados sob o chão.

Tinham recebido a informação de que um contingente significativo de membros da resistência se reuniria naquela tarde, e, para a sua própria surpresa, ela fora designada para o papel de ceifadora, justo ela, mais acostumada a agir de modo mais sutil.

Amargamente o destino ainda lhe presenteou com a ironia de que entre os rebeldes se encontrava Tristan McCloud. Um de seus melhores amigos, em alguns aspectos, praticamente um irmão mais velho.

Ela sabia que não conseguiria matá-lo, mas, ao mesmo tempo, não realizava como tirá-lo daquele pesadelo. Tudo o que conseguia fazer era manter-se como uma estátua diante dele.

Um último clamor de piedade foi ouvido mais adiante, antes que o segundo comensal terminasse seu serviço. Já não havia mais ninguém. Tristan era o último sobrevivente. E, pelo olhar da comensal, essa situação não demoraria a mudar.

Foi nesse instante que o outro se aproximou. Ao contrário da moça, ele usava a máscara que lhe ocultava apenas a parte de cima do rosto. Havia um meio sorriso nos lábios dele e as mãos, envoltas por luvas brancas, encontravam-se agora cheias de respingos de sangue. A espada que ele usara voltara a ser embainhada e ele apenas segurava a pequena besta negra, onde uma flecha ainda resistia, esperando por seu alvo.

Melinda, quase automaticamente, olhou de soslaio para Christopher Morel. Ela já havia visto Ian realizar suas missões de extermínio, contudo, mesmo com a mente retorcida após o acidente nas Hébridas que deformara parte do rosto do rapaz, o namorado dela nunca chegara a uma selvageria tão intensa quanto àquela que, pela primeira vez trabalhando ao lado de Morel em algo do gênero, ela vira o domador desempenhar.

Parecia que por trás da expressão carrancuda e gélida do moreno se escondia um demônio, ou, pelo menos, alguém tão dominado pelo ódio que seria incapaz de refrear a fúria assassina de destruir tudo e todos ao seu redor.

Mel olhou novamente para Tristan, temendo sobre o destino do rapaz, e, talvez o dela própria, pois, não conseguia prever qual seria a sua reação quando Christopher decidisse agir.

Nota: Avisando aos nossos amados e queridos leitores que os arquivos foram atualizados e vocês já podem ler nossas fics antingas mais recentes e se atualizar nas aventuras do pessoal do Expresso